Por Casé Angatu10373480_1009891862354437_4979569112672664969_n
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Sábado (13/06) ficamos cercados por um aparato de repressão policial que tentou impedir a realização de nosso Curso de Extensão História e Culturas Indígenas na Aldeia Marak’aná (Rio de Janeiro) e em conjunto com os Parentes Guerreiros de diferentes Povos.
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O Estado e seu braço armado mais uma vez buscou calar o que é impossível porque nossa voz vem da anga (alma) … é ancestral e encantada. Resistimos com nossas maracás, cantos, fogueira e corpos pintados. E o tema do curso foi a Resistência Indígena enfrentando o estado. Um curso que não tem no mundo acadêmico e não conta no “lattes”, não tem professores porque todos somos educadores porque somos da luta … somos indígenas…


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Awerê Parentes Guerreiros Educadores da Luta …
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Cercados por policiais da guarda municipal e da tropa de choque os indígenas que estavam na área atualmente definida para ser utilizada como “estacionamento” ao lado da Aldeia Marakaná, antigo Museu do Índio, são obrigados a interromper a aula dos professores Casé Angatu e Katu Tupinambá, parte do curso de extensão: Histórias e culturas indígenas – saberes, abordagens, pesquisas e possibilidades de ensino (lei 11.645/2008), e a atividade cultural que acontecia no local desde quinta-feira, quando foi realizada uma atividade em solidariedade aos familiares de Ayotzinapa (México), parte da Caravana 43 pela América do Sul.
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Os alunos e professores tiveram que desmontar a oca e guardar os artesanatos sob ameaça da polícia de jogar bombas no local.
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Apesar de já existir uma decisão judicial que garante o manejo indígena da área ela não foi reconhecida pelos policiais.
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