9033851

Como sabemos o Setor Noroeste é um projeto imobiliário que está sendo realizado pela TerraCap a requisição do Governo do Distrito Federal- GDF, porém sem consentimento de que esses prédios ditos “ECOVILA” seriam projetadas em cima da uma área de conservação do Cerrado onde habitam povos indígenas Tapuyas. Ao longo desses tempos, a Terracap já entrou com liminar para construção, porém o ministério público derrubou, agora uma posição da FUNAI está sendo esperado pelo ministério para que haja consentimento do caso.

Essa semana estudantes e membros indígenas invadiram a presidência da FUNAI na sede de Brasília, reivindicando o posicionamento da instituição, relacionado ao caso.

Vejam o que saiu no Correio Brasiliense, uns dos principais jornais de Brasília-DF:

Manifestantes invadem a presidência da Funai e pedem demarcação de área indigena no setor Noroeste

Cerca de 25 pessoas invadiram o gabinete do presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Márcio Augusto de Meira, na 702/902 Sul, por volta das 12h desta quinta-feira (26/11). Membros da sociedade civil, como estudantes, representantes do Diretório Central dos Estudantes (DCE) de várias faculdades e integrantes de movimentos sociais, querem que a Funai forme um grupo de trabalho para demarcar a área indígena Santuário do Pajé, localizada no Setor Noroeste.

Os manifestantes pretendiam falar com o presidente da fundação, mas, como ele está viajando, decidiram escrever uma carta com as reivindicações. No documento, exigem o agendamento de uma reunião com o presidente da Funai e com a Diretoria de Assuntos Fundiários (DAF) para que se posicionem oficialmente a respeito de uma sentença lavrada na 21ª Vara de Justiça Federal do DF, em 24 de novembro. A decisão judicial impede a Companhia Imobiliária do Distrito Federal (Terracap) de realizar obras na área reivindicada pela Comunidade Indígena Bananal/Santuário dos Pajés.

Além disso, os manifestantes querem uma garantia de participação de representantes da comunidade Fulni-Ô Tapuya na nomeação do grupo técnico da Funai que vai demarcar a área e uma declaração da fundação para a imprensa, reconhecendo que a ocupação realizada nesta quinta-feira foi pacífica. Caso a Funai não cumpra os pedidos, eles prometem passar a noite desta quinta-feira no gabinete.Durante a invasão, os manifestantes gritaram palavras de ordem como “Foraoeste em Brasília” e “Santuário não se move”.

No momento a Polícia Federal está no local tentando convencer os manifestantes a sairem da fundação.

Resposta da Funai
Em nota à imprensa na tarde desta quinta-feira, a Funai diz que “não compreende a ação dos estudantes da UnB que ainda não conseguiram fundamentar os motivos da invasão ao órgão indigenista federal. A Funai tem cumprido suas obrigações em relação ao Setor Noroeste de Brasília/DF, conforme previsto na Constituição Federal. O caso do Setor Noroeste está em ação no Ministério Público e, neste sentido, a Funai cumprirá com toda e qualquer determinação legal ou judicial. Até o momento, a Funai não foi intimada de nenhuma decisão”.

Índios
Pela manhã, índios da tribo Fulni-Ô Tapuya que vivem na região do Santuário do Pajé foram até a Praça Galdino, na 703/704 Sul, para agradecer à Justiça Federal no DF. Na terça-feira (24/11), a Justiça determinou que a Companhia Imobiliária do Distrito Federal (Terracap) não realize ou permita que se realizem quaisquer obras na área reivindicada pela Comunidade Indígena Bananal/Santuário dos Pajés onde será construído o Setor Habitacional Noroeste. A autarquia também não pode promover qualquer ato que possa intimidar ou ameaçar os membros da comunidade.

Na semana passada, o Ministério Público Federal no Distrito Federal ajuizou ação civil pública, com pedido de antecipação de tutela, para garantir a permanência da Comunidade Indígena Bananal na área até que os estudos sobre a tradicionalidade da ocupação na região sejam concluídos.
Publicação: 26/11/2009 17:57 Atualização: 26/11/2009 19:48

Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2009/11/26/cidades,i=157278/MANIFESTANTES+INVADEM+A+PRESIDENCIA+DA+FUNAI+E+PEDEM+DEMARCACAO+DE+AREA+INDIGENA+NO+SETOR+NOROESTE.shtml

Até o momento dessa edição, os manifestantes ainda se encontram lá, porém por intermédio da Polícia Federal a FUNAI está fechada.

459037

Folder do INDIGENATO

457279

Ato realizado pelos tratores da Terracap para a “Ecovila”.

O SANTUÁRIO NÃO SE MOVE… E O CERRADO ESTÀ VIVO!!!

Equipe

Luiz Tukano

Tanielson PORAN

Antonio Kaimbé

Comentários via Facebook
COMPARTILHAR
Indígena do Povo Tukano. Natural de São Gabriel da Cachoeira- Amazonas- Brasil. Estudante de Biologia pela Universidade de Brasília- DF

3 COMENTÁRIOS

  1. Nossa, que situação Meninos!!!!!!!!
    É muito revoltante e triste!!!!!!
    Que Tupã e Nhadejara estejam lá!!!!!!!! Iluminando cada parente, e que lhes deêm forças para continuar!!!!!!
    É isso ai meninos não podem se calar, publiquei divulguem, esta vergonha que estão fazendo com nossos parentes desta região, para ver se este poder contrário tomem vergonha e deixem-os!!!!!!!

    Abraços!!!!!!!!!

  2. O Santuário Sgrado na asa norte de Brasília, é um lugar sagrado, os brancos não podem invadir, porque a há mais 23 anos, desde o ano de 1987 os Índios Tapuyas fulni-ô estão morando na mata de Brasília, peço as Autoridades Cívis e militares que respeitem os direitos dos índios e suas tradições milenar, quado Pedro Alvaro Cabral, chegou neste imenso Brasil, já existia índios.N esta menssagem PEÇO a atenção do Governo Brasileiro, os Paises do primeiro mundo ficarão sabendo desta verdadeira palhaçada do Governador de Brasília de desamaparar o´s verdadeiros brasileiro, porque na realidade o Branco são invasores na terras dos indios do Brasil.
    Coordenação Técnica Local/Águas Belas-PE, 10 de outubro de 2010, Atenciosamente SEVERINO BARBOZA DE LIMA – Fulni-ô

  3. eu indio pankararu estou mandando esta mensagen hoje em dia o idio esta sofrendo preconceito por ter uma lei e nao ser comprida mas nos como idio nao vamo sdesistir de corre atras do osso direito eu como indio saie da minha audeia estou morado em rio de janeiro estamos sofendo muito preconceito por toda otoridades como militares como ate a federal isto tem que acabar poriss que eu icaresso que vc entre em contato com nos porque nos como indio somos familia como uma comeia de abelha se meche com um mecheu com toda s porisso quero que voce nos de ua resposta.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here