Como toda grafia, esta também tem um caráter histórico circunstancial, passível de reformulações. Nesse sentido, novos estudos devem ser feitos no sentido de contribuir para uma organização cada vez mais precisa do material lingüístico e conseqüente simplificação e justeza da proposta ortográfica.
O resultado do trabalho feito com a índia Bahetá foi de grande relevância para nós índios Pataxó Hã hã hãe, tanto que citarei as duas frases que a mesma nos deixou e outras que fiz a partir de minhas pesquisas que foram fundamentadas na cartilha Lições de Bahetá:

Kuin kahab mikab: quero comer, quero viver.
Atxi amangà? : você tomou banho?
Atxi apôka? Você quer gritar?
Kuin kahab kebka. ­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­ Quero comer banana.
Atxi kuin amangà ngahã kehe? Você quer tomar banho no rio ou na chuva?
Kuin kahab uhui otxab. Quero comer aipim com milho.

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1 COMENTÁRIO

  1. Existe um vocabulário significativo da língua Pataxó-Hãhãhãi publicado pelo SIL num livro sobre línguas indígenas do Nordeste. Não sei se vocês já viram esse material, mas penso que ele complementa o que foi ensinado por Bahetá.
    Os lingüistas afirmam que a língua Pataxó teria uma origem comum com a língua Maxakali. Penso que se algumas pessoas aprendessem Maxakali, ou um professor Maxakali auxiliasse vocês, talvez fique mais fácil recontruir a língua, pois a gramática provavelmente é semelhante.

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