A destruição do planeta é de responsabilidade de todos nós, assim como, a revitalização do mesmo. Tudo depende da consciência humana, única causadora da autodestruição, assumir outra postura em relação à Mãe Natureza, deixar de ser egoísta, ou querer responsabilizar os outros pelos seus atos, bem como, deixar que obrigações e compromissos sejam diretrizes de um pequeno grupo, as chamadas formas de governos existentes.
A manutenção da VIDA é tarefa de todos nós, fazemos parte do todo não podemos deixar que às chamadas “Corporações”, assumam o controle das nossas vidas ditando regras, quando o único objetivo das mesmas é o enriquecimento de um pequeno grupo, aliada a palavra de ordem chamada de “CRESCIMENTO ECONÔMICO”, “ORDEM E PROGRESSO” ou “DESENVOLVIMENTO”.

Essa postura do mundo dito moderno fomenta neuroses, a fome e a miséria. Cada vez mais produzindo excluídos que clamam por dignidade, apresentando várias faces como: a delinqüência, a revolta, ou a submissão.
É preciso um novo despertar, voltado para a nossa essência, uma consciência que poderíamos chamá-la de ecologicamente correta, ou até mesmo, de consumo consciente, onde haveremos de perceber que não precisamos de muito para viver, haja vista, que nossa permanência neste plano é transitória.
O homem deixou de cuidar de si mesmo para vislumbrar-se em fantasias, afastando-se vem provocando lágrimas e dor, caminhando a passos largos para o abismo, para um caminho sem volta.
Nós indígenas, também, contribuímos com algum erro não há dúvidas, afinal somos seres humanos em escala evolutiva, mas, acreditamos que nossa parcela de culpa é incomparável ao nível, que estabelece a cultura ocidental, é um valor ínfimo dentro dessa escala destrutiva.
Em visita recentemente, a aldeia do povo Kariri-Xocó, estado de Alagoas, situada a margem do Rio São Francisco, no município Porto Real do Colégio, pude perceber com profunda tristeza a morte do “Velho Chico”. Senti uma dor profunda ao adentrar em seu leito e perceber que não demorará muito tempo, se transformará em um deserto de areia, seu leito caudaloso de águas límpidas estão sendo sugadas para satisfação dos ditos “poderosos”. Um adulto já consegue atingir a outra margem, sem que haja necessidade de usar o nado. Assim, está sendo feito com a Mata Atlântica, o Cerrado, e a Amazônia, e quantos outros rios, riachos, lagos e lagoas, e, florestas já desapareceram?

Espero do Grande Espírito uma única dádiva, que eu possa assistir, esteja onde eu estiver o que acontecerá quando não restar mais nada para ser explorado, o que fará o homem quando ele perceber que o seu objeto de cobiça – o dinheiro – mais importante não terá mais valor algum, pois não haverá ninguém que possa lhe dar valor, foram todos destruídos!
Convido-os a acessarem esse link, e assistam ao vídeo que não é um pensamento nosso, e sim a percepção da destruição: http://video.google.com/videoplay?docid=-3412294239230716755&hl=en

Yakuy Tupinambá (Irmã do Mundo)
yakuy@indiosonline.org.br

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1 COMENTÁRIO

  1. O pensamento da globalização capitalista neoliberal, promove a desigualdade, a exaustão dos recursos naturais, todas as formas de desrespeito a natureza, a miséria, a fome, o analfabetismo, a alienação, a despolitização e a acomodação.
    Não se pode esperar que o sistema nos autorize a lutar contra ele.
    Temos que usar os espaços existentes para politizar, desalienar e reconstruir os conceitos de humanização e solidariedade para que haja as transformações que tanto queremos e acreditamos.

    Os rios deste planeta, que é a Nossa Casa, morrem ha anos…
    Se faz necessário uma luta maior, mais articulada, mais organizada.
    A união dos povos nativos do Planeta Terra é a única saída para sua salvação e nesta luta incluo todos os movimentos sociais.

    Juliani

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