fortemente armados estão impedindo a passagem dos índios nas suas terras, o mais grave de tudo são as emboscadas. Ontem dia 28 de Fevereiro de 2008 vivenciamos um clima de terror onde, os pistoleiros sob o comando dos gerentes do O Sr. Jaime abriram fogo contra os índios, e hoje já ameaçam retomarem essas ações. Os índios ficaram impossibilitados de velar o corpo de uma parenta que veio a falecer ontem, porque as estradas estavam tomadas pelos pistoleiros. Esse Senhor vem ao longo dos tempos fomentado massacres dos índios em detrimento da sua posse ilegal do território indígena na região. Já morreram diversos índios e suas mortes não foram elucidadas por parte da polícia técnica, e os suspeitos muito menos intimados, processados ou até mesmo condenados, apesar dos fortes indícios apontarem claramente para os autores. A sensação que estamos tendo é que estamos há 507 anos atrás, quando o extermínio era claro e nada se fazia porque diziam que não éramos humanos. Depois de tantos séculos as atrocidades continuam claramente e praticamente nada é feito. Queremos ressaltar que fazemos parte do povo dessa Federação, e por isso exigimos sermos tratados como tal, com respeito, direito a vida, saúde e educação, isso é o mínimo que a carta magna nos garante.
No dia 21 de fevereiro de 2008 fomos recebidos pelo Senhor Governador do Estado Jacques Wagner, onde foi tratado sobre a urgência da nulidade de títulos ilegais de terras dados a fazendeiros da região de Pau Brasil e Itajú do Colônia para que seja preservada a integridade física dos verdadeiros donos (índios), o mesmo demonstrou o seu total apoio na questão, até mesmo porque é conhecedor do nosso histórico a muitos anos, ele ressaltou a sua repugnância nas atitudes desses exterminadores. O Sr. Jaime age com má fé, mesmo sabendo que é território indígena continua comprando e desmatando, acredita ser muito fácil matar índios. É vergonhoso saber que ele e outros se acham acima de tudo e todos, continuam acreditando na impunidade do nosso país.
Pedimos providências por parte da Secretaria de Justiça e Secretaria de Segurança Pública, Deputados e outras autoridades para que venha intervir junto a Policia Federal na tentativa de evitar um massacre total. Sabemos que as secretarias poderão impedir o extermínio dos índios. Na realidade não acontecerá confronto, pois os índios estão desarmados, enquanto os pistoleiros do Sr. Jaime do Amor estão fortemente armados, na realidade acontecerá um extermínio se não forem tomadas medidas enérgicas. Não podemos pagar para ver o genocídio acontecer sem ser feito nada. Queremos que a Polícia Federal faça busca e apreensão de armas, e intime os mandantes.
Esse Senhor todos os dias atenta contra os Direitos humanos, contra o meio ambiente e a dignidade da pessoa humana.
Gratos:
Cacique e Liderança Indígena Pataxó Hãhãhãe

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8 COMENTÁRIOS

  1. sabemos o quanto a internet é importante para nós indígenas como um intrumento de luta, mas é preciso que tenhamos bastante cuidado ao usa-la, caso contário poder-se-a trazer prejuizo a nossa luta, por isso meus parentes,tomem muito cuidado ao divulgar qualquer noticia que trate dos interesses de nosso povo, apesr de saber que quando um parente faz
    publicações como essa é com as melhores intenções.

  2. Parentes Pataxó, nao desistam nunca
    toda causa indigena é dificel, mas nunca sera impossivel
    por isso chegou o momento de se unir cada vez mais e colocar na cabeça
    que a terra é de vcs e fim de papo.
    Muita sorte na luta de vcs.

