Estiveram presente hoje ás 9:00 hs. da manhã na cidade de Itamaraju no NAL do Monte Pascoal,núcleo de apóio logístico da FUNAI, representantes de nove aldeias indígenas do município do Prado.
O objetivo principal da reunião foi para discutir alternativas e melhoria nas condições de trabalho dos funcionários das escolas Estaduais indígenas. Enquanto espera o projeto de lei que altera a lei nº 8.261, de 29 de maio de 2002 que tramita na assembléia legislativa na cidade de Salvador, professores buscam soluções e melhores condições de trabalho. Pois a forma de trabalho que estão sendo submetidos é inaceitável o regime de trabalho via PST, ou seja, Prestação de Serviço Temporário, não se enquadra a categoria professores indígenas, pois não dar segurança nem os direitos básicos de qualquer funcionário como: décimo terceiro salário, salário família, férias dentre outras garantias que são segurados por lei.
Diante esta situação e que decidiram optar no momento, pelo regime de trabalho via REDA, segundo os professores indígenas não resolve o problemas mas minimiza a situação.
Foi discutido alguns critérios para que haja a seleção e a contração via REDA. Quatro critérios que foram apontados:
1º- Ser indígena
2º- Ter experiência em Sala de aula.
3º- A seleção serve apenas para aldeia.
4º- Não é preciso o ensino médio.

Alguns Pontos serão discutidos em outro momento, as lideranças e professores decidiram de comum acordo optar no momento por esse processo seletivo. Que acontecerá dentro de alguns dias, data a confirmar com a SEC em Salvador.

ESCOLAS INDÍGENAS DO PRADO BAHIA.

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6 COMENTÁRIOS

  1. Muito bom!!!

    Não sei que foi o autor da materia…esqueceu assinar….

    Mas seria bom que acrescentase QUANTOS ANOS que já esta tomando esta luta!!!
    Quantas audiencias com Secretarios de Educação, promotores…. e ainda nada!!!

    Mas muito bom igual, os indigenas nao ficam quetos, lutam….e na minha visao…há um ponto ai muito importante

    4º- Não é preciso o ensino médio… porque O SISTEMA (CAPITALISMO-BURROCRACIA) tava querendo impor os criterios as populações indigenas…. Porque se uma aldeia indigena acha que o melhor professor e TAL, esse TAl vai ser descaretado PELO GOVERNO porque nao tem DIPLOMA de validade do GOVERNO….
    Esse TAL tem que ser bom para ALDEIA, para os indios e nao para PERPETUAR UM SISTEMA PERVERSO E EM DECADENCIA!

    Essa é minha opiniao,

    Sebastian Gerlic

  2. Otima a atitude dos Pataxó do Prado!Mas o caminho é realmente o reconhecimento da classe ‘Professor(a) Indígena’ para que seja validado os concursos públicos estaduais e municipais.Quanto ao comentário do Sebastian, concordo plenamente, mas hoje precisamos nos unir para fazer valer a Formação de Professores dentro das comunidades indígenas, valorizando suas ciências e saberes.Esta é uma luta que já vem de muito tempo e o governo precisa realmente investir na educação escolar indígena dentro das aldeias para não mais permitir que nossos alunos que hoje tem em mente outros horizontes através da educação (almejam o nível superior), saiam para as escolas “convencionais” que não respeitam o modo de vida do seu povo.
    Forte abraço em vcs!!
    AWERI!! Pelo espaço.

  3. Os professores, diretores, coordenadores e lideranças indígenas estão de parabens pela iniciativa, realmente este é o caminho certo para está resolvendo os nossos problemas, diálogo, compromisso, trabalho em conjunto, sabemos que juntos somos mais fortes,mas o REDA minimiza mas não resolve a nossa situação como educador indígena, temos que nos direcionar é no projeto de lei que altera a lei nº8.261 de 29 de maio de 2002, que foi dado entrada na assembleia legislativa pelo Deputado Zilton Rocha onde cria a categoria professor indígena e coordenador indígena.

    Caso tenha algum parente que queira entrar em contato com o Deputado para saber como anda o projeto pode ligar para: (71) 8811-7378 ou entra em contato com Charles pelo fone (71) 3115-7157.

    Agradeço o espaço e espero ter colaborado com a informação.

    gilbertopataxo.indiosonline@gmail.com

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