Como havia dito na matéria anterior, foi muito difícil se acostumar com o jeito que os participantes e a imprensa nos abordavam durante a Campus Party e as perguntas por ser sempre as mesmas, ficamos assim com uma nova imagem das pessoas que vivem nas grandes cidades e capitais, até mesmo por não ter acompanhado a nossa evolução com o passar dos anos. Com isso aproveitamos a visibilidade que estávamos tendo diante da mídia e tentamos quebrar as barreira do preconceito, imagens mentirosas. Desfazer de tudo que os livros, jornais e as grandes emissoras de comunicação não mostram, apresentando projetos já executados em nossas comunidades e projetos que ainda estão por vir buscamos parceiros e contatos de pessoas que podem estar somando em nossa luta. Isso aconteceu durante todos os dias em que ficamos no evento, mas estava acontecendo varias oficinas que tínhamos vontade também de participar, que é de interesse nosso e reuniões de iniciativas do governo que já fazemos parte, como por exemplo, o cultura viva, tínhamos vontade de entrevistar e fazer vídeos com os participantes para postar em nossa pagina, com tudo isso ficamos ocupados para acompanhar a programação do evento. Foi então que nós campuseiros indígenas, que estávamos presentes, tivemos a idéia de aproveitar a imagem positiva que tínhamos para entrevistar a organização e a imprensa do evento e alem de alguns representantes de blogs e sites que lá estavam. tudo de uma vez só em uma grande mesa redonda. Esta idéia deu tão certa que conseguimos juntar grande parte da imprensa que gravaram, tiraram fotos e acompanharam de perto o outro lado da moeda Nós indígenas entrevistando quem já tinha nos entrevistado.

Agora vocês poderão acompanhar por fotos como foi essa entrevista, e posteriormente iremos divulgar o vídeo completo desse trabalho.

Sentir o prazer de ser o jornalista e não a pessoa que estava sendo entrevistada, foi uma sensação muito boa apesar de já ter passado por isso, mas naquela ocasião foi único, depois de responder as mesmas perguntas todos os dias poder fazer a mesma coisa com eles foi muito bom, principalmente quando fizemos a pergunta que todos tinham feito a nós, que foi; O que você veio fazer na Campus Party ou como chegaram no maior evento de tecnologia do Pais?

O representante da organização que trabalha com a imprensa do evento da Campus Party, respondendo uma pergunta que fiz a todos que estavam na mesa, que dizia Qual a imagem tinha dos indigenas? E naquele momento nos vendo ali o que pensavam de tudo isso?
Onde todos respoderam com mesmo sentido, de que era uma surpresa,pois tudo que viam sobre Povos indigenas era através da internet e televisão e livros, mas que o acesso as tecnologias é de direito de todos, então já esperavam encontrar muitos representantes de Povos e comunidades tradicionais do País.

Desde do inicio a imprensa acompanhando todo processo de nossa entrevista e as jornalistas respodendo nossas perguntas.

Curupaty fazendo uma critica contra as atitudes de algumas emissoras de televisão ao mostrar a imagem dos indigenas, só para garantir conteudo para seus programas usando e abusando de nossa imagem.

No decorrer da entrevista kaluanã Tupinambá de Olivença, dando entrevista para TV cultura.

Eu mas uma vez fazendo observação durante a prosa do representante da imprensa do evento quando ele diz que a nossa cultura é comercializada,desvalorizada e desreipeitada pelas Ongs que são entram em nossas Aldeias para se aproveitar e assim vender nossa imagem fora. E eu respondendo que a cultura indigena é nossa quem tem que respeitar e valorizar somos nós, quem vem de fora só para usulfluir e usar a nossa imagem pode entrar da primeira vez mas, depois não volta mais, pois toda ação tem uma reação, então todo trabalho tem que haver um resultado.

Após toda entrevista um Porancy para agradecer as pessoas que disponibilizaram seu tempo para nos dar atenção nesta entrevista,e as que nos ajudaram a construir esse momento nosso.

Essa entrevista aconteceu no 3º dia de Campus Party teve a duração de quase 1hs e nos deu a oportunidade de mostrar o trabalho que fazemos em nossa rede e fazer valer a nossa partiçipação nesse evento.

Awere

Por Jaborandy Yandê Tupinambá / jaborandy.indiosnline@gmail.com

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4 COMENTÁRIOS

  1. Jabora,

    Massa seu texto!!!
    Parabens…
    Aqui em Belém no Fórum Social Mundial, também estamos fazendo muitas matérias interessantes e vídeos também!!!
    Indios on line VIva!!!!!

  2. Grande, Grande, Grande, massa, massa, massa a ideia de intrevistar os intrevistadores. Muitos parabems Jaborandy Yandê Tupinambá e todos o que participaram. Desculpa a confiança mas eu sòu um italiano filho da terra e acredito que todos somos irmàos sempre respeitando as proprias culturas e pessoas!!! nào tem diferencias entre os homems as diferentes culturas sirvem para nos unir e nao para afastar!! foi muito divertido mesmo o negocio de intrevistar a imprensa e os jornalistas.

  3. Aê Jaborandi! Superlegal sua idéia de entrevistar os entrevistadores, vamos em frente aprender fazendo etno jornalismo, mídias livres, mídias radicais. Esse tipo de participação criativa e marcada por forte protagonismo é o que se espera de jovens guerreiros indígenas conectados com a realidade, conscientes das transformações sociais que seus povos necessitam. Parabéns aos participantes do Campus Party!

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