As 2.517 escolas indígenas de educação básica de 24 estados da Federação começam este mês uma mobilização para preparar a 1ª Conferência Nacional de Educação Escolar Indígena, a realizar-se em setembro de 2009, em Brasília. O centro das discussões de estudantes, comunidades e dirigentes indígenas e das áreas da educação do governo federal e dos estados e municípios é Gestão Territorial e Afirmação Cultural.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, que lançou a conferência nesta terça-feira, 2, disse que é a primeira vez que o país se organiza para discutir a educação indígena a partir da escola. Embora isso aconteça com 20 anos de atraso (referindo-se à Constituição Federal de 1988), a iniciativa significa um começo. Haddad esclareceu que a conferência é dos povos indígenas e que as instâncias de governo vão participar muito para que, juntos, possa ser vencido o desafio: oferecer educação de qualidade. Hoje, a maioria das escolas indígenas tem apenas os anos iniciais do ensino fundamental. É preciso, disse o ministro, garantir o direito fundamental à educação básica completa e à educação superior.
A dinâmica da conferência acontece em três fases: nas 2.517 escolas e suas comunidades, no período de 8 de dezembro deste ano a 19 de abril de 2009; 18 conferências regionais entre 16 de dezembro deste ano e 13 de agosto de 2009; a última etapa é a conferência nacional, de 21 a 25 de setembro de 2009.
De acordo com Gersem Luciano dos Santos Baniwa, coordenador da educação escolar indígena da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad), a conferência deve mobilizar cerca de dez mil indígenas, entre estudantes, professores, comunidades e organizações em 169 municípios.
A base dos debates está fundamentada em cinco eixos temáticos: educação e territorialidade; políticas pedagógicas da escola; ciência pedagógica e a pedagogia indígena; gestão e financiamento da educação; participação e controle social; diretrizes para a educação escolar indígena.
Participaram do lançamento da conferência, o presidente da Funai, Márcio Meira, o secretário da Secad, André Lázaro, os representantes do Consed, Lourenço Vieira da Silva, e da Undime, Solimara Lígia Moura, o representante indígena da Comissão Nacional de Política Indigenista, Anastácio Peralta, entre outras autoridades. O grupo indígena Gavião-Pataxó encerrou a reunião com a dança da confraternização. O grupo é formado por integrantes do povo Gavião de Marabá (PA) e de Coroa Vermelha (BA).
Ionice Lorenzoni
(Noticia copiada do site do mec.gov.br)

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4 COMENTÁRIOS

  1. A CONFERÊNCIA NACIONAL DE EDUCAÇÃO, É COM CERTEZA UM MARCO NA HISTÓRIA E A SUA REALIZAÇÃO IRÁ CORRIGEIR UMA DIVIDA QUE O MEC TEM COM A EDUCAÇÃO INDÍGENA ESPECÁFICA, DIFERENCIADA E BILINGUE.
    ESSA É A OPRORTUNIDADE DE SE COMEÇAR A DEFINIR A VERDADEIRA MISSÃO DA EDUCAÇÃO INDÍGENA,O TIPO DE PEDAGOGIA QUE QUEREMOS NAS NOSSAS ESCOLAS, A IDENTIDADE DO DOCENTE INDIGENA E DE AGILIZAR AS PLÍTICAS EDUCACIONAIS INDÍGENAS.

    ESPERO QUE DESSA VEZ AS AÇÕES NÃO FIQUEM SÓ NA TEORIA E NAS MANCHETES DE JORNAIS, NÓS ESPERAMOS QUE AS DECISÕES SEJAM EFETIVADAS E CUMPRIDAS DE FORMA INTEGRAL, ESTAMOS CANSADOS DE TANTA POLÍTICA ENGANOSA QUE NOS EXCLUI E NOS TIRA NOSSA CIDADANIA.

    A EDUCAÇÃO INDIGENA PARA SER DIFERENCIADA PRECISA DE CAPITAL SIM, DE PROFESSORES CAPACITADOS SIM, DE GESTORES CAPACITADOS SIM, DE CURRICULO DEMOCÁTICO SIM, DE UMA PEDAGOGIA ESPECIFICA SIM…. ENTRE TANTAS OUTRAS COISAS

  2. Bom saber que as pessoas indígenas estão se valorizando mais ultimamente, assumindo sua origem perante a sociedade e deixando o preconceito de lado.Isso mostra que querem fazer valer os seus direitos e resgatar sua origem.

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