APRESENTAÇÃORadio 2

 Katuara … “Para Todos Todo”

No ar a quinta edição (29/06/2014) da nossa dominical “Rádio: Taba Atã: Indígena e Libertária”.

 

Esta edição é dedicada ao Rap e Hip Hop indígena, afro-americano, das periferias e de contestação sociocultural. Contém também uma cruel matéria sobre a venda de DNA do Povo Originário Huaorani do Equador.

 

Esta Rádio é Indígena porque somos orgulhosamente Ancestrais e Espiritualmente Índios, respeitando os Encantamentos da Natureza e Anciões dos quais somos corpo e anga (alma).

 

Libertária pois acreditamos numa sociedade tecida nos princípios coletivos e individuais do libertarismo: sem patrões, pátrias/estados e propriedades privadas ditando as vidas. Queremos todas e todos de almas, corpos e vidas livres. Fazemos nossos os princípios do Movimento Indígena Insurgente Zapatista: “Para Todas/Todos Todo!”

 

“Hermanos nosotros nacimos de la noche

en ella vivimos y moriremos en ella.

Pero la luz será mañana para los más.

Para todos aquellos que hoy lloran la noche,

Para quienes se niega el día.

Para todos la luz,

Para todos todo”

(Manifiesto Zapatista en Nagua – Subcomandante Insurgente Marcos)

 

A “Radio Indígena e Libertária: Taba Atã” é local porque moramos, falamos e lutamos daqui do Território Indígena Tupinambá de Olivença (Ilhéus/Bahia, num espaço que alguns denominam como país chamado Brasil). Entretanto, também é universal como a natureza, pois não acreditamos em fronteiras que devam separar/limitar trocas de saberes entre mulheres e homens de espíritos coletivos, livres, naturais e que lutem por uma sociedade igualitária.

 

Por isto pensamos que, indiferente da língua e formas de expressão: “esperanza a través de la música y ser a la vez un elemento motor de la rebelión y de la lucha por un mundo más justo…” (Radio Chango)

 

 

Tentaremos aos domingos apresentar uma seleção de Músicas/Vídeos/Textos/Filmes/Imagens, em suas variações, relativa aos acontecimentos da vida. Nem sempre, talvez, conseguiremos por causa da luta e do nosso raro acesso à internet.

 

Estamos abertos às contribuições que poderão ser realizadas através de posts e nos comentários. Quem sabe iniciemos um “Guia/Acervo de Músicas, Vídeos, Textos, Filmes e Imagens Indígenas, Culturas Tradicionais e Libertárias”. Sua contribuição é assim mais do que bem-vinda.

 

Aguardamos as suas contribuições e críticas.

Awerê !

Encantados e Ancestrais!

 

 

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ASSUNTANDO:

 

RAP E HIP HOP INDÍGENA, BRASILEIRO E LATINOAMERICANO

 

“Ya paren de hacer maldad
Por ser la autoridad
Nos quieren controlar
Con su abuso de poder
Somos la juventud
No somos como tu
Siente la multitud del pueblo”

(Abuso de Poder – Gabylonia)

 

Por Casé Angatu

Tempos atrás, quase 10 anos, orientamos em São Paulo duas monografias na área de Serviço Social tratando do Rap e Hip Hop nas periferias paulistanas. Nos trabalhos analisávamos que esta cultura de contestação através da arte (música, dança, grafite e poesia), nascida nos guetos negros e latinos norteamericanos, ultrapassava suas origens e se espalhava  pelo mundo nas periferias e guetos das grandes cidades, incluindo São Paulo e sua região metropolitana. Racionais Mc, Sabotagem, entre outros, foram e são referencias entre outros.

 

Naquela época já discutiamos que existia uma tendência que fazia música de ostentação. Porém, a maioria fazia música de contestação. É neste segundo caminho pelo qual percorremos nesta edição. O Rap e Hip Hop tornaram-se musica de parte da juventude reprimida e contestadora da periferias como escreveu Mumia Abu-Jamal*:

 

 

“Como é o caso de muitas formas de arte que têm saído da América Negra, o hip hop se transforma e se torna um recurso de outros povos em luta para resolver os problemas de suas comunidades. Ao redor de todo o mundo, esta forma de arte abraça a transformação social e se torna a voz de muitas línguas contra o racismo, exclusão, pobreza, exploração política e dominação imperial”

 

Nesta edição e na próxima da Radio Taba Atã iremos mostra um pouco como o Rap e Hip Hop estão sendo utilizados como flechas por diferentes Povos Indígenas da Latinoamerica. Seguem clips e músicas cantadss em idiomas diversos como aymara, mapuche, quichua, guarani e nas línguas/dialetos de cada país.

 

Seguiremos este camino latiamericano indígena e libertário também para denunciar crimes como apresentados na materia que segue: “Equador acusa instituto dos EUA de vender DNA indígena a 8 países, inclusive o Brasil”. Após 500 anos de genocidio etnocídio ambos prosseguem. Depois de robarem terras, riquezas naturais e promoverem massacres, os que estão a frente do poder político e econômico desejam literalmente roubar o sangue dos Povos Originários.

 

Porém, não adianta nos calar: “ELES NÃO PERDOAM ÍNDIO QUE SABE O QUE DIZ” … PORÉM, NOSSA SABEDORIA ADVÉM DA ANCESTRALIDADE E DOS ENCANTADOS … É PARTE DE NOSSA FORÇA E TODOS SABEMOS O QUE FALAMOS. Leia este texto escrtio por nós:

 

Leia a materia e não de ouvir as músicas, mas não fiquem somente indignados … APOIEM E DIVULGUEM A LUTA DOS POVOS ORIGINÁRIOS DE TODA LATINOAMERICA …

 

AWERÊ!

