Bom dia, Boa Tarde ou Boa Noite caros parentes! Acompanho e participo desta rede de fieis irmãos guerreiros online e offline, tenho minhas preocupações com você pai e mãe indígena que tem seus filhos dentro de sala de aula ou dentro de uma barraca, casa de farinha, choupana, casa de pau a pique, uma palhoça, depósito ou curral como já ouve na minha aldeia, este alunos buscam os conhecimentos culturais dos não indígenas em paralelo com as culturas de suas etnias, historias, estórias, tradições de dança, canto, artesanatos, agricultura, labuta com gado, cabras, bodes…

E ser indígena é quebrar paradigmas, estereótipos e preconceitos, lutamos pelo o melhor para nossos povos, lutamos por boa terra, água, sol, bons alimentos e um bom ar, estamos errados?
Vamos lutar também por uma boa educação caros parentes lembrar que nossos filhos e nós precisamos de uma educação digna, e de qualidade de conteúdo e cultural. Seja na educação infantil, fundamental, médio, profissionalizante e universitário, veio eu apoiar este repudio dos parentes da ASSOCIAÇÃO DOS UNIVERSITÁRIOS INDIGENAS EM BRASÍLIA – ASSUIB, pois lutam e querem um Brasil Indígena melhor para todos nós. Segue abaixo Carta da ASSUIB.

Anápuáka Muniz Pataxó Hã-hã-hãe
anapuaka@indiodonline.org.br
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NOTA DE REPÚDIO
À COORDENAÇÃO GERAL DE EDUCAÇÃO DA FUNAI

Educação Superior Indígena: O descaso com os universitários

Associação dos Universitários Indígenas em Brasília – ASSUIB, com sede em Brasília, sob CNPJ: 04.357.771/0001-91, vem a público expor a situação discriminatória e vexatória em que vivem os Universitários Indígenas na Capital Federal.
Informamos que:
1. O Convênio firmado pela Fundação Nacional do Índio e Universidade de Brasília – 2004 (FUNAI/UNB), foi o resultado da demanda dos estudantes indígenas que estavam aqui em Brasília, por que a Funai, em momento algum fez algo de livre e espontânea vontade para ajudar os universitários, foi preciso críticas, sofrimento e luta para o ingresso de indígenas na Unb, portanto o mérito é todo nosso que estudamos, fizemos a prova, passamos e hoje estamos na universidade.
2. A Contrapartida da Funai é pagar a bolsa – auxilio, por que a UNB, é pública, todavia a Funai não cumpre com o devido acordo, pelo contrário, o tratamento dispensado aos estudantes é desigual, há um verdadeiro Aparte id dentro da Coordenação Geral de Educação em Brasília – onde a máxima é o seguinte: – situações iguais, tratamento diferentes, principalmente em relação aos indígenas da região Nordeste e os que os residem fora de suas aldeias, aqui em Brasília.
3. A UNB, possui o maior número de indígenas, mas a bolsa tem valores diferentes, enquanto alguns recebem R$: 900,00 ( novecentos reais) outros recebem 260,00 ( duzentos e sessenta reais), mesmo sabendo que todos passam por situações semelhantes. Alguns recebem até passagens aéreas, e outros nem terrestres a Funai que liberar e para retornar de suas aldeias? A situação é pior, porque as Administrações Regionais não dispõe de recursos financeiros.
4. Enquanto alguns indígenas estudam em período noturno, fazem estágios e moram em cidades satélites ( 1 hora do centro), chegam em casa por volta de 01 da manhã e mesmo assim com todo esforço a bolsa não chega a R$: 900,00 ( novecentos reais), outros trabalham em supermercados para tentar arcar com os estudos por que a bolsa de 260,00 é insuficiente, devido o alto custo de vida. E tudo isso prejudica o rendimento dos acadêmicos que não sabem se trabalham pra comer ou estudam, e a Coordenação está pouco se importando com os problemas do alunos.

5. Por fim a CGE mandou cortar o auxilio de 6 ( cinco) estudantes arbitrariamente, sem nenhum aviso prévio. Ressaltamos que quando o indígena está com algum problema na universidade ou pessoal, imediatamente a coordenação autoriza o corte da bolsa, manda trancar o semestre, começa todo tipo de ameaça, foi o que fizeram com um indígena “portador de necessidades especiais”, onde uma das “ chefes” alegou “ que o problema dele não é mental é sim físico,” portanto, não admite que o indígena sinta dificuldades na universidade, então que abandone a faculdade e vai fazer terapia, e dê o lugar para outro, desta formou cortou todo apoio do indígena que está a 2 anos, aguardando um posicionamento da CGE.

