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A Organização Pan-americana da Saúde realizou nos dias 5 e 6 de novembro, em Quito-Equador, a “Oficina Internacional Sobre o Conhecimento Ancestral das Parteiras na Manutenção da Vida e na Redução da Mortalidade Materna e Infantil” que teve como propósito a troca de experiências entre parteiras indígenas tradicionais e profissionais de saúde, a fim de conhecer as estratégias que tem favorecido a redução da mortalidade materna e infantil, a partir de casos selecionados de boas práticas.

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Entre os países convidados estavam Bolívia, Peru, Guatelama, Paraguai, Equador e Brasil, este representado pela parteira indígena da Etnia Pankararu Maria das Dores Nascimento, conhecida como Dora e a enfermeira da área técnica de saúde da mulher do Desai Silvia Angelise Souza de Almeida.

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O Brasil apresentou a experiência que ocorre na etnia Pankararu, sertão de Pernambuco, a qual nos últimos anos, o Dsei PE em parceria com ONGs, vem buscando valorizar e incentivar os conhecimentos tradicionais através do fortalecimento da atuação das parteiras indigenas.

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3 COMENTÁRIOS

  1. É um orgulho enorme a representação de Pankararu e dos povos indígena num evento deste porte. Isso porque o Brasil guarda uma diversidade geográfica e cultural imensa que se percebe na atenção da saúde das mulheres e no universo representado por meio das práticas de cuidar. As mulheres índias, as quilombolas, as mulheres que vivem em regiões ribeirinhas, dos sertões, e até das cidades e regiões metropolitanas contam muitas vezes com essa pessoa de conhecimento e tradição, que são as parteiras tradicionais, para ajudá-las, cuidá-las e acompanhá-las nos momentos mais importantes da sua vida. As parteiras mostram que sua prática é orientada para a busca do alívio do sofrimento e dos desconfortos que são próprios da hora do parto, elas estão sempre apoiando as mães no momento das dores e das contrações. Nessa perspectiva, o seu cuidado considera importante preservar todo apoio e carinho a mulher-mãe, além de respeitar o ritmo da natureza, tudo como Deus, primeiramente, determina.

    Parabéns a Dora, esta mulher símbolo de dedicação, cuidado e amor às mulheres-mães, que tanto confiam no seu trabalho. Sempre rezando para fortalecer a fé de que tudo vai acabar bem e buscando oferecer às mães confiança e tranqüilidade.

    Parabéns também a Luciano, a matéria ficou muito bem escrita e oferece uma significativa contribuição na valorização da prática tradicional de cuidado,
    compondo um conhecimento que trás elementos do saber tradicional.

  2. Parabéns Dora! querida parteira, querida companheira de mtas empreitadas! Parabéns Lise, enfermeira que começou sua trajetória em Pankararu. Parabéns Pankararu pela história e pela preservação de sua cultura e nela a continuidade de um trabalho fundamental para a comunidade, para a redução da mortalidade infantil e materna. O trabalho das parteiras deve sempre ser valorizado e estimulado, afinal constitui dos trabalhos mais antigos e naturais da humanidade e de Pankararu.

    AMO VCS PANKARARU!
    mtas saudades

  3. Parabéns!!! Mas não posso deixar de fazer uma correção. Esse esforço de valorização das parteiras, ocorrido nos último anos, não é iniciativa do Dsei não!!! É da Saúde Sem Limites e do Curumim!!! Que vêm envolvendo o Dsei nessa história…vamos dar corretamente os créditos do trabalho…

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