A Comissão de Professores Indígenas de Pernambuco (COPIPE) é uma organização de Professores e Lideranças Indígenas, a qual um dos papéis é reivindicar os direitos relativos à educação escolar indígena. E nesse sentido, o que diz respeito à qualificação da rede física é um deles.

Esse projeto foi indicado por nossa representante Pankararu: Elisa Urbano Ramos, (membro da COPIPE), juntamente com o Líder Fernando Monteiro, quando no ano de 2003, nas reuniões da COPIPE houve um pedido da Secretaria Estadual de Educação em principio que houvesse indicação de três escolas para ampliação e depois em 2004, uma construção.
Naquele momento e naquele contexto, as maiores escolas em demanda de alunos eram exatamente a Escola Pankararus, a Ezequiel e a Carlos Estevão. Então as três foram indicadas para ampliação e tempos depois a construção da Escola Ezequiel, embora anos depois houvesse uma opção de construção da mesma escola, pois não poderia ser ampliada e construída ao mesmo tempo.
Então, desde o mês de dezembro de 2007, a Secretaria Estadual de Educação, vem construindo a Escola Pankararus Ezequiel, com recursos do FUNDESCOLA, e a ampliação da Escola Carlos Estevão, com financiamento do EDUC.
Na historia do movimento indígena em Pernambuco, o processo de estadualização das escolas foi um marco importante, umas das nossas conquistas, graças a Deus e a organização e mobilização da COPIPE. Então cuidar da rede física faz parte da política de educação escolar indígena.
Embora as nossas escolas estejam em bom estado de conservação, é nosso objetivo concentrar os nossos estudantes em nossas escolas, uma vez que para o nosso povo a instituição escola como um dos espaços de educação e bem cultural, também tem como função social o fortalecimento da cultura. Eis a necessidade de ampliação em todas as escolas de nosso território.
Desde 1999, Elisa como representante pankararu, vem lutando com intuito de promover uma educação específica, diferenciada, intercultural de qualidade. Atualmente ao lado da companheira Rita de Cássia e de Fernando Monteiro (ambos também membros da COPIPE).
Assim, seguimos juntos com o nosso professorado, lideranças e comunidade, com a missão de transformar essas escolas em espaço de construção de saberes, fortalecimento e valorização da cultura indígena, e principalmente a formação de futuros guerreiros da causa indígena.
Tainá pankararu
tainá@indiosonline.org.br

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4 COMENTÁRIOS

  1. A educação intercultural está como o tópico marcante dessa empreitada. As escolas, ampliadas e melhoradas, poderão concentrar os alunos dentro do agrupamento indígena, mantendo vivas neles as tradições, com a proximidade dos membros da etnia, ao mesmo tempo em que se integra ao projeto estadual, aumentando a porta do conhecimento para todos nas aldeias. A cultura índia é muito bonita e importante e todas as pessoas têm muito a crescer com ela também.
    Os membros da Comissão dos Professores estão de parabéns pelo empenho!

  2. A educação é fundamentel para o ser enquanto social, no entanto por sermos diferente culturalmente temos que valorizar nossas culturas e nada melhor do que termos escolas interculturais, só assim não vamos permitir que o genocidio e etnocidio nos aniquila, como o governo espera, pois para muitos somos dividas. Como já temos essa visão dos politicos então nos resta a manter nossas tradições para continuar nossa luta.
    Parabéns Elisa, Fernando e Tainá pela matéria e divulgação da luta de nosso povo.

  3. Gostaria de saber mais sobre essa tribo:
    Onde estão vivendo, qual tipo de brincadeiras
    que essas crianças indiginas praticam, e como
    é administrada tribo, se eles frequemtam escola,
    se essas vagas são dadas pelo governo, ou se eles
    é que buscam nas escolas para matricular os filhos?

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