Garoto de 16 anos se enforcou; seu irmão tinha cometido suicídio há 5 meses.
O guarani Nilson Romeiro Lopes, de 16 anos, foi encontrado enforcado na manhã desta terça-feira na aldeia Bororó, em Dourados. O que torna o caso ainda mais trágico é que o irmão dele, um rapaz de 21 anos, também suicidou em setembro do ano passado. Só este ano são seis casos de suicídio de índios: um em Amambai, dois em Dourados, dois em Tacuru e outro em Novo Horizonte do Sul. Na avaliação do irmão mais velho de Nilson, Albino Romeiro, de 33 anos, o problema é o fácil acesso às bebidas alcoólicas. O suicídio entre índios é tratado como uma questão de saúde pública em Mato Grosso do Sul.
Conforme a Funasa, foram 42 casos no ano passado, a maior parte deles envolvendo jovens da etnia caiuá-guarani. A raiz do problema é a questão fundiária e as distorções sociais causadas pela proximidade entre as aldeias e a cidade, além do alcoolismo. Para enfrentar o problema a Fundação informa que está atuando com psicólogos nos pólos de Mato Grosso do Sul. A Funasa informa que, de forma pioneira, contatou no ano passado quatro psicólogos para trabalhar a saúde mental dos índios. A Fundação reconhece que o número de profissionais é pequeno e, segundo o coordenador regional, Flávio Brito, a intenção é ter um psicólogo atendendo em cada um dos 13 pólos. (Com informações do Dourados News)

A notícia foi repassada por e-mail para mim Irembé Potiguara pelo parente Tuka Terena, achei muito importante repassá-la pois é algo que nos preocupa e leva a pensar soluções para este problema agravante.

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12 COMENTÁRIOS

  1. Irembé:
    Obrigado por PUBLICAR!!

    A Noticia é das piores que eu li na minha vida!

    Suicidarse é nao querer mais nada!
    É desistir de tudo!
    É nao acreditar que ESTA VIDA PODE SER MELHOR!

    Sei que a realidade indigena é desde muito aspectos HORRIVEL!!

    Eu acredito em investimento em programas de EMPODERAMENTO DOS JOVENS…. EM dourados esta o “AJI” onde JOVENS INDIGENAS trabalham com arte, com expressao, comunicacao…Acredito deveria se investir nesse PROGRAMA que é maravilhoso e que tira e faz prevencao nao só contra suicidios mas contra todos os “MALES”.

    Vamos trabalhar por ESSA TERRA SEM MALES!

  2. Gente que coisa absorda!!
    Que vergonha ! Kd as autoridades competentes?
    Precisamos tomar providencias, isso não pode continuar divulgar é o primeiro´passo, pra depois FUNASA dizer que as comunidades indigenas tem saude de qualidade. Isso é saude?

  3. Parentes dos indios online…..obrigado por divulgar essa materia…infelizmente uma tragedia entre os parentes Guarani Caiua…spero revetermos essa situação…nos unirmos cada vez mais….abços e fikem na paz

  4. Sei o que eu vou falar não é só um comentario mas tambem um relato, eu já passei por isso em minha familia e sei a dor que meus parentes Guarani estão sentindo, eu perdi meu irmão mais velho da mesma maneria que esse jovem indios morreu, meu irmão na epoca tinha 42 anos e isso cantecel em dezembro de 2002, e tambem 4 anos depois meu primo tambem se enforcou. aqui em meu povo Pankararu, é frequente esse caso de suicidio, eu não sei o que acontece mas essa é a realidade. A varias ipoteses sobre essa reação de nossos parentes, uma é que ficamos muito deprimidos com a falta de nosso territorio tradicional, com os descasos das altoridades publicas, e os desrespeito que a siciedade não indigena tem com agente.
    Sei lá mas esses acidentes são frequentes, e até agora ninguem, ninguem mesmo parou pra ver o que está acontecendo com nós povos indigenas!!!
    hoje temos varios motivos para nos deprimirmos, e a realidade tambem que nossa luta pela ampliação de nosso espaço territorial tradicional, parece que não tem fim, e tudo isso nos deixa muito chateados.

  5. Quem vive nu não tem estes problemas. Roupa, bebidas alcoólicas, depressão, suicídio, etc. são dos brancos. Quem disse o corpo humano é vergonhoso? A roupa é mais do que tecido apenas. Obtém a cultura também. O dia aceitamos roupa foi o dia perdemos nossa liberdade. (Me desculpe por meu português ruim.)

  6. bem!esse assunto é muito polemico,mas o que tenho a dizer,por tudo o que estar acontecendo é a questão do alcoolismo dentro das areas indigenas…vejo a nescessidade que os nossos parentes tem,nescessidade essa de um apoio mais amplo.Quando sabemos que um parente se suicidou-se geralmente,em alguns casos ouvi uma influencia do alcool,em outros casos a excaseis de uma oculpação ou seja uma falte de oportunidade trabalho e etc.
    Até quando as altoridades irão ficar de braços cruzados?
    FORA BEBIDAS ALCOOLICAS DAS COMUNIDADES INDIGENAS!!!!!!

