Primeira vez que entrei no Ouricuri

Primeira vez que entrei no Ouricuri fui convidado por Antônio Celestino.

Fiquei até hoje e pretendo nunca abandonar. Não quero dizer que não sou católico. Sou católico. Na verdade, eu não discrimino a lei de ninguém, mas meu Deus do Oricuri é o mesmo daqui de fora, é o mesmo, aonde eu estiver, Deus da Igreja Católica.

Eu vivi na cidade e gostava de ir à Igreja.

Eu estava perdido na cidade e depois Deus me clareou o caminho e agradeço a Deus ter botado muita fé nele. Pois, se eu não tivesse botado fé nele eu não teria escapado…

Eu bebi cachaça direto, dos 16 aos 32 anos. Eu fui um bagunceiro. Deixei de beber na cidade mesmo. Mas aqui eu encontrei o meu lugar.

Gosto dos meus parentes. Sei que tem gente de natureza diferente, ninguém é igual. Graças a Deus eu gosto da Mata da Cafurna. Eu lembro de todo o passado, que foi o nosso sofrimento.

Ciço França foi uma pessoa que me deu muita força pra eu chegar aqui e eu estou terminando de criar o meu povo aqui também.

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