 

*Mumia Abu-Jamal, pseudônimo de Wesley Cook é um ex-integrante do Partido dos Panteras Negras que se tornou jornalista na Filadélfia e ficou popular com o seu programa de rádio “A voz dos sem-voz.

 

 

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EQUADOR ACUSA INSTITUTO DOS EUA DE VENDER DNA INDÍGENA A 8 PAÍSES, INCLUSIVE O BRASIL

Por: AFP – Atualizado

 

O Equador, que pretende processar entidades dos Estados Unidos por extraírem, sem consentimento, o sangue de indígenas huaorani para fins de pesquisa, destaca que o Instituto Coriell vendeu DNA desses nativos amazônicos para outros países, inclusive o Brasil, afirmou nesta sexta-feira uma fonte do governo.

 

O Brasil estaria entre os destinos do sangue coletado junto com Alemanha, Canadá, Estados Unidos, Índia, Itália, Japão e Cingapura, de acordo com a Secretaria Nacional de Educação Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (Senescyt, com status de ministério), que investigou o caso a pedido do governo após a denúncia do povo huaorani em 2010.

 

Com sede em Nova Jersey, nordeste dos Estados Unidos, o Instituto Coriell “vende a uma série de outros pesquisadores e instituições. O ponto é que Coriell acaba vendendo isso pelo menos para oito países”, disse à AFP a vice-secretária (ministra) de Educação Superior, Maria del Pilar Troya.

 

O caso dos huaorani também envolve a petroleira Maxus, que deixou de operar no Equador nos anos 1990, e a Escola de Medicina da Universidade de Harvard, ambas americanas.

 

Em meados de junho, o Instituto Coriell informou à AFP que em 1991 havia recebido de um cientista não identificado “um único tubo” que continua uma “linhagem celular linfoblastoide, estabelecida a partir de uma amostra de sangue de um indivíduo huaorani”.

 

A amostra foi entregue por um pesquisador de Harvard, segundo a Senescyt.

“Entre 1994 e 2008, diante de pedidos de cientistas de oito países, Coriell distribuiu sete culturas celulares e 36 amostras de DNA desta linha para propósito exclusivo de pesquisa científica”, informou o organismo, segundo o qual “não teve benefícios relacionados com a recepção, o armazenamento ou a distribuição” da amostra.

 

O Instituto Coriell acrescentou que a amostra foi cultivada para produzir as células, das quais foi extraído o DNA, antes de ser retirada em 2010, razão pela qual não está disponível para pesquisas.

 

No entanto, a vice-secretária enfatizou que “essa (linhagem celular) foi vendida com fins científicos”.

 

“Detectou-se que desde o fim desde os anos 1960 até a atualidade, no total havia 3.500 procedimentos (de tomada de amostras) de diferente nível”, disse.

Segundo a funcionária, “os huaorani tiveram extraídas amostras de sangue. Em alguns casos, também de tecidos e apenas 20% assinaram algum tipo de consentimento”.

 

O caso foi denunciado pelo Equador em 2012. Há duas semanas, o presidente Correa disse que “não existe nenhuma lei federal dos Estados Unidos que provê um fundamento jurídico para a demanda em tribunais contra Coriell, Maxus e cientistas” de Harvard.

 

No entanto, Correa enfatizou que o Equador persiste em sua decisão de abrir a ação.

 

O presidente afirmou que o sangue foi submetido a “experimentos”, devido a que os huaorani, que até algumas décadas atrás não mantinham contato com a civilização, são “imunes a algumas doenças”.

 

A nação huaorani atualmente é integrada por 3.000 pessoas, segundo organizações indígenas. Dela, sobrevivem os clãs taromenane e tagaeri, os dois únicos povos nômades ainda em isolamento voluntário que se movem em uma ampla zona de selva.

 

In: http://noticias.br.msn.com/equador-acusa-instituto-dos-eua-de-vender-dna-ind%C3%ADgena-a-8-pa%C3%ADses-inclusive-o-brasil

 

 

 

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SELEÇÃO MUSICAL: 22/06/2014

(Click no link e/ou copie os endereços para ouvir as músicas e ver os vídeos)

Para refletir e, quando possível, alegrar, sem perder a força da luta, e tornar nossa caminhada um pouco mais leve, ainda lembrando dos Povos Indígenas localizados em outras nações, deixamos na sequência sete indicações, com variações, de músicas, texto e vídeo advindas desta latinoamerica e do norteamerica.

 

OBS: nesta edição não conseguiremos colocar as letras e possíveis traduções porque ficamos sem internet por um tempo. Tentaremos fazer isto na próxima edição.

– CANÇÃO 01: “TUPAK KATARI” – UKAMAU

 

 

 

CANÇÃO 02: “HIJOS DEL SOL” – PEDRO MO + COMITE POKOFLO

 

 

 CANÇÃO 03: “SANGRE INDIGENA” – MEXICAN RAP!

 

 

 

CANÇÃO 04: “PUEBLO” –  NACIÓN RAP 187 (BOLIVIAN HIP HOP)

 

 

 

CANÇÃO 05: INDÍGENA – SANGRE POETA 

 

 

 

 

CANÇÃO 06: MUJER INDÍGENA – SANGRE POETA

 

 

 CANÇÃO 07: CHAMAKAT SARTASIRY – WAYNA RAP

 

 

 

CANÇÃO 08: EJU ORENDIVE – BRÔ MC’S

 

 

 

– CANÇÃO 09: “ABUSO DE PODER” – GABYLONIA – (Venezuela)

 

 

 

 

Veja também no Facebook: Campanha Tupinambá – https://www.facebook.com/LutaIndigena?ref=ts&fref=ts

 

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