A coordenação desconhece os princípios da isonomia, imparcialidade, especificidade e razoabilidade, temos observados a prática de uma política discriminatória, que veta, persegue, humilha, e exclui, é o abuso de poder por partes dos agentes públicos.

A Presidência da Funai tem conhecimento das dificuldades que enfrentamos, desde do ano passado foi repassado toda problemática, mas infelizmente nada foi resolvido, cada dia a situação piora, assim fica impossível concluir a graduação.

Os universitários de Brasília, passam por muitas dificuldades, que os Estados desconhece, não há um diálogo com os estudantes, não há apoio para os recém – formados, não há um bom atendimento aos indígenas, mas sim uma política de favorecimento de uns em detrimento de outros.

Diante disto à ASSUIB, repudia todo e qualquer ato discriminatório dentro da instituição. É preciso dar uma basta nisso! É preciso que a sociedade tome conhecimento das dificuldades que enfrentamos, tais como acadêmicas, financeiras, a falta de um acompanhamento eficaz, precisamos ser ouvidos, por que tudo isso tem provocado conflito entre os estudantes.

ASSUIB, exige respeito e um tratamento digno, queremos uma Educação Superior de qualidade e com igualdade a todos Universitários em Brasília e demais Estados Brasileiros.
A Educação é um direito de todos e um dever do Estado, não é um favor! Dessa forma, o art. 26 da Convenção 169 da OIT, determina que: “Deverão ser adotadas medidas para garantir aos membros dos povos interessados a possibilidade de adquirirem educação em todos o níveis, pelo menos em condições de igualdade com o restante da comunidade nacional”.

Atenciosamente,

ASSOCIAÇÃO DOS UNIVERSITÁRIOS INDIGENAS EM BRASÍLIA – ASSUIB

Brasília, 15 de março de 2008.

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14 COMENTÁRIOS

  1. Solidarizo os Acadêmicos Indigenas que estão sendo afetaDos por pessoas doentes da cabeça,e que não querem qu os mesmos crescam e tenham conhecimento pois estao futuramente ocupando os lugares de nao indigenas, pois sabem da capacidade de nossos indios que lutam para conseguir estudos com o maior sacrificio, infelizmente é triste ver um órgão cridado para ajudar os academicos, e agora temem que estes tirem o caixa 2 dos que trabalham na suposta que se diz a favor dos indios FUNAI……

  2. Quero agradecer à todos os parentes indígenas e universitários que estão solidários a luta dos estudantes, seja ele de Brasilia ou não!A Educação Superior para indígenas, ainda é um problema a ser solucinada pelo poder público brasileiro, por que a problemática não é só o ingresso, mas também a permanência, o acadêmico indígena precisa do apoio pedagógico, financeiro, psicológico e familiar e também é preciso o apoio do movimento indígena para precionar as autoridades na forma de obter mais recursos para a educação. O universitário indígena precisa de apoio antes, durante e depois da formação, para que possamos ser profissionais qualificados e respeitados seja dentro da comunidade indígenas ou fora, na socieda não indígena. Desde já em nome da ASSUIB,agradeço imensamente o apoio a nossa luta. Obrigada!E contem conosco!!!!
    Abraços!