  7. Até quando?

    As autoridades competentes e TODOS NÓS, somos direta e indiretamente culpados por esta desgraça!

    Até quando seremos omissos?
    Até quando optaremos pelo silêncio ou o descompromisso?
    Até quando vamos esperar por iniciar um grande movimento de UNIÃO e LIBERTAÇÃO dos povos indígenas?
    Até quando?
    Esperaremos mais 508 anos?
    Não, não é só a questão do aoccolismo, não são só as autoridades que não cumprem com seus deveres de Estado!
    Somo nós…somos todos nós que não aproveitamos os poucos espaços existentes na mídia, no mundo para fazer um trabalho de construção do pensamento crítico dos jovens indígenas.
    Não basta saber apenas que o país foi invadido por europeus e que assassinaram os índios…temos que construir táticas de guerra…mas não de uma guerra sengrenta…usando armas…pq é isso que o poder quer. Falo de guerreiros de paz e pela paz. Falo de libertação.
    A Terra Sem Males, muito bem lembrada pelo amigo acima…
    Esta Terra Sem Males…depende de nós!
    Este espaço…Índios On Line…(penso eu) foi criado pra isso!
    OCUPEM ESTE ESPAÇO E FAÇAM ACONTECER NO HOJE!
    OCUPEM AS ESCOLAS, OS CENTROS DE SAÚDE, AS PRAÇAS, AS IGREJAS DE OUTRA CULTURA!
    Invadam com a vossa cultura em punho!
    É assim que matam vcs e é assim, com essas armas, que vcs se defenderão!
    O poder de ontem, da época do militarismo, gostava de sangue e de tortura…hoje, ele consegue ser pior, pq mata aos pouquinhos e de dentro pra fora!
    A ditadura é a mesma, só muda a forma de matar, de oprimir, de aniquilar!
    Fica minha pergunta…até quando???
    E mais uma vez…fica minha disponibilidade de tentar ajudar…com um trabalho SÉRIO!

    Sei que agora, esse rapazinho está na Paz do Deus único!

  8. Aqui nos EUA, a nação indigéna dos Navajo (chamado na-VA-rro) proíbe bebidas alcoólicas na toda sua terra. Vocês têm o direitos legal para proibir bebidas alcoólicas no Brasil? O que os caciques guaranies acham?

  9. Primeiramnente parabenizar mais uma vez a irmã e amiga Irembé por este registro aqui feito sobre este caso,que é de extrema urgência,pois este já é um caso seguido de outros anteriores suicídios,aí então a pergunta que nós fazemos as autoridades responsáveis,até quando? será que vão esperar morrer todo mundo para tomar uma iniciativa,a inniciativa por parte do povo seria criar um A.A em cada aldeia,deveria ser prioridade,pois é um dos maiores problemas que se enfrentam nos dias de hoje.Portanto tenho certeza que existe cura para este vício,e assim evitando á morte prematura de jovens que são o futuro de cada aldeia.Podem contar comigo,terei diversas idéias á trocar para assim solucionar este problema.

  10. Pois é Washington…
    Concordo com vc…aliás já passei contatos do AA para algumas lideranças desse site.
    Entendo que seja complicado mas continuo a disposição, se quiserem os contatos do AA, é só falar! Tem tbm o site deles, é só buscar no google.

    Só que a questão dos suicídios não é só o alcoolismo mas sim todo um processo de opressão que vcs vivem ha 508 anos.

    Um abraço,
    Juliani

  11. sou só mais um índio indignado com essa atual sociedade que não está nem aí pra gente, a vontade que sinto é de mandar esse bando de vagabundos pelos ares, não podemos nos desesperançar,o suicídio do nosso povo é o que eles mais querem, não vamos dar esse gostinho pra eles, hoje temos como lutar,o que está faltando realmente é a gente se unir,não adianta a gente reclamar sentado escrevendo até a bunda não aguentar mais,precisamos de um líder comprometido com nossa causa,foi por isso que nossos antepassados perderam esse país para os sujos Portugueses,chega de blá blá blá pois o nosso povo está cada vez mais perdendo terreno pra eles,temos que agir urgentemente,graças a tupã sabemos que ainda existem pessoas de garra e de espírito índio como Sebastian,um homem de inúmeras qualidades e que tem grandes objetivos em prol da causa indígena,chega de mortes temos que sobreviver seja na cidade ou na aldeia,somos índios e não desistimos nunca.

