Algumas pessoas me perguntam

Algumas pessoas me perguntam por que trabalho com índios. Acredito que no estado atual da “evolução” de nosso mundo “civilizado” é preciso reorientar-nos. A busca desesperada pela matéria, a ciência como única verdade, tem nos deixado longe de nossa missão na terra: ser felizes! Nos últimos tempos a competição entre as pessoas, achando-nos um melhor que outro, tem acabado por nos separar, dizimando as famílias, distanciando os amigos, colocando fronteiras políticas, econômicas, sociais, religiosas… Toda e qualquer diferença tem separado o homem de seu irmão, de si próprio, da Natureza e de Deus. Mais hoje ainda há “civilizações” onde se evoluiu para a consciência de que cada um de nós forma parte de um todo e tem uma função dentro de um grande espírito. Onde entre os homens reina a solidariedade e a cooperação, onde o cuidado pela natureza faz parte diária do cuidado por si mesmo, onde existe um equilíbrio em Deus. A diferença que fazemos entre culturas mais primitivas ou menos desenvolvidas são conceitos para pôr em teia de juízo. E embora haja uma força querendo subjugar o índio, há também uma sabedoria contrária que nos mostra a sua importância, e o seu auxílio para com a realidade. Há uma energia disposta a se enriquecer com as diferenças, a transcender as cores da superfície chegando ao arco-íris interno. Trabalho com índios porque com eles aprendo a somar, a respeitar e a simplicidade de ser feliz! A primeira vez que fui na aldeia Kariri-Xocó fiquei surpreso pela tranquilidade e segurança, o clima de família se instalou como meu paraíso e até hoje existe o sentimento e a relação…
Agradecido, Sebastián Gerlic

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2 COMENTÁRIOS

  1. tenho 12 anos e estou fazendo uma pesquisa para ser entregue no dia 07/08/2006 sobre as doenças que são mais comuns nas tribos indigenas. Voces podem mim ajudar com essa informação? Fico grato.

  2. Sebastián, tuas palavras me emocionaram, pois traduzem os sentimentos que cultuo no meu coração. Concordo com a tua visão e os teus motivos para trabalhar com índios. Também eu tenho a felicidade de trabalhar com um grupo Kariri-Xocó em São Paulo.
    Creio que nossa “civilização” chegou a um tal ponto de decadência e inversão de valores que, daqui pra frente terá de prestar mais atenção nos índios, se quiser sobreviver.
    E quem tiver chegado ao arco-íris interno, como você escreveu, conseguirá ser feliz…..
    Um abraço solidário pra você.

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