  3. Como a Diretora da ASSUIB, VEJO QUE A PERMANENCIA NA UNIVERSIDADE É COMPLICADO PRINCIPALMENTE PARA INDIOS, QUE SÃO HUMILDES E CARENTES EM APOIO TANTO EMOCIONAL, FINANCEIRO E AINDA SOFREM COM ESSA DISCRIMINAÇÃO E RACISMO,SAIU A NOTA DA OEA SOBRE A QUESTÃO INDIGENA QUE A FUNAI DÁ POUCA IMPORTANCIA PARA OS MESMOS, CADE A PARTICIPAÇÃO DE ESTUDANTES QUE NAO IMPORTA DE ONDE SEJE E DE ODNE ESTEJE, É INDIO DO MESMO JEITO!!! ACADEMICO OU NÃO, NUNCA VÃO DEIXAR DE SER INDIOS! É VERGONHOSO SABER QUE PESSOAS USAM E ABUSAM DO PODER DE CARGOS GOVERNAMENTAIS PARA QUEREM HUMILHAR ESTES QUE LUTAM E BUSCAM MOSTRAR PARA O PAIS E AFORA QUE PODEM FALAR POR SI MESMO, E SÃO CAPAZES DE ESTAR LÁ NA FRENTE , A ASSUIB ESTA DE PARABÉNS POIS MOSTROU A INDIGNAÇÃO, AGORA ESTAREI APOIANDO A ASSUIB COMO ACADEMICA, SE FOR PRECISO ESTAREMOS LÁ NO CONGRESSO PARA MOSTRAR A REALIDADE PARA NOSSOS DEPUTADOS, PARA QUE POSSAMOS CRIAR MEDIDAS PARA QUE ESTES INDIOS NAO IMPORTA DE ONDE SEJE, MAS QUE SEJE DEMOCRATICO A QUESTAO DE BOLSA DE ESTUDOS , POIS TODOS SÃO IGUAIS PERANTE A JUSTIÇA AS DIFICULDADES SÃO AS MESMAS PARA TODOS, HÁ FUNDOS PARA ESSA QUESTÃO!! O PROBLEMA É QUE OS ACADEMICOS PARECE QUE SÃO A DESTRUIÇÃO DOS FUNCIONARIOS DA FUNAI!!!!VEJAM BEM!!!! SE FUNCIONARIOS PUBLICOS SÃO PAGOS PARA FAZEREM MESTRADO E POS GRADUAÇÃO, PORQUE NAO CEDER ESTAS PARA OS INDIGENAS QUE SÃO POBRES E NÃO SÃO FUNCIONARIOS PÚBLICOS!!! UMA VEZ QUE MUITOS FUNCIOANRIOS SÓ SE BENEFICIAM DO DINHEIRO PUBLICO E TEM UM PÉSSIMO ATENDIMENTO, DEVERIA SE CRIAR JUNTO A ONU E OEA, UM ENCONTRO DE ACADEMICOS COM O SEGUINTE TEMA” DESAFIOS E PROBLEMATICAS PARA INDIGENAS DISCRIMINADOS FORA DA ALDEIA..LEMBRANDO QUE AS DIFICULDADES SÃO AS MESMAS !!!”
    AGRADEÇO ……

  4. MANIFESTAÇÃO

    Viemos a público manifestar nosso desacordo com a “nota de repúdio” dirigida à Coordenação Geral de Educação em 15 de março de 2008. Ressaltamos que os trabalhos dessa Coordenação são realizados segundo o rigor dos preceitos das leis que orientam o serviço público e a conduta dos seus servidores são pautados nos mais altos princípios éticos e profissionais. O apoio e o acompanhamento aos estudantes indígenas são realizados por essa Coordenação de forma sistemática e transparente, visando valorizar os estudantes empenhados em sua formação, a partir de critérios específicos e análise sócio-econômica detalhada. Dessa forma, colocamo-nos a disposição de todos para quaisquer esclarecimentos e, mais uma vez, condenamos as acusações levianas que nos foram dirigidas, na certeza de que elas não refletem o pensamento geral dos estudantes assistidos por essa CGE.

