A índia Ilza Braz tem 55 anos pertencentes à etnia Pataxo de Cora Vermelha no município de Porto Seguro-Ba.
A índia junto com seus familiares morava na aldeia Barra Velha em Pataxo pôr nesta época foram expulso pelos fazendeiros, pois muitos índios fingiram para não morrer passando a morar na cidade outros ficaram sendo empregados dos próprios fazendeiros.

A sua mãe (Dona Maria São Pedro) perdeu seus pais quando foram expulso da sua terra pelos fazendeiros, sendo crida por uma madrinha. Depois se se casou com Constantino que não é índio passando a morar na região da Vadiação que fica perto do rio Pardo em estremo ao limite da Aldeia Caramuru.

Mesmo distante da sua aldeia a Dona Maria nunca deixava de cultivar a sua cultura, porem às vezes se senti um pouco triste por não ter a liberdade de demonstrar sua cultura e origem indígena. Mas sempre ensinava aos seus filhos os costumes do seu antepassado.

Comentava para a sua filha Ilza os costumes que seu povo praticava, diziam que as panelas que tem hoje não são do seu povo, as panelas do índio é feita de barro, costurava com linha de Tukum, ensinava a conversar com as arvores e dizia o significado do nome sagrado de cada arvores e sua especialidade dos que servia para fazer remédios naturais.

Aos 14 anos a índia começou a estudar saindo da sua casa a 14 km ate a escola, porem naquela época não era tão fácil estudar na escola do não índio pois quando ela chegou na escola a professora cortou o seu cabelo longo, porque a mesma dizia que não podia ficar com o cabelo grande porque era falta de higiene, mas a índia via que a professora lhe odiava porque a sua origem é índia.

Mas a escola não deu prosseguimento e índia não pode estudar porque o seu pai não tinha condição de manter os seus estudos.Mas sempre cultivei a minha cultura na minha aldeia, pois o estudo que tive foi a minha cultura, mas graça a Tupã estou dando continuidade ao meu estudo.

Aos 21 anos casou-se com o índio Pataxó Hãhãhãe Otavio que tiveram três filhos: Woston, Daí, Raimunda.

No ano 1982 vieram morar no Caramuru junto com seus três filhos com muita luta começar a trabalhar para dá os estudos dos filhos.

Espero que a FUNAI auxilie estes índios porque eles estão se preparando para ajudar o nosso povo.

Hoje esta índia se sente muito triste porque lutou muito para manter o estudo ao filho e ele esta passando uma difícil situação financeiramente. O seu filho Woston( Anpora) esta cursando Direito na universidade federal da Bahia UFBA e passa um situação precária junto com outros índios, segundo a índia disse que a Funai falou em ajudar mas ate agora não deu resposta. Também tem um sobrinho que esta estudando em Cuba (Edivaldo) cursando medicina, a FUNAI ficou de auxiliar nos estudo e mandar o dinheiro para pagar o diploma para ser traduzi em português porem ate agora não tomou nem um altitude.

O pedido que faço a FUNAI que ajude todos esses índios que estão passando esta estas dificuldades, não só eles como também existem índio que vão cursar a faculdade que não tem condição a pagar.

Espero que a FUNAI auxilie estes índios porque eles estão se preparando para ajudar o nosso povo.

Esta entrevista partiu de Yonana com a índia Dona Ilza.

yonana.thydewa@terra.com.br

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3 COMENTÁRIOS

  1. Muito bem, Ilza. Assim é que se faz. Não abandonou suas origens e ainda influencia os filhos a se iniciarem nos costumes e tradições do povo indígena. Eu também sou descendente de indios do interior do Pará, mais precisamente dos habitantes da cidade de Juruti Velho, que eu nem conheço mas que aprendi a amar através de meus parentes com quem me comuniquei por telefone ou pro escrito e ppor outros também parentes com quem conversei pessoalmente em Belém e no Rio de Janeiro. Parabéns! Continue seu trabalho.

  2. oi parente…
    muito bem, espero que continui assim.
    Nunca abaixe sua cabeça, pelo contrario a levante todas
    as veses que for necessario.

  3. Muito bem Tia Ilza, siga firme na luta, Estou aqui em Cuba mais nao vejo a hora de regressa para a minha aldeia como medico do meu povo. Um abraco e muita forca. Havana Cuba.

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