O serviço de confecção de tijolos artesanal, uma atividade da civilização foi trazida para os índios de Colégio pelos jesuítas. Para construir o Colégio, a Igreja Matriz e casas de portugueses, os jesuítas ensinaram os indígenas o trabalho de olaria no século XVII. No trabalho com barro, os índios aprenderam a fazer tijolos e telhas, para erguer a povoação do lugar. Os índios considerados uma população pobre, o ” Serviço da Olaria”, sempre recaia a eles. A maioria dos homens da tribo, trabalham na olaria, as mulheres ajudavam á raspar os tijolos, e na arrumação da caieira. Os índios foram utilizados pelo império no serviço de obras públicas, na construção da capital da Província de Alagoas no século XIX. Chegando ao século XX os donos de terras com lagoas, terras boas de argila, tinham sempre uma olaria, tendo o indígena como mão-de-obra. Entre os proprietários das olarias citamos: Os Srs., Tojal, Tutú, Pedro Nelson, Domingos e Santa Rosa. Os indígenas de Porto Real do Colégio, trabalharam até em outros municípios, como oleiros, em Igreja Nova, São Brás, Penedo, Escurial e nas usinas de canas nas olarias. Os índios Kariri-Xocó só vieram ter olarias próprias, a parti de 1978, quando ocuparam a Fazenda Modelo, com lagoas disponíveis de argila. A olaria dos índios fica na Lagoa Comprida na área indígena, chegando trabalhar até 150 homens. Produziam 450.000 tijolos semanal, uma média de 3.000 tijolos por oleiro. Os tijolos eram vendidos aos municípios da região do Baixo São Francisco. Para confeccionar o tijolo temos os seguintes serviços : faz o lastro, cava o barro, quebra os torrões, agoa a argila. Este é o processo de confecção de tijolo artesanal. Com as indústrias de Tijolos em Blocos, o tijolo artesanal entrou em decadência na aldeia Kariri-Xocó, só existe dois oleiros em atividade os índios Jaime e Antônio Vieira. Nhenety Kariri-Xocó.

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