A muito que se fazia necessário uma confirmação do resquício da cultura dos povos Payayá nas regiões historicamente reconhecida. Os Payayá são povos Indígenas dados como desaparecidos, exterminados. Entre os séculos XVI e XIX dominavam o território vale do Rio Paraguaçu bem como o território que compreende hoje a região onde estão os municípios de Morro do Chapéu, Jacobina, Saúde, Utinga Tapiramutá. Também se encontra a presença inconteste deste povo na região de Alagoinha, onde existe o povoado de nome São José dos Payayá. Em Serra Preta região de Feira de Santana , há um monte chamado Payayá. No município de Saúde há uma fazenda com esta denominação, em Jacobina um cinema, segundo seus construtores em homenagem aos primitivos habitantes..

Na verdade os povos Payayá não desapareceram, misturaram-se. Devido sua enorme resistência ao colonialismo, os Payayá foram perseguidos por fazendeiros, mineradores, bandeirantes e autoridades em geral. Suas mulheres foram tomadas, estupradas, os homens foram dizimados. Sabe-se que as famílias Gonzaga, Góis e Martins de Cabeceira do Rio são frutos da união deste povo. A família que não trocava de nome sofria as sanções da polícia da época.

A luta para que os remanescentes Payayá sejam reconhecidos ressurgiu a partir da década de 90 com Juvenal Teodoro da família Gonzaga da Cabeceira do Rio. Mesmo diante de incompreensões, naturais desconfianças por parte das organizações indígenas, desencontros com os intelectuais e historiadores, esta luta não teve trégua, nunca houve desânimo. Compreendendo que apesar da mistura seria necessário encontrar os remanescentes dos Payayá.

Para o já tradicional Festival de Arte de Utinga foi encaminhado uma proposta para incluir a presença dos Índios Pataxó Hahahãe na programação, o que foi sabiamente aceita pela Srª. Secretária Urânia Viana. Os índios participantes foram Fábio Titiá, Paulo Titiá e Rodrigo Titia de apenas 14 anos. Todos da etnia Bainá de Pau Brasil, acompanhados por Juvenal e Edilene Payayá..

A visita durou três dias, uma Pahai (cabana) foi construída especialmente para a atuação dos indígenas; dentro dela os índios puderam receber a visita de um número expressivo de pessoas, vários delas procurando abrigo na história dos seus antepassados.

O momento, porém, de extrema emoção foi o encontro com os velhos, Sr. Manoel Góis e dona Nega de Cocota; talvez os últimos índios vivos da região que confirmam a história deste povo. Pela fisionomia e convicção são remanescente incontestes dos primitivos Payayá.

Após estas duas visitas, os índios seguiram para a visita ao pé da gameleira, cabe ressaltar que a gameleira era a árvore sagrada para os Payayá. Quando foram forçados a trocar de nome eles adotaram o nome da árvore sagrada daí o nome de Yayá Gameleira (nome de dona Maria Gameleira morta com mais de 100 anos) que é uma forte lembrança entre os mais velhos, esta mulher foi a chefe do clã dos Góis e Gonzaga.

Na manhã seguinte, foi à vez de participar do programa “105 em Ação” na rádio local com o radialista César. Para debater a questão indígena juntou-se no programa o também índio e radialista da TV Itapoá Sr. Paulo Silva, posteriormente agregou-se ainda o Sr. Juilsom, prefeito da cidade e Luiz Moreira ex -deputado e proprietário da rádio.

Grande expectativa gerou em torno da ação e da vivacidade do garoto-índio Rodrigo Titia que participou intensamente do programa dando opinião e respondendo questão, as crianças de Utinga deram-lhe carinho, atenção procurando ter conhecimento do seu modo de vida na aldeia.

A pintura indígena foi bem difundida entre as crianças, O que nós queremos reforçar a luta dos povos indígenas dizendo que para o governo, muitas etnias foram totalmente dizimadas, mais nós índios sabemos que existe muitos índios na zona urbana e muitas das vezes precisando de apoio. Pessoa essa que tinhas as suas terras e que o homem Branco foi e roubaram e que para nós os Payayá Estão vivos e vivendo na região da chapada. Mas Com a Luta de Juvenal e Edilene e com o apoio dos Pataxó Hãhãhãe iremos resgatar os seus reconhecimento a nível nacional. Reafirmamos que existem os índios Payayá.

Comentários via Facebook

18 COMENTÁRIOS

  1. Como menbros da comunidade Payayá. temos de agradecer aos organizadores e mantenedores desta linha de comunicação. Posso dizer ainda que os povos Payayá existem e resitem aos ataques dos inimigos dos posvos Indígenas.

    Assim fica nossa gratidão ao Rodrigo, ao Fábio e ao Paulo Bainá Titiá por este depoimento, pela visita às terras sagradas dos Payayá, à gameleira, à nascente do utinga que em nossa lingua seria águas claras.
    Juvenal Payayá e Edilene Payayá

  2. Cara Rose se ainda for do teu interesse mantenha contato comigo por este e-mailque te enviarei os contatos do Juvenal Payayá.

