A aldeia indígena Bahetá e sua comunidade é um símbolo de resistência e luta que visto por muitos como um ponto de relevância para os Pataxó Hã hã hãe pela luta de conquista pelo território tradicional indígena. A comunidade da aldeia vive em uma pequena área que lamentavelmente tem vivido momentos angustiante de suas vidas, o rio era o único meio de sobrevivência, onde eles tiravam seus sustentos, a comunidade não pode mais conta com esse meio, pois a ação devastadora do homem acabou com essa fonte de riqueza. O terreno é bastante seco, muitos sobrevive praticamente de ajudas de parentes que foram obrigados a trabalhar em cidades distantes, outros depende do programa do governo que é a Bolsa – Família, a situação é grave!!!.

A situação é pior do que qualquer um possa imaginar, essa comunidade não tem atendimento por parte da FUNAI e FUNASA… Muitos índios que estão precisando se aposentar passam por dificuldade por não ter um acompanhamento de uma pessoa para ajudar no processo burocrático que exige a lei, muitos tem que se locomover até Pau Brasil e passar dias para conseguir uma declaração que retorna e caminha sozinho até a cidade de Itabuna, tudo isso é gasto se é que haja dinheiro pra isso. Por outro lado não existi nenhum tipo de assistência pela FUNAI em relação aos direitos que nos permiti a Constituição Federal, (esperamos que o novo administrador Rômulo Cerqueira dê mais atenção a essa comunidade).

Enquanto a FUNASA a situação é muito pior, pois é ela a responsável pela saúde indígena, mas não tem honrado com seu compromisso firmado em 1999 quando assumiu a Saúde Indígena com uma promessa de que “agora os índios terão a saúde que merecem”. Mas na realidade nada disso está sendo feito com essa comunidade, ao contrario, já faz mais de 05 meses que o PSFI não presta seu atendimento a essa comunidade, não existi nenhum meio de transporte na aldeia prestando serviço como há em outras aldeias. Como pode isso acontecer? Em pleno século XXI vivermos a mercê da Ditadura silenciosa da FUNASA e FUNAI? Mas é essa, a dura realidade de um povo que não deve ser visto como coitados, e sim como pessoas capazes de produzir e se auto – sustentar basta ter um incentivo que pode vir de varias formas… Irrigação, projetos e etc. Isso sim, é contribuir para a gente produzir nossos próprios alimentos.
O DSEI – BA só existe para servir diárias para os funcionários que não estão comprometidos com a saúde indígena, estamos à mercê da sorte mesmo!!! Mas vamos à luta !!! Pedimos aos parentes que está na hora da gente gritar bem alto pelos nossos direitos e mostrar a nossa força, senão ficaremos mais quinhentos anos sobrevivendo como pobres coitados, massacrados por herdeiros do trono da Burguesia. Pedimos também aos companheiros da sociedade civil que sempre se dedicaram em ajudar os povos indígenas a fiscalizar e cobrar todos juntos pressionando o governo a cumprir seus deveres para com as comunidades indígenas.
Bahetá, Bahetá sou teu filho e te digo, um dia quero ser livre contigo!!!!

Por: Reginaldo Titiáh

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