No dia 09 de maio de 2009, na sede da ANAI – Associação Nacional de Ação Indigenista, em Salvador, os estudantes indígenas Jandair, Elton e Dorival da UEFS, José Carlos da UESC, Maria Jesuína da EADCOM, Jéssica, Rafael, Taquari, Jussimar, Arissana, João Bernardo e Anari da UFBA nos reunimos com Gersem e Maria Cordeiro, ambos representantes do CINEP – Centro Indígena de Estudos e Pesquisas. A reunião foi orientada a partir de dois pontos principais: a formação de um núcleo de estudantes indígenas universitários da Bahia e a preparação para o I Congresso Nacional de Acadêmicos e Profissionais Indígenas. Gersem inicia a reunião apresentando o CINEP aos presentes. Ele explica que esse Centro foi formado vinculado a APIB – Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, com o intuito de fornecer apoio técnico-científico ao movimento indígena, através, principalmente, da qualificação técnica das pessoas para atuarem nas organizações indígenas e no Estado. O CINEP atua ligando a formação acadêmica à pratica política e propõe a articulação dos acadêmicos indígenas em prol do fortalecimento do movimento indígena. Gersem elenca algumas atividades já realizadas e em via de efetivação, como, cursos de qualificação dos advogados indígenas para atuarem no movimento e nos espaços jurídicos do Estado, curso de formação política para as lideranças indígenas, criação da editora do CINEP para possibilitar a publicação dos trabalhos acadêmicos dos índios e a realização do I Congresso Nacional de Acadêmicos e Profissionais Indígenas que acontecerá na UNB, em Brasília. Esse evento foi pensado como uma maneira de articular os acadêmicos indígenas no sentido de agenciar um luta nacional por políticas publicas de ensino superior para os índios, mas, principalmente, para dar visibilidade aos povos indígenas do Brasil, promovendo uma maior valorização de suas culturas. O CINEP sugere a criação de núcleos regionais de acadêmicos indígenas como já ocorre em Roraima, Mato Grosso do Sul e na região Sul do país. Esses núcleos são articulações autônomas, redes regionais que, ao se ligar ao CINEP convertem sua ação ao nível nacional. Após a explanação e apresentação de propostas dos representantes do CINEP, nós, estudantes indígenas presentes, nos reunimos para pensar a formação do Núcleo da Bahia e a participação deste no Congresso Nacional. Fizemos um divisão do Estado da Bahia em cinco regiões, Norte, Oeste, Recôncavo, Sul e Extremo Sul, pensando as Universidades públicas e particulares nas quais se podia notar a presença de estudantes indígenas. Assumimos o compromisso de tentar realizar um diagnóstico dessas universidades em relação ao número de estudantes indígenas, localizar e contatar esses estudantes para efetivar a formação do Núcleo da Bahia, além de organizar a delegação que irá representar a Bahia no Congresso Nacional. Jandair ficou responsável pela região Norte, Elton e Dorival pelo Oeste, Jessica e Anari pelo Recôncavo, José Carlos e Maria Jesuína pelo Sul e Extremo Sul. Como o CINEP disponibilizou um ônibus com 44 vagas para a ida ao Congresso, os delegados foram assim distribuídos, 9 vagas para o Norte, 9 Recôncavo, 9 Sul, 9 Extremo Sul e 8 Oeste. Como nós não tínhamos dados concretos e a região do Extremo Sul não contou com representantes nessa reunião, a divisão foi feita com base na especulação sobre a proporção da presença de estudantes indígenas nas universidades de cada região. Foi marcada uma reunião para o dia 30 de maio na ANAI, às 09:00, para a apresentação dos delegados e do resultado das pesquisas por região, já que a relação dos delegados deve ser entregue ao CINEP até o fim de maio. Prevemos a participação de pelo menos um representante regional para que possamos consolidar a formação do Núcleo e tirar um calendário de ação.

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4 COMENTÁRIOS

  1. Parabéns aos estudantes universitários da Bahia, por terem iniciado o fortalecimento de sua atuação política, estaremos esperando vocès com alegria no Congresso aqui em Brasília, tragam suas barracas, colchonete, lençol toalha e um agasalho que aqui a noite é frio e vamos discutir juntos as questões mais importantes na construção de uma política pública para o ensino universitário indígena. Um abraço e vamos trabalhar para trazer o maior número derepresentantes da Bahia, alguém entrou em contato com Yakuy Tupinambá? é da UFBa, direito.

  2. ESSE ENCONTRO É MAIS UM PASSO ADIANTE DE NOSSAS CONQUISTAS E UM SIBOLO DE UNIÃO DE NOSSO POVO. E QUE OS OUTROS POVOS DE OUTROS ESTADOS SE ENGAJEM NESSE MOVIMENTO DE FORTALECIMENTO DE NOSSA CAUSA.

  3. FICO FELIZ EM SABER QUER NOSSOS POVOS ESTAO SE UNINDO EM PROL DE UMA CAUSA NOBRE QUER E A EDUCACAO. ESTOU NA TORCIDA E ACOMPANHANDO TODA ESSA LUTA, UM ABRACO PARA TODOS IRMAOS.

  4. Sinto-me mais fortalecida quando me deparo com materias como essa. Estamos nos dando as mãos
    em prol de uma grande causa, a EDUCAÇÃO.
    Sou graduada em Administração com habilitação em RECURSOS HUMANOS, e nao foi fácil.
    Por isso que estão de parabéns pelas iniciativas, a NAÇÃO INDIGENA É REALMENTE POVO DE SANGUE NAS VEIAS!!!!!!

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