  12. Quando se escreve ou lêem as notícias do povo de meu avô paterno têm-se que se saber ou lembrar que todas essas desgraças narradas sobre os Guarani-Kaiowá do Mato Grosso do Sul tiveram um triste começo: 1865, quando Brasil e Paraguai se declararam em guerra.
    A Guerra do Paraguai trouxe muita os maus hábitos ao povo Guarani-Kaiowá.
    1. A invasão das tropas militares às terras indígenas do Oeste pouco conhecido;
    2. O treinamento obrigatório do povo indígena para a luta armada;
    3. Tanto o Brasil como o Paraguai tinham grandes grupos indígenas próximo às suas fronteiras. E o vil exército dos dois países não teve dúvidas em fazer o povo nativo,
    mais uma vez, escravos.
    4. O antigo povo Guarani-Kaiowá então conhecido e auto-intitulado secularmente como
    PAITAVYTERÃ no momento do conflito tinha parentes, irmãos e filhos nos dois lados e os invasores europeus com mais de 3 séculosna América Latina os obrigaram a lutar, ou seja irmãos contra irmãos.
    5. Foi nos malditos 5 anos em que durou a tão odiosa guerra é que surgiram os suicídios entre os Guarani-Kaiowá.
    Pais, mães, avós e até Tchamoy praticavam o suicídio diante do genocídio imposto pelos
    Exércitos Imorais dos dois países. Ignorantes ainda tratavam nativos como escravos, não
    respeitando o fato de que os povos indígenas eram, na verdade, Nações alheias ao conflito
    dos povos invasores.
    A introdução da bebida se deu quando tropeiros de São Paulo (Sorocaba)começaram a levar víveres para o exército brasileiro.
    Entre os alimentos chegava ao fronte de guerra a cachaça. Considerada um anéstésico pelos médicos do exército. Logo o hábito se propagava entre os soldados porque diziam combater além da dor, a fome. Assim os Guarano-Kaiowá aprenderam a beber “La Caña”, logo introduzida no exército paraguaio.
    Portanto, esses dois flagelos passaram a corromper as famílias dos povos nativos da região.
    Aliás, falando em Brasil e Paraguai lembro-me que essas duas nações até mesmo no presente
    vem roubando o índio sul-americano.
    Essas duas nações constituídas por descendentes de europeus tomaram as terras dos nossos irmãos Avá-Guarani de Ocó’i – PR (o povo das cachoeiras que sofreu muito com as chacinas de 1750 na destruição da Missão de San Carlo)e agora, há mais de doze anos atrás rouba uma vez mais para construir a Usina Hidrelétrica de Itaipu. É tanto o discaramento que roubam a terra indígena e colocam nome indígena!
    Já se passaram 12 anos e os caloteiros (Brasil e Paraguai) não pagam a indenização devida. A Aldeia de Ocó’i se espreme numa das margens (Mata Ciliar) do Lago de Itaipú, com água contaminada pelos fazendeiros produtores de soja que adquiriram terras baratíssimas, incentivados pelos governos estadual e federal e pelo Paraguai.
    5. Voltando aos Guarani-Kaiowá e ao presente podemos dizer que a droga é o terceiro flagelo e é consequência da fronteira aberta entre Brasil e Paraguai. Mais uma vez, os mais prejudicados se encontram no caminho dos nefastos.
    6. A corrupção política é o outro flagelo que permite a grupos de fazendeiros imorais a tomar o que restou das poucas terras pertencentes aos Guarani-Kaiowá.
    7. Só o Governo Brasileiro pode corrigir a tão dramática situação em que deixou o povo
    Paitavyterã.
    É bom lembrar que em 1870 quando os combatentes Guarani voltaram às suas casas não mais as encontram. Novos fazendeiros, ex combatentes e outras Nações Nativas já ocupavam suas
    terras. Novamente os suicídios e mortes por ingestão exagerada de alcóol aconteceram.
    O desespero de não mais encontrar suas famílias mortas pelas epidemias trazidas pelos tropeiros e pelo exército brasileiro.
    Portanto, o responsável pela desgraça do meu povo é o Governo Brasileiro e o Paraguaio.

    Um lembrete aos Redatores:
    Nomes próprios não devem ser alterados para satisfazer a ortografia da língua portuguesa.
    “caiuá” não existe. Por favor, o nome atual correto é Kaiowá.
    Com dabliu sim porque foi o alemão Karl Unkel, o Nimuendaju quem primeiro escreveu e com letra maiúscula porque foi a primeira Nação Guarani a estabelecer-se na América do Sul.
    Assim como os Guarani Mbyá e Nhandevá, somos descendentes dos povos Auá do hemisfério norte e América Central e mais remotamente descendentes do Povo da Mongólia que povoou
    o Continente Norte Americano muito antes da chegada dos invasores europeus.

    Heitor Kaiová (Por que assim minha bisavó foi registrada: com V simplesmente.
    Meu nome Guarani é Karaih Auá-Ruvitchah.

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