    Coordenação Geral de Educação – FUNAI

  5. Essa é a nossa problemática, enfrentada no dia a dia, nas Universidades. Foi preciso implantar a política afirmativa das cotas, para sermos incluídos nas Faculdades, e percebermos, o quanto é grande a nossa exclusão.
    Não basta somente, abrir portas, se o que encontramos lá é um vazio enorme. Perfeita às palavras da Diretora da ASSUIB, quando ela diz: “A Educação Superior para indígenas, ainda é um problema a ser solucionada pelo poder público brasileiro, por que a problemática não é só o ingresso, mas também a permanência, o acadêmico indígena precisa do apoio pedagógico, financeiro, psicológico e familiar e também é preciso o apoio do movimento indígena para pressionar as autoridades na forma de obter mais recursos para a educação. O universitário indígena precisa de apoio antes, durante e depois da formação, para que possamos ser profissionais qualificados e respeitados seja dentro das comunidades indígenas ou fora, da sociedade não indígena”.
    Encontramos nas Universidades, um saber científico mercadológico, pessoas são preparadas para se tornarem máquinas pensantes para o Sistema Capitalista, que contraria nossa filosofia de vida. Tudo cheira a posse, e lucro, e o individualismo assolando às nossas mentes. É o epistemicídio presente nas Universidades, comentado pelo Sociólogo do Direito, Boaventura de Sousa Santos.
    A FUNAI, instituição responsável pela nossa proteção (motivo relevante, para que a mesma cumpra sua finalidade, pegar os critérios específicos e sócio-econômico de cada indígena e levar ao conhecimento do MPF), está com seu orçamento defasado, precisando de uma reestruturação urgente. Faz-se em caráter emergencial: lideranças indígenas, estudantes universitários indígenas, FUNAI e GOVERNO, sentarem para discutirem nossas demandas, é preciso ouvir cada caso, e avaliar cada ponto apresentado. Cada dia, que se passa, nossa situação se agrava mais, é uma bomba relógio. Não sabemos, quantos indígenas estão hoje, em Universidades, e quanto é o valor destinado à manutenção dos mesmos, e que critérios são utilizados ao ratearem esse valor. Se o critério utilizado, é o que a Coordenação afirma, de que forma, juntos, podemos encontrar à saída. Sabemos que às leis não garantem nossos Direitos, e, além disso, não é legitimada pelo nosso Povo, somos sim, obrigados a aceitar.
    Quanto aos estudantes, que não expressam esse nosso sentimento, como afirma a Coordenação, melhor para eles, que provavelmente, não são originários de territórios espoliados pela exploração predatória praticada pelos fazendeiros, ou não demarcada e, que ainda não transformaram sua força de trabalho em mercadoria. E, não são arrimo de família, que precisam dividir o pouco que ainda nos restam, mesmo assim, deixamos para trás nossas dificuldades, e viemos buscar novos conhecimentos, necessários à nossa luta, com a finalidade de adquirirmos autonomia, e não mais precisar mendigar do governo.
    Hoje, estou em Salvador, cursando o segundo semestre de Direito na UFBA, curso bastante caro, devido os livros utilizados, impossível um operador, ou cientista do Direito sem livros, e, recebo a quantia de R$300, 00, mensais. Salientando, que é uma capital com custo de vida equiparado ao de Brasília. No total, somos aqui três indígenas acadêmicos em Direito, na mesma situação. Sendo, que um recebe R$ 400, 00, quantia também, insignificante diante dos obstáculos. Hoje, somos no total de 12 indígenas, aqui em Salvador, vivendo, que só O Grande Espírito, sabe como!
    É preciso, que toda sociedade brasileira, tome conhecimento para onde estão indo os recursos pagos através do “culto dos impostos”. Será, que os recursos destinados a Educação Indígena Superior, também, estão servindo para custear luxo e orgias? E, antes de chegar ao Setor responsável, toma outros rumos?
    A Nação Brasileira dorme demais…!

  6. Gostei muito, estou de acordo e apoio a nota de repúdio ao Departamento de Educação da Funai de Brasilia. Eu como estudante de direito da Universidade de Brasilia – Unb venho a público fazer tambem meu manifesto que tenho passado por inúmeras dificuldades desde que ingressei no curso, entre elas,falta de apoio pedagógico e, principalmente financeira. Tenho pedido materiais, como xerox, códigos e livros emprestados a colegas de aula devida falta de condições para comprar. Como estudante que frequenta Seminários, faz pesquisas de campo, conviver no meio acadêmico com trajes e vestimentas precárias é constrangedor, mesmo porque uma bolsa de 260,00 não dar nem para comprar um código ou um livrinho no Cebo(livraria onde vende-se livros usados e, muitas vezes, arcaicos). Tenho feito várias cartas expondo motivos e todas elas indeferidas aleagando. como se coubesse somente a mim, assim com tenho tentado fazer, arcar com parte das despesas acadêmicas. Não estou querendo viver às custas de bolsa, mas tenho a plena consciência do que foi firmado no convênio entre Funai e a universidade_Unb e que é um direito meu requerer igualdade, pois todos tem as mesmas necessidades e os mesmos direitos que os outros. Eu sou a pessoa que estava trabalhando num supermercado para o meu sustento, mencionada na carta de repúdio da Assuib, mas tive que sair do emprego para pegar matérias no periodo da manhã, mesmo sabendo que passarei por dificuldades novamente. Para concluir, agradeço aos parentes quando se manifestam a repeito, como tambem acho que devemos mesmo ir além dos nossos comentários aqui neste espaço.
    Abraços a todos, e vamos participar!!

