Quando eu observo ao redor da minha aldeia, vejo que tinha muitas matas, mas que foi toda destruída pelos madeireiros da região (fazendeiros) quando aqui tomaram as nossas terras, o que eles fizeram com a nossa mãe natureza foi muito triste, transformaram as nossas matas em pastarias dando valor a terra nua.
As que estão hoje são muitas escassas, quando eu vejo isto me da uma grande tristeza que vem por dentro de mim um desejo tão grande que começo a falar: como eu gostaria que voltasse aquele tempo em que a nossa terra era coberta das matas, tínhamos, rios correntes de água doce, frutas e animais… Mesmo assim, com poucas arvores existente em nossa aldeia me sinto uma índia feliz ainda sabendo que isso tudo não é o suficiente, mas quando os nossos anciões falam das riquezas naturais que na década de 40 existiam em nossas terras, num instante bate aquela saudade tão grande que no momento vejo índios velhos chorar de tristeza e dor, lembrando a época em que viviam em plena felicidade, rodeados de fartura dado pela mãe natureza.
Apesar das conseqüências dos desmatamentos florestais, aos poucos nós estamos reflorestando os leitos dos rios, as matas e assim dando vida a natureza e aos animais e alimentando as nossas almas.

YONANA PATAXÓ

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1 COMENTÁRIO

  1. É trite mesmo Yonana ver nossas terras na siny«tau~ção que estão, sou vosso parente pena q moro longe mas compartilho de sua tristeza, pois não consigo entender como as pessoas podem viver sem os cantos do passaro de manhã ou ao cair da tarde ou memso ao meio dia quando nos pes de jatóba juazeiro na beira de um regaço de um rio ou tanque a passarinhada faz aquela algazarra, como é bonito deitar numa sombra e ficar ouvindo os passaros em sua orquestra divina pena que estão sendo destruidas nossas matas Nda ´ka’a karaiba poxi anhanga! Mas a esperança ainda temos em nosso coração e vamos lutar para não perdemos o que ainda nos resta. e luta meu povo!!! é luta!!!

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