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A Universidade de Brasília realizará nesse mês o quarto vestibular espcífico paar estudantes indígenas do Brasil. Haverá provas objetivas e redação em Língua Portuguesa. 162 candidatos inscritos já estão homologados para concorrer às 10 vagas oferecidas

A aplicação das provas do vestibular para estudantes indígenas da Universidade de Brasília (UnB) está prevista para o dia 16 de janeiro. Ao todo, 162 candidatos tiveram a inscrição homologada até o momento e concorrem a uma das 10 vagas oferecidas para o 1.º semestre de 2010, nos cursos de Agronomia, Enfermagem e Obstetrícia, Engenharia Florestal, Medicina e Nutrição. O vestibular é realizado desde 2004 por meio de convênio entre a Universidade e a Fundação Nacional do Índio (Funai).

Os locais e horários das provas já estão disponíveis para consulta no endereço eletrônico www.cespe.unb.br/vestibular/conveniofunai_unb2010. A seleção abrangerá testes de conhecimentos em Língua Portuguesa e Literaturas em Língua Portuguesa, Matemática, Biologia, Física, Geografia, História, Química, além da redação em Língua Portuguesa. Além de Brasília (DF), a aplicação dos exames ocorrerá nas cidades de Barra do Corda (MA), Barra do Garças (MT), Ji-Paraná (RO) e Redenção (PA).

CONTATO
Outras informações no endereço eletrônico www.cespe.unb.br/vestibular/conveniofunai_unb2010 ou na Central de Atendimento do Cespe/UnB, de segunda a sexta, das 8h às 19h – Campus Universitário Darcy Ribeiro, Edifício Sede do Cespe/UnB – pelo telefone (61) 3448 0100.

Fonte: www.unb.br

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Indígena do Povo Tukano. Natural de São Gabriel da Cachoeira- Amazonas- Brasil. Estudante de Biologia pela Universidade de Brasília- DF

3 COMENTÁRIOS

  1. Queridos amigos estudantes, muitos parabems pelo caminho que escolheram, eu acredito que a cultura è a base das mudanças. Mas quidado, como todas as coisas a cultura pode ser usada em prol do bem ou em prol do mal. Nào deixem de usar a cultura em prol do respeito de nossa Màe Natureza e no respeito do ser humano, desculpa o meu pessimo portugues, sou italiano e sò mastigo um pouco de Portugues-Brasileiro. auere e abraços

  2. LINK DO ARTIGO:
    http://www.bsgi.org.br/educacao_coordeducacional_makiguti.htm

    Projeto Makiguti em Ação

    Atividade com professores

    Cerca de 235 escolas da rede pública estadual e municipal do país participam do revolucionário modelo pedagógico que defende a felicidade integral da criança. É uma prática pedagógica voltada para despertar e resgatar potenciais e habilidades dos educadores, para que possam desenvolver uma educação humanística e de criação de valores.

    O projeto tem como base as propostas que norteiam a Soka Gakkai Internacional (SGI) e a Teoria de Criação de Valoresde Tsunessaburo Makiguti, encontrada em seu livro Educação para uma Vida Criativa. Nesta obra, Makiguti revela a necessidade de o aluno sentir-se feliz na escola e defende que a educação não é uma simples transmissão de conhecimento, mas deve ter o propósito de desenvolver o ilimitado potencial e talento, bem como cultivar o caráter das crianças.

    A metodologia envolve escola, lar e sociedade no compromisso pela felicidade da criança. A proposta é que a sala de aula seja um local em que brote uma ação criativa de professores e alunos envolvidos num clima de alegria e gosto pela aprendizagem.

    Para isso são desenvolvidas palestras e atividades com os professores, que são reproduzidas em sala de aula. A capacitação dos professores pela equipe ocorre no horário pedagógico, com duração de duas horas, uma vez por mês na própria escola.

    Trabalhos dos alunos

    Os alunos têm a chance de vivenciar experiências nas áreas de meio ambiente, artes cênicas e outras atividades lúdicas. O educador também recebe estímulo para superar as dificuldades e elevar sua auto-estima no dia-a-dia, já que é visto como um ser humano, construtor de si mesmo e de sua história, e com papel fundamental no processo da educação criativa.

    Aos pais estão reservadas palestras, convívios e oficinas diversas, integrando-os na proposta educacional do projeto.

    A equipe é formada por profissionais, técnicos e especialistas de várias áreas da educação, que transmitem seus conhecimentos sem vínculo político, religioso e financeiro.

  3. pois é irmãs e irmãos, esse é o retrato que temos do Brasil. Os brancos vieram, roubaram o que quiseram, trouxe novos povos, muitos se misturaram nascendo os novos brasileiros, outros continuaram vivendo em grupos separados. Mas hoje, em pleno século 21, nós indígenas e indio-descendentes temos que aceitar a “esmoloa” que nos é oferecida pela sociedade do homem branco e hoje também do negro.
    Num país do tamanho do Brasil, a Universidade de Brasilia oferece 10 vagas somente para todos os índios do Brasil? isso para ser dividida entre 6 diferentes cursos? e as outras vagas? foram repartidas para os negros e brancos.
    Irmãs e irmãos, temos que acordar o povo brasileiro para a sua ancestralidade. a raiz legítima do Brasil está em alguma tribo, é necessário que o povo brasileiro se reconhça enquanto indígena, assim será mais fácil ajudar a preservar o meio ambiente natural, com seus bichos e plantas.
    Sou um Tupi-Guarani, mas a tribo de meus ancestrais não existe mais, virou cidade, e hoje muitos nem se reconhecem mais enquanto indígenas. e isso irmãs e irmãos, está acontecendo em todo o Brasil. Quando é pra dizer que são brancos eles olham a cor, quando é ora dizer que são negros eles olham a situação financeira e a cor, mas quando é pra dizer que são indios eles olham se ainda moram em aldeia? isso é um absurdo e um tremendo desrespeito aos ancestrais do povo brasileiro.
    o povo brasileiro tem direito a seu passado, e as tribos que se misturaram tem direito a sua história. é importante o índio aprender os mecanismos da sociedade de hoje em dia, é claro, até para poder ajudar o seu povo e aos povos necessitados, mas devemos exigir igualdade de direitos. as vagas devem ser redistribuidas de forma justa, um terço pra branco, um terço pra negro, e um terço pros indios, e em todos os cursos.
    somente tratando todos iguais a justiça vai fazer diferença no Brasil.

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