  3. Tomando conhecimento das aleivosias e inverdades das informações lançadas no “site” “indiosonline.org.br”, cabe-me a iniciativa de refutá-las integralmente, eis que desde os idos de 2001 tenho buscado na Justiça Federal a realização do ideal de justiça tão almejado, contra as invasões violentas perpetradas por indivíduos que se dizem integrantes da comunidade indígena pataxó hã hã hãe.
    Exatamente por isso é que jamais busquei realizar a justiça com as próprias mãos, atitude que é própria destes acusadores, eles sim que desrespeitando continuamente o sagrado direito de propriedade, assegurado na Constitução, à semelhança de meliantes, preferem viver à margem da lei, fazendo da violência instrumento de realização privada de justiça.
    Porque confio na justiça deste País, ajuizei uma ação de reintegração de posse n.2001.33.01.001588-4, na qual fui vitorioso, pois obtive não apenas a liminar reintegratória, como a sentença definitiva, reconhecendo o meu direito de permanecer na posse da terra. Todos os recursos até o momento impetrados pela comunidade indígena, como seus protetores, a União Federal, Funai e MPF, foram rejeitados no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, dando ganho de causa à minha pessoa.
    Jamais invadi terra de ninguém, pois do contrário a justiça não me daria vitórias sucessivas. Vide o agravo de instrumento n.2001.01.00.048745-7.
    Se violência existe, esta é perpetrada exclusivamente por estes supostos índios os quais, desrespeitando continuadamente e de modo acintoso e desafiador, acreditando na sua própria impunidade, as decisões judiciais , preferem manter-se na posse clandestina das minhas legítimas propriedades rurais, adquiridas a justo título, com continuado uso,gozo e fruição.
    A nota divulgada no mencionado “site” procura jogar sobre a minha pessoa acusações que sobre os detratores cabem como uma luva. Por isso eu as devolvo.
    Se o signatário fosse violento ou criminoso, como acusam despudoradamente, como então a Justiça Federal, por seus impulutos Magistrados, Juízes ou Desembargadores Federais, dar-lhe-iam ganho de causa?

    Jayme Oliveira do Amor

  4. O GRUPO LIDERADO POR HÉLIO CAPIXABA CONSTRUI CASAS IMPROVISADAS NA ÁREA INVADIDA DA FAZENDA.

    Ao contrário da comunidade indígena PATAXÓ HÃHAHÃE, que tem acatado decisões judiciais da reintegração de posse e interditos proibitórios, numa convivência respeitosa com produtores e a comunidade regional, um homem identificado como HELIO ALVES FERREIRA O (HÉLIO CAPIXABA), vem liderando um grupo de sete famílias, integradas por filhos e genros, promovendo invasões de terras, sendo também denunciado pelo roubo de mais de 70 cabeças de gado nos últimos meses e de intimidação e ameaças constantes aos trabalhadores de fazendas no município de PAU BRASIL, A 80 KM de Itabuna.
    Segundo o advogado DURVAL RAMOS NETO, que representa o empresário rural JAYME OLIVEIRA DO AMOR, o clima de tensão na área tem se agravado desde dezembro de 2006, quando encaminhou á Justiça Federal da Vara Cível, em Ilhéus, um documento
    incorporado ao processo 2001.33.01.001588-4, se manifestando estupefato e constrangido , pois , a despeito das decisões judiciais, “os réus patrocinam uma nova invasão da fazenda objeto desta ação, um ato escandaloso a gerar inúmeras perplexidades”.
    O Advogado lamenta tambem, no mesmo documento, o sistemático desrespeito ás decisões judiciais, o que gera instabilidade jurídica e resulta no caos institucional, e cita como exemplo, o caso da reocupação de uma área de 500 hectares da FAZENDA SERRA VERDE , de 105 alqueires, por um pequeno grupo liderado por HÉLIO CAPIXABA , que vem derrubando matas nativas, construindo no local casas de madeira e danificando as instalaçoões existentes, inclusive um curral.

