Dia 18/12/2005, ocorreu uma grande perda na Aldeia Fazenda Canto, foi morta a queima roupa o filho mais velho do cacique Antonio Ricardo, assassinado por seus próprios parentes por motivo de desentendimento, onde os índios se encontravam bêbados.
A cada dia a violência vem aumentando nas aldeias por falta de trabalho um das justificativas é a falta de terra, mais mesmo que tenhamos terra os trabalhos agrícolas não da mais para sustentar uma família, mais têm outros trabalhos como o artesanato porem não temos onde vender, podemos fazer projeto mais não temos a ajuda da Funai que deveria nos dar apoio e não ter permitido chegar em tal ponto, não só a Funai mais também funasa e o Governo federal.
Venho por meio desta matéria pedir socorro a ONG e outra entidades que nos ajudar.
Tenho apenas 17 anos e já tenho medo do que possa vir a acontecer no futuro, isto é , se existir futuro.

Kawyanã
17 anos.

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6 COMENTÁRIOS

  1. Todas aldeias indigenas estão passando por este problema e é muito triste saber desta tragédia, mais nós jovens temos uma boa percepção e juntos não podemos acabar mais podemos dimínuir basta nos reunir e tentar resolver, não somente este problema e outros que venha nos prejudicar um bom exemplo é aqui na kariri -xóco eu sou responsável por um esporte (voleibol)que não acabou mais diminuíui o alto índice alcolico pelo menos entre nos jovens POR ISSO NÃO DESISTA POÍS O MAIOR DERROTADO É AQUELE QUE DESTÍ ANTES DE LUTAR.WESLEY ÍNDIO KARIRI-XOCÓ

  2. A cada dia que passa fico-me mais triste com essa situação que entrou de vez na vida dos meus parentes, esse vício maldito trazido pelos ” brancos ” está fazendo com que cada vez mais o índio se desespere e procure refúgio no álcool, pois digo a vocês parentes ou visitantes nenhum tipo de vício é maior que sua força de vontade, um grande abraço a todos.

    sarapó wakonã xucuru kariri-AL

  3. Meu caro amigo Kawyanã!!!!

    Te chamo de amigo mesmo sem te conhecer, é amigo porque é preocupado com a questão relacionada ao Alcoolismo.
    O alcoolismo é: Uma Doença cronica, progressiva e fatal (OMS 1967), como doença ha de se tratada, mas muitas vezes o tratamento não é conpulsório, o alcoolico há de entender que somente ele poderá estacionar (progressiva) a sua doença. Por isso torna um pouco complicado, mas não é impossível isso. Temos de trazer as pessoas à sanidade, ja que o alcool nos tira essa capacidade dada pelo nosso Criador(da forma que voce O imagina) a capacidade do juizo.
    Temos de “quebrar” os antigos conceitos, como por exemplo de que a culpa são dos “brancos” que levaram o alccol à aldeia; é uma inverdade! o alcool existe para a humanidade faz mais de 8.000 (oito mil) anos, todas as bebidas fermentadas contém alcool e, com toda a certeza, no seio das comunidades indigenas do Brasil não havia a doença, era muito complicado a fabricação, envolvia toda uma cosmologia da comundiade para a fabricação e essa fabricação não era isolada, estava relacionada as festividades. Desde 1700 ano em que se indutrializou, engarrafou, facilitou o consumo indiscrimindo, basta a gente ir a um mercado, comprar e beber.
    Diante de todas essas situações, não se encontra pessoas capazes de tratar esse assunto em pé de igualdade com as pessoas que sofrem, tanto os bebedores como aquelas pessoas que, deixaram de viver a sua propria vida, para viver a vida do bebedor.
    Com as comundiades daqui, tanto Paresi, como Manbikwara, Irantxe ou Menky, não é diferente, o problema existe e, tem de ser discutido, tratado e dando continuidade diariamente.
    Bom, com que recuros financeiros??? não ha a necessidade de recursos finaceiros, temos um recursos que nunca de paga, a Experiencia daquelas pessoas que sofreram bebendo e experiencias daquelas pessoaas que ainda sofrem. Ou seja, tratar o assunto com as pessoas que sabem o mal que a bebida nos faz, e não tratar o assunto com aquelas pessoas que acham que a questão é por falta de carater, vagabundagem, falta de ocupação (ocupação ajuda um pouco) mas dentro das aldeias, ha muito mais gente que não bebe doque aquelas pessoas que bebem, então: presumo não ser pela ociosidade (é pelo prazer inicial que a droga nos dá). Mas faz um ano e maio que o grupe de Alcoolicos Anonimos de Tangará da Serra – MT se estendeu para dentro das aldeias, ha quem perceba que, até mesmo as questões realcionadas a outros problemas estão mais serenos para se tratar.
    Procure ajuda aí na sua região, se voce não tem problema com alcool (ingerindo), participe do grupo de mutua-ajuda AL-ANON, parceiro do AA e para aquelas pessoas que bebem e que desejam estacionar a doença, indique e leve-os ao AA as pessoas que já estão lá, ficaram muito felizes com a presença de voces.
    Um Abraço

  4. meu caro amigo kawyanã vc tem rasão em ficar preocupado pois o alcool e coisa seria pois nao sou indio, e tambem passei por isso pelo alcolismo era alcoltra me agarrei com deus e lutei p sair dessa droga, se nao tiver força de vontade nao consegui, cabe a vc lutar p ajudar pois vc esta por perto, uma dica p vc quando ver algum deles pegando no copo dis a ele,{vamos ver se vc consegui evitar o primeiro gole},isso pode tocar no ego dele se precisar de mais ajuda, memo de longe posso tentar te ajudar qualquer coisa ai esta meu imail de um amigo carlos

  5. sou paulistando, mais tive o plazer de mora na aldeia fazenda canto de 1985 ate 1996.hoje moru na região norte de SP.
    venho acopanhado essa onda de violencia que e uma vergonha p/ todos nós,que amamos essa aldeia.
    espero em brevi retonar um abroço atodos.
    12/06/09 liu

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