Cada agricultor escolhe onde plantar, acha um pé de juazeiro verde, para abrigar-se na sua sombra, no Sol escaldante do meio dia. Ao sair de casa, leva sua cabaça dágua, fumo, fósforo, e um cachorro de lado, chega no juazeiro grande arredondado, coloca seus apretechos, faz um foguinho para fumar, senta na raíz da árvore, bate a enxada no ferro, pronto já estar amolada, para começar a limpa. Lambicando por fileira, sobe e dece carreira, sem levantar o espinhaço, quando o Sol fica a pino, vai beber água fria na cabaça, faz um cigarrode fumo, ou acende o cachimbo angico, quando dar fome vai comer em casa. Quando a roça é muito longe, faz um rancho de taipa, levando comida para lá, a mulher acompanha o marido, com os filhos, para ajudar. No terreiro um juazeiro, é tradição antiga, alí bate o feijão de corda, ajunta o milho seco, faz as atividades agrícolas, lugar de trabalhar e conversar. O terreiro da roça acontece os fatos mais importantes, da vida do agricultor, tem toré, multirão, colheitas fartas, alegrias e tristezas, pelas chuvas, secas, pragas de ratos, lagartas da lavoura. Os meninos brincam no mato observando os passarinhos, catam os insetos, que atacam a plantação. Assim é nossa vida na roça, tem muita coisa a mais, agora vamos para casa, o Sol estar se pondo no horizonte. Nhenety Kariri-Xocó.

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