    AÇÃO

    O advogado patrocina ima ação contra a comunidade indígena Pataxó a União Federal e Funai, por considerar que HÉLIO CAPIXABA tenta acobertar-se no manto da impunidade alegando ser de decendência indígena e que por isto mesmo teria direito sobre as terras de PAU BRASIL:
    “Ele foi condenado anteriormente no processo penal 63/2003, a seis anos e oito meses de reclusão , pelo crime de roubo de gado, e mesmo em liberdade condicional, continua a afrontar a Justiça e está a ameaçar trabalhadores das fazendas existentes na área”.
    Em 10 de setembro de 2007, o advogado DURVAL RAMOS NETO ingressou com outra petição para o JUIZ FEDERAL DA VARA CIVEL DE ILHÉUS, onde narra o clima de tensão na área e pede que seja expedido o respectivo mandado de reintegração de posse, requisitando-se apoio da Polícia Federal na forma já anteriormente deferida.
    Em dezembro do ano passado, a juíza federal substituta Karine Costa Carlos, encaminhou para a Comarca de PAU BRASIL uma carta precatória 188/2007, determinando a intimação da comunidade indígena para manifestar-se num prazo de 15 dias sobre a execução da reintegração de posse, o que poderá ocorrer ainda nos próximos dias mas envolve uma grandemobilização, que exige a participação de homens da Poícia Militar, da Polícia Federal e veículos de apoio.

    CONVIVÊNCIA

    Oempresário rural JAYME OLIVEIRA DO AMOR, faz questão de enfatizar que nada tem contra a comunidade indígena que vive em PAU BRASIL, pessoas com quem tem uma con vivência respeitosa ao longo de mais de duas décadas e que não tem criado problemas: “Mas a situação criada por HÉLIO CAPIXABA é preocupante, porque além de invadir parte da FAZENDA SERRA VERDE, ele vem desrespeitando uma decisão da Justiça e provocando sérios prejuízos materiais, tem sistematicamente intimidade a 16 trabalhadorese aos seus familiares, criando uma situação insustentável. O problema não me parece de ordem judicial, mas simplesmente criminal”.
    Ele observa que a solução do problema passa pela ação da Justiça e da própria Polícia, com a expectativa da reintegração da posse da terra, que vem sendo alugada a terceiros, uma questão que deveria ser verificada pela FUNAI: “O que temos tentando tem sido através das vias legais,, mas os prejuízos se acumulam ao longo do tempo”, lamentou o agricultor.

  5. Ei com fé em Deus tudo vai se resolver, ficam mesmo unidos nesta conquista, que a união faz a força, deixe nas mãos de Deus que ele só pode fazer para este que se diz homem, humano, mas que para mim não passa de um deshumano, deshonesto, mas vocês continuem na luta sempre com a justiça ao lado de vocês, que vai ter uma ou um juiz[a] que verá o que esta errado nesta causa, e dará a vocês o direito de sobreviver emcima do que é seus.

  6. Olha que essas terras sao indigenas ninguém tem duvidas. Acredito que esses fazendeiros deveriam cair na real e devoverem essas aos verdadeiros donos ao invés de estarem brigando por algo inlógico.O Helio Capixaba nao é indo mais é casado com uma india irmã de Galdino e esta lá defendendo os direitos de sua esposa e seus filhos que sao índios.Justiça deve ser feita. Um abraço

  7. Prezado Sr JAYME:

    Acho engracado um senhor tao bem letrado se defender dizendo que se a JUSTICA lhe concedeu sua vitoria eh por que eh assim.

    Acho que o senhor deve ser adulto o suficiente para saber que o JUIZ LALAU esta solto….
    O Collor de Melo esta solto
    O ACM esta.

    Acho que todos nos sabemos que JUIZES SE COMPRAM!
    E quem manda aqui na TERRA eh o dinheiro e nao a verdade!

    Procure outros argumentos poruqe o que fica diante de meus olhos eh que o senhor TEM MILHOES DE HECTARES e nao passa fome…. E que os indios Pataxo hahahae nao tem tanta terra assim como o senhor…e que dos 3000 indios acredito sejam……2500 acredito estao numa situacao de miseria.

    Abra seus olhos e nao soh seu bolso.

  8. Apóio o Sr.Jaime do Amor porque sei quem são os falsos indios de Pau Brasil,conheço os caciques vendedores de madeira e ladões de gado que moram na região.Sei também que vários crimes de morte foram cometidos por eles,como o da morte dos policiais militares a anos atrás.
    É uma pena que uma nação indigena seja comandada por marginais e assacinos que se escondem atrás da proteção da FUNAI.
    Tenho certeza que se um dia essa quetão ACO-312 for julgada a decisão será favoravel aos agricultores da região pios sei que são os verdadeiros donos da terra.

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