  7. Mais uma vez, infelizmente as noticias são horrorozas e vergonhosas para uma
    Instituição criada para “…Dar assistência ao indio, defender e resguardar os direitos e beneficios aos indigenas ..” Porque fazem questão de criticar, rebaixar e noticiar informações ruins , ao invés de AJUDAR, DEFENDER E FAZER O SEU VERDADEIRO PAPEL PARA QUAL FORA CRIADA!!!!COMO BEM SABEMOS PARENTES E ACADEMICOS E AOS NÃO IDNIGENAS!!!! cadê o Dinheiro público que é destinado a educação superior indigena, que esta sendo gasta com luxurias de funcionarios públicos, cadê as portas abertas de setores que é para funcionar normalmente , mas que quando chegamos na RENOMADA, Funai, as portas estão fechadas, e realmente muitos parentes se calam pois com todo respeito!! tem medo de perder seus cargos, ou tem rabo preso , pois recebe tratamento VIP , informo e declaro como acadêmica , DIFICULDADES , é igual para todos os academicos, como pode um estudante se manter se tem grade curricular aberta, como pode este trabalhar e se MANTER estudando, cade aS POLITICAS DE AFIRMAÇÕES PARA OS INDIGENAS, QUE NUNCA SÃO CHAMADOS PARA SEREM OUVIDOS , PARA QUE SE CRIE AFIRMAÇÕES PARA MELHOR PERMANENCIA, TUDO ISSO PARENTES , COMO DIZ O NOSSO PARENTE TUPINAMBÁ!! ESTUDO É UM DIREITO E NÃO ESMOLA, RESSALTANDO QUE SE EXISTE UM DETERMINADO SETOR É PORQUE HÁ DEMANDAS E SE O GOVERNO CRIA ESSE SETOR É PORQUE TEM VERBA, E SE TEM ALGUEM NEGANDO , DISCRIMINANDO , RACISTA É PORQUE TEM COISA AI!!! bom meus caros companheiros de estudos!!!! estou a disposição para reunirmos como fora conversado com a Patricia para pedirmos TRANSPARENCIA ,E QUE TAL PEDIRMOS TAMBEM UMA AUDITORIA , PARA NOSSO SETOR QUE É TOTALMENTE TRANSPARENTE, E QUE QUEM SOFRE SOMOS NÓS ESTUDANTES QUE PASSAMOS POR SITUAÇÕES CONSTRANGEDORAS,E FINANCEIRAS, E NAÕ DEVEMOS NOS CALAR DIANTE DE PESSOAS INCOMPETENTES EMOCIONALENTE E MORALMENTE PARA QUE NOS POSSA ENTENDER AS NOSSAS DIFICULDADES, QUE QUEM PASSA POR TAIS SOMOS NÓS!!! QUE SE BRIGAMOS É PORQUE NADA ESTA BEM!!! VAMOS APROVEITAR ESSE MÊS DE ABRIL ONDE É VOLTADO PARA O MÊS DO INDIGENA!!!!!!!!!!!! E VIVA A DEMOCRACIA E A IGUALDADE , TEMOS CABEÇAS BRILHANTES QUERENDO TRABALHAR REALMENTE EM PROL DOS ESTUDANTES INDIGENAS, BASTA DAR OPORTUNIDADE PARA ESTES QUE LUTAM PELA IGUALDADE !!!!!!!!!

