Aos Educadores (Diretores, Coordenadores, Supervisores, Orientadores Educacionais e Professores da Educação Básica e do Ensino Superior de todas as áreas do conhecimento). Enfim, todos aqueles que eu tive a oportunidade de vê-los imbuídos em uma proposta de Vida Integral.

O homem na busca de saberes sem precedentes, acabou enveredando-se por caminhos ocultos e silenciosos, transformando-o em um sujeito desconhecido de si mesmo.

Provocou o isolamento da essência humana, hoje infelizmente, não mais percebida entre alguns grupos, ou sociedades. Seu olhar desprendeu-se do mais baixo degrau (TERRA), necessário para sua escalada evolutiva, mergulhou em um labirinto, cheio de precipícios, que acabou afastando-o dos elementos essenciais à vida: o amor, o respeito, a confiança.

Uma receita bastante simples, que não precisamos buscar em nenhum vocabulário esdrúxulo. As coisas essências estão presentes na Natureza, e de forma bem simples, que só a prudência, a sensatez são capazes de revelar.

Nós, não somos como uma simples folha seca, desprendida da sua haste, por não mais ser necessário, solta ao vento sem direção a mercê de qualquer desígnio.

Somos o equilíbrio da Natureza, nos foi dada essa condição de integrar e ser integrado, de comungar em conjunto novos significados, onde novas realidades são construídas sem que isso implique, na descaracterização, ou inferiorização.

Nós Povos da Floresta, vivenciamos essa transcendência, sabemos da importância de estarmos ligados aos outros elementos essenciais á Vida.

Somos parte de um todo, mesmo com as nossas peculiaridades. Em nosso vocabulário não existe o “Eu”, e sim, o “Nós”.

Enche-me de esperança saber, que em outra cultura existem pessoas, ou grupos que acreditam no respeito pelas diferenças culturais, na solidariedade e integração à Natureza.

Faz-me acreditar, que esse mundo ainda pode ser transformado em uma aldeia só, e que todos juntos podemos reverter o quadro destrutivo do mundo atual, basta olhar para dentro de cada um de nós, e perceber a presença de si mesmo. Pois é dentro de nós, que se encontra a chave da mudança, e não se abre de fora para dentro.

Enfim, prepararmos um ambiente digno para nossas futuras gerações, um mundo cheio de gente de verdade!

Continuemos semeando, a Terra ainda é fértil!

Meus agradecimentos: em especial à Professora Neide, que me fez o convite, a Professora Noemi, e todos os participantes desse Encontro, que chamarei de Celebração da Vida!

Minhas desculpas por não ter prosseguido nessa jornada de três dias, devido um imprevisto, salientando, que estarei à disposição para colaborar dentro das nossas possibilidades.

Yakuy Tupinambá

(Maria José Amaral Bransfor)

Auere!
Yakuy Tupinambá
yakuy@indiosonline.org.br

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3 COMENTÁRIOS

  1. Yakuy,
    Gostei muito de ler seu texto, estálindo, vc estava muito inspirada! è bom a gente ler palavras tão edificantes e cheias de sabedoria, vou comentar alguns pontos, como vc me pediu:além da busca desenfreada pelos saberes, o homem da atualidade também busca poderes,muitas vezes para oprimir os seus iguais. Poder entendido como potência. Para Max Weber ” toda oportunidade de impor a sua própria vontade, no interior de uma relação social ( e política) até mesmo contra resistencias, pouco importando em que repouse tal oportunidade”.Esse poderleva a dominação, que ainda segundo Max Weber é a probabilidade de que uma ordem com um determinado conteúdo específico seja seguida por um dado grupo depessoas”. Pois bem,entre saberes, poderes e a dominação, vamos perdendo nossa humanidade, nossa liberdade, nossos direitos inalienáveis, nossos espaços na sociedade. Muitos saberes são usados para a opressão e para o fortalecimento do preconceito, causado pelo etnocentrismo, que diz que uma raça é superior às outras oumesmo pelo preconceito já instalado de nacionalidade, cor da pele, raça, classe social, idade, gênero. Para mim, essa é a lição que os povos da floresta podem dar aos não índios, a da inclusão, a do valor do sentido da palavra nós, a do respeito pelas diferenças e pela diversidade cultural. Foi por ter essa clareza que os povos originários se deixaram colonizar, foi por serem gentis com os colonizadores, que perderam sua terra e seu espaço. E ainda hoje quando lutam é em condições desiguais, mas a luta indígena se dá com dignidade , respeito e com o coração na frente, contra as balas, as doenças, os saberes instituídos, o conhecimento das leis feitas pelos não indios, que muitas vezes nem serão cumpridas.Por isso eu acredito na mistura dos saberes dos indios e dos não índios comprometidos com a justiça social. Para que possamos criar o quarto mundo,uma terra mais humana e habitável para as futuras gerações. Me empolguei, desculpem o tamanho do comentário…beijos dessa irmã guerreira, que torce pelo seu sucesso!

  2. “Dona Dotôra Mazé Brandsford” : meu amor – como estão nossos cacaueiros?( cacauzál?) rs!
    Nossas fazendas estão cuidadinhas?rsE a nossa netaiáda???Me mande fotos da criançada toda! Da moçada tbm…rs e dos marmanjos parentes! rs
    Sodadi di voce fióta….entrei no chat da indiarada e nadica de nada ! Preciso encontrar parentes boêmios!
    Beijo nocê todim mamôr !

    (a) CataybaOnline ….auerê !

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