Por esse motivo é a mais perseguida pelos atravessadores, que vêem de regiões diversas, com interesses comerciais pelos nossos produtos, como: manga, pinha, castanha de caju e também nosso artesanato, que tem se destacado internacionalmente.
O nosso povo tenta resistir às propostas desses atravessadores, porém a necessidade fala mais alto, acabamos nos rendendo a essas propostas que na verdade são um grande acervo de exploração, ganância e cobiça, por parte deles.

Esses atravessadores precisam da nossa ajuda para lotar seus caminhões, dessa forma, se tornam grandes opressores, onde nos exploram dando-nos apenas 10 reais por um dia inteiro de trabalho duro e muitos de nossos irmãos ainda sentem-se felizes por essa magra gorjeta oferecida a eles por esses homens, para jogarem caixotes pesadíssimos, cheios de manga encima do caminhão.

Isso é um grande absurdo!
Quanto aos valores (preços) que os mesmos atribuem às mercadorias (manga e pinha) compradas dentro da nossa Aldeia é um grande absurdo, pois 100 mangas (um cento) já chegaram a custar R$ 1,00 (Um real) e 100 pinhas (um cento) a R$ 3,00 (três reais), quando as temos em abundância e poderíamos dividir entre nós mesmos.Não esquecendo também do enorme desperdício que ocorre a cada dia de coleta dessas frutas. Venho também, através desta publicação, cobrar a FUNAI, como órgão responsável pela nação indígena, a nos dar assistência para desenvolver-mos projetos dentro de nossa Aldeia, que venha a beneficiar nossos produtos e evitar o desperdício que temos com outras frutas por falta de beneficiamento como: o caju, a goiaba, e até mesmo a própria manga. E nos assessorar na venda de nossos produtos para que tenhamos segurança e principalmente a certeza da valorização dos nossos produtos. E que nós índios possamos viver com dignidade, sem nos submetermos a proposta tão baixa desvalorizando nossos produtos.

Ronaldo José dos Santos (arampank)
E-mail: ronaldpank@yahoo.com.br

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6 COMENTÁRIOS

  1. Prezados parentes,li a materia do Ronaldo fiquei aterrorizada de saber que tudo que voces tem não sera valorizado e que o nosso orgão tutor não faz nada para beneficiar esta comunidade vendo tudo de vcs.sendo carregado de graça e explorando pagando uma quantia de miseria para que vcs não sobrevivam.
    Espero no pai que um dia nos vamos ser respeitados como tal;
    Abraços: Maya pataxõ Hãhãhãe

  2. olá Ronaldo!!! que tristeza ver o que vocês estão passando este sofriemnto, mas sabemos que todas as naçôes indigenas estão passando os mesmos momentos de deficuldade.Mas não é vendo isso que vamos abaixar as nossas cabeças temos que lutar para uma vida melhor para o nossos povo.

    Yonana Pataxó Hãhãhãe

  3. aMIGO: bORA se organizar… descrever bem o potencial Pankararu..planejar…elaborar projetos e entao jogar essa FLECHA para a FUNAI e outros e outros e botar essa comunidade pra cima!
    sebastian

  4. é muito bom pessarmos em valorizar nossos produtos e nossa mão de obra, isso não só aqui e pankararu mais em todos os povos indigenas que tem produtos sejá eles agricolas, frutas de época ou artesanal.

    parabens.

  5. Caro Ronaldo
    É revoltante ver a exploração por que passa seu povo. A única forma de resistir e lutar contra os atravessadores é a formação de uma cooperativa. A UNIÃO de todos em volta de uma idéia comum bastante simples. PRODUZIR FRUTA E VENDER. E não produzir e entregar de graça. Na internet tem muitos sítios onde se pode aprender a formar uma cooperativa. Tentem. Só da UNIÃO e LUTA de todos vocês é que vão pôr o atravessador para correr.

    Um grande abraço

  6. Caros colegas do grupo jovem, graças a Deus,voces também estão acordando pankararu pra vida, esse tema é grandioso, e precisa ser discutido com muita firmesa, temos tudo a favor pra pankararu ser grande produtor… temos um projeto pronto pra ser divulgado, elaborado pelos os 13 técnicos agricolas desta etnia, vomos conversar sobre esse tema e con certeza o projeto ganhará espaço. con certeza os atravessadores são um grande problema, por que não organiza a comercilaização nen identifica a produção, nossos produtos perdem por que a sociedade consumidora não sabe que temos um produto organicamente correto.
    grande abraços pra voces e sucesso. garotada. Parabens

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