Tem que ser todos um corpo só. Temos que cuidar de nós todos, de nosso costume. Nosso costume é dançar Toré. Não é o samba, o pagode ou o forró. O Toré dá todo ensinamento a nós. Os antepassados dão orientação para a gente, mas não é todo índio que procura isso, tem também índios que vão para a malandragem, alguns índios não querem se reger pelos mandamentos. Sem o Toré não teria mais a raça do índio.

Nasci e me criei com o Toré. Cantar, dançar, beber jurema. Maracá era da boca da noite até amanhecer, era de sábados e quartas.

O que eu quero para mim eu quero para os outros todinhos.

Manoel da obra é um encanto das águas. Ele resolve muitos problemas.

Assilão era o mestre e Antonio Cirilo o contramestre.

As tribos daqui estão em Portugal. Tem tribo daqui lá. A tribo é o encanto.

Ele pode estar aqui e logo depois em outro canto.

Tonho de Chiquinho (1932) Mestre

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4 COMENTÁRIOS

  1. Existe muitas e muitas coisas que resume a fortaleza de uma comunidade indígena, entre tantas, o TORÉ é a força mãe.Não existe povo, nem luta, sem o ritual! É na pisada do toré, ao som dos maracás que os indios absorvem todos as orientações do nosso Pai Tupã e os encantos Luz, a Jurema é a nossa bebida, ela da força espiritual,da sabedoria pro povo, os mais velhos dizem; ” Cachaça de caboco é a jurema” O Toé e tudo que acontece nele reafirma a identidade do povo Truká.

    “Reina assunção, no truká, juremá reinaeeee…”

  2. No RJ chamamos de Toré de Caboclo,Os Juremeiros.
    Gostaria de saber mais sobre o assunto ,pois tenho uma entidade espiritual
    que cultua este ritual.
    Estou radiante.Salve todo povo indígena,a sua cultura que merece todo carinho
    e respeito.
    Parabens pela matéria.
    Nelma Luz*

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