O COCAL É MINHA CASA – O Cocal é minha casa, a maracá meu coração, a xanduca um instrumento, um instrumento de união, ou lei lá lá, a reiá ràà. Quando o índio viaja fora da aldeia, o cocal é seu abrigo; o maracá bate com o seu coração; ele acende o cachimbo Xanduca, que atraí índios de sua tribo e de outras tribos para a união. FITA VERDE – Minha gente venham ver, os caboco como canta! , Com um laçinho de fita verde, amarradona garganta, ou lei lá rá, a reiá rá. O índio, o caboco do Nordeste, não fala mais a língua materna, mas ainda temos o canto. Através do Toré, nossos antigos se comunicavam. Nós fomos obrigados a falar português. Aceitar a língua do colonizador é representado, na letra do Toré, pelo laço de fita verde amarrado na garganta. PÉ DO CRUZEIRO JUREMA – Lá no pé do Cruzeiro Jurema, eu danço com meu maracá na mão, pedindo a Jesus Cristo, com Cristo no meu coração, hááá, eeirá reiá, a reiá reiá rá. Quando os jesuítas chegaram na tribo, colocaram um cruzeiro de jurema e catequizaram os índios na cultura cristã, mas o índio já cantava a sua tradição com seu maracá e Jesus Cristo ficou em seu coração. Nhenety Kariri-Xocó.

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