    MEMBRO DA ASSUIB-

  8. Sou indigena, membro da etnia Ticuna do Alto Solimões estado do Amazonas, atualmente moro em Brasilia DF, por questões de estudo. Sou estudante de administração de uma universidade particular, faço trabalho voluntario numa ong. O pouco que recebo invisto na mensalidade de meu estudo. Consciente da minha dificuldade procurei o departamento de educaçaõ da FUNAI, que até o momento não me deram nenhuma resposta.
    Eles possuem uma atitude dominante e paternalista acham-se no poder de decidir pelos indigenas, prova disso é a maneira como definem os cursos que os estudantes indigenas devem realizar na UNB. Não são humildes em perguntar dos indigenas quais são os cursos que a sociedade indigena precisa.Vejo isto como um desrespeito a consciencia indigena. Isto tem que acabar. Chega de sermos manipulados. tambem sou membro da ASSUIB e meu compromisso é continuar a lutar pelos direitos nossos. Peço que todos os indigenas academicos, lideranças tradicionais e indigena de modo geral nos unamos pois somente assim poderemos quebrar os paradigmas que muito atrapalha nossos interesse.
    Eli ticuna.

  9. Companheiros e Companheiras, sou indigena Tupinikim moro na aldeia de Caieiras velhas – Aracruz-ES, e tambem sou universitário, estudo na UENF-RJ, faço o curso de Agronomia. Sempre trabalhei prestando serviço voluntário e comunitário em minha aldeia, atuando como Técnico Agrícola nos projetos de alta sustentação, e neste ano resolvi me aperfeiçoar mais na minha área e desde do início pedi uma ajuda de custo á FUNAI, uma vez que tenho que morar no RJ para estudar, mas infelizmente dispuseram foi um valor que não dá nem pra comer, não sei como vou proceguir daqui em diante, pois alegam que não tem recursos mas o que nós vimos todos anos é que o Ministério da Educação repassa a FUNAI um quantia significante DESTINADO à educação, e a mesma não gasta nem a metade, o que dava para manter todos estudantes indigenas que estudam distante de seua comunidade, então todo fim de ano ela devouve a verba, e nos parentes passando necessidades em nossos estudos, talves eles não querem que nos progredimos. Isto não pode acotecer companheiro enguanto tem poucos comendo muito, e muitos,comendo pouco, como é o caso do Pessoal do Convenio com a UNB (Bolsa de estudos). Por isso apoio, e estou disposta a lutar juntos parentes pois só assim conseguimos atingir nossos objetivos, então o que fazer, aonde estão os nossos direitos?????

  10. olha sou indígena,morro na aldeia de Cacique Doble,no estado do rio grande do sul,estou cursando odontologia na universidade federal do rio grande do sul-UFRGS e comigo são mais 18 indígenas,todos morramos na casa do estudante da ufrgs,estamos passando muitas dificuldades,todas essas relatadas pelos companheiros universitários indígenas(transporte até os campus,alimentação,vestuarios,material didatico,adaptação em Porto Alegre,adaptação com pessoas diferentes de nós,a maioria são de classe alta,além das dificuldades dos cursos).a Ufrgs começou esse programa em 2008,disponibilizando 10 vagas para os indígenas,em vários cursos(odonto,medicina,emfermagem,agronomia,jornalismo,historia,letras,direito,pedagogia,nutrição)essas vagas são abertas todos os anos,e nós disputamos entre os varios indígenas das varias aldeias aqui do sul,quem vai ocupar essas vagas,num vestibular diferenciado.Mas,olha só!a FUNAI não está nem aí pra nós,não nos ajuda em nada,nem sequer com passagens para podermos voltar para as nossas aldeias,nem com o minimo que fosse por exemplo uma cesta básica.Nós já procuramos ela várias vezes,suplicamos ajuda,mas nada!sempre a velha disculpa não tem recursos,a funai tá quebrada,não tem dinheiro nem pra pagar a luz,é um choro só!chega até da dó eh,eh,eh…tádinho.Deixando a ironia de lado,a coisa tá muito complicada pro nosso lado,é lamentável,mas já tem colegas meus trancando a faculdade,por questões financeiras,acho que é isso que a toda poderosa FUNAI quer.A FUNAI tá de palhaçada com agente,porque ajuda uns, e outros não,afinal somos todos índios,queremos estudar,queremos um futuro melhor para as nossas comunidades indígenas,somos guerreiros,à quinhentos anos atráz tentaram a nossa extinção,não nos entregamos,sobrevivemos ao massacre,estamos em pé,fortalecidos com a nossa cultura,com nossos conhecimentos,isso ninguem nos tira,vai passar pros nossos filhos,e assim por diante.Vamos nos unir indígenas universitários,colegas que sofrem nas universidades em todo o Brasil,em busca dos nossos direitos.Um abraço à todos e aguardo resposta da FUNAI.Kaingang Thê!