    Grande abraço,

    Ademario

  3. Quero entrar em contato com Juvenal Payayá,para maiores informações sobre nossos antepassados.
    Obrigada Maria José

  4. Só uma correção: o Povoado de São José do Payayá não pertence ao município de Alagoinhas mas sim ao de Nova Soure, Bahia. Favor corrigir no texto.
    Obrigado,
    Geraldo Prado

  5. Gostaria do contato de Juvenal Payay para a realização de uma palestra na sobre os índios Payayás na cidade de Jacobina.

  6. Gostaria do contato de Juvenal Payaya para a realização de uma palestra na sobre os índios Payayás na cidade de Jacobina.

  7. Oi Juvenal tudo bem visitei o seu blogue e achei otimo
    a sua iniciativa de colocar a nossa historia a disposisã
    na internet para quem quiser conheser.Meus parabéns pela
    perserverança .
    E um blog muito interesante prinsipalmente por contar a luta
    deste povo corajoso .Vôce e um exemplo para os mais jovens
    pois mostra a todos que o povo payaya não desiste luta pelo
    resgate da sua cultura.

  8. Oi Juvenal tudo bem visitei o seu blogue e achei otimo
    a sua iniciativa de colocar a nossa historia a disposisã
    na internet para quem quiser conheser.Meus parabéns pela
    perserverança .
    E um blog muito interesante prinsipalmente por contar a luta
    deste povo corajoso .Vôce e um exemplo para os mais jovens
    pois mostra a todos que o povo payaya não desiste luta pelo
    resgate da sua cultura.

  9. Oi Juvenal tudo bem visitei o seu blogue e achei otimo
    a sua iniciativa de colocar a nossa historia a disposisã
    na internet para quem quiser conheser.Meus parabéns pela
    perserverança .
    E um blog muito interesante prinsipalmente por contar a luta
    deste povo corajoso .Vôce e um exemplo para os mais jovens
    pois mostra a todos que o povo payaya não desiste luta pelo
    resgate da sua cultura.

  10. Sr. Juevenal,quero saber mais sobre a tribo Payayá, se no século XVIII, habitava a região de Santo Estêvão e Antonio Cardoso, municípios que margeam o Rio Paraguassú, e se não foi a tribo Payayá, então qual foi a tribo existente nesta região? Pois, sou descendente de índio conforme os mais velhos e minha tataravó se chamava Kakina, que segundo informações, foi pega por meu tataravô, que era Português. Moro em Santo Estêvão e estou fazendo um levantamento da origem dos meus pais.

    Agradeço qualquer informação a reespeito.

    Obrigado.

  11. Fico muito satisfeito de poder saber das minhas origens,
    Sou bisneto de uma India payaya. Que foi pega por meu bisavô que era Portugues.
    Moro atualmente em Salvador e vou começar fazer umas pesquisas sobrer minha familia.

  12. Agradeço aos que manifesta interece pela luta do povo Payaya, sera sempre uma satisfção, meu email juvenal@uol.com.br ou pelo blog tenho condições de responder a todos,

    a todos minha gratidão
    Juvenal Payaya

  13. Agradeço aos que manifesta interece pela luta do povo Payaya, sera sempre uma satisfção, meu email juvenal@uol.com.br ou pelo blog tenho condições de responder a todos,

    a todos minha gratidão
    Juvenal Payaya

  14. Tenho indo constantemente a cidade de Saúde e lá se respira Payaya, sente-se a cultura e os costumes presentes homenagens vem desde o balneário Payayá, Rádio Payayá, na minha familia conta-se a história de que a matriarca da familia foi pega no laço nas serras entre Saúde e Mirangaba, era india Payayá. Parabens Juvenal pelo resgate! Os descendentes dos Payayás agradecem

  15. Olá, tenho me interessado em saber um pouco mais sobre as minhas origens e descendências, minha tataravó era índia e casou-se com um português, porém não sei qual era a tribo dela, ela era da região de Ipirá/Malhador, sertão da Bahia, quais são as tribos predominantes nessas regiões? Obrigada!

  16. sr. JUVENAL boa noite sou natural de JACOBINA meus avõs paternos vivian na faz leonardo povoado chamado
    pau ferro no municipio de Miguel Calmon , quando criança ouvia falar como que se fosse proibido eu não sabia
    o motivo de tanto místério, e que a minha avó teria sido carregada do meio dos seus familiares uma comunidade indigena ,minha curiodade é de qual etinia? ou seja quntas etinias Indigenas havia na região de Miguel Calmon e Jacobina alem de PAYAYA, pois me orgulho muito saber que sou neto e pertencer a uma etinia Indigena
    quero me certificar de qual? e como posso me declarar
    tels; 71 9326 4596 / 9955 9615 Ivo. obrigado.

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