  11. olha sou indígena,morro na aldeia de Cacique Doble,no estado do rio grande do sul,estou cursando odontologia na universidade federal do rio grande do sul-UFRGS e comigo são mais 18 indígenas,todos morramos na casa do estudante da ufrgs,estamos passando muitas dificuldades,todas essas relatadas pelos companheiros universitários indígenas(transporte até os campus,alimentação,vestuarios,material didatico,adaptação em Porto Alegre,adaptação com pessoas diferentes de nós,a maioria são de classe alta,além das dificuldades dos cursos).a Ufrgs começou esse programa em 2008,disponibilizando 10 vagas para os indígenas,em vários cursos(odonto,medicina,emfermagem,agronomia,jornalismo,historia,letras,direito,pedagogia,nutrição)essas vagas são abertas todos os anos,e nós disputamos entre os varios indígenas das varias aldeias aqui do sul,quem vai ocupar essas vagas,num vestibular diferenciado.Mas,olha só!a FUNAI não está nem aí pra nós,não nos ajuda em nada,nem sequer com passagens para podermos voltar para as nossas aldeias,nem com o minimo que fosse por exemplo uma cesta básica.Nós já procuramos ela várias vezes,suplicamos ajuda,mas nada!sempre a velha disculpa não tem recursos,a funai tá quebrada,não tem dinheiro nem pra pagar a luz,é um choro só!chega até da dó eh,eh,eh…tádinho.Deixando a ironia de lado,a coisa tá muito complicada pro nosso lado,é lamentável,mas já tem colegas meus trancando a faculdade,por questões financeiras,acho que é isso que a toda poderosa FUNAI quer.A FUNAI tá de palhaçada com agente,porque ajuda uns, e outros não,afinal somos todos índios,queremos estudar,queremos um futuro melhor para as nossas comunidades indígenas,somos guerreiros,à quinhentos anos atráz tentaram a nossa extinção,não nos entregamos,sobrevivemos ao massacre,estamos em pé,fortalecidos com a nossa cultura,com nossos conhecimentos,isso ninguem nos tira,vai passar pros nossos filhos,e assim por diante.Vamos nos unir indígenas universitários,colegas que sofrem nas universidades em todo o Brasil,em busca dos nossos direitos.Um abraço à todos e aguardo resposta da FUNAI.Kaingang Thê!

  12. olha sou indígena,morro na aldeia de Cacique Doble,no estado do rio grande do sul,estou cursando odontologia na universidade federal do rio grande do sul-UFRGS e comigo são mais 18 indígenas,todos morramos na casa do estudante da ufrgs,estamos passando muitas dificuldades,todas essas relatadas pelos companheiros universitários indígenas(transporte até os campus,alimentação,vestuarios,material didatico,adaptação em Porto Alegre,adaptação com pessoas diferentes de nós,a maioria são de classe alta,além das dificuldades dos cursos).a Ufrgs começou esse programa em 2008,disponibilizando 10 vagas para os indígenas,em vários cursos(odonto,medicina,emfermagem,agronomia,jornalismo,historia,letras,direito,pedagogia,nutrição)essas vagas são abertas todos os anos,e nós disputamos entre os varios indígenas das varias aldeias aqui do sul,quem vai ocupar essas vagas,num vestibular diferenciado.Mas,olha só!a FUNAI não está nem aí pra nós,não nos ajuda em nada,nem sequer com passagens para podermos voltar para as nossas aldeias,nem com o minimo que fosse por exemplo uma cesta básica.Nós já procuramos ela várias vezes,suplicamos ajuda,mas nada!sempre a velha disculpa não tem recursos,a funai tá quebrada,não tem dinheiro nem pra pagar a luz,é um choro só!chega até da dó eh,eh,eh…tádinho.Deixando a ironia de lado,a coisa tá muito complicada pro nosso lado,é lamentável,mas já tem colegas meus trancando a faculdade,por questões financeiras,acho que é isso que a toda poderosa FUNAI quer.A FUNAI tá de palhaçada com agente,porque ajuda uns, e outros não,afinal somos todos índios,queremos estudar,queremos um futuro melhor para as nossas comunidades indígenas,somos guerreiros,à quinhentos anos atráz tentaram a nossa extinção,não nos entregamos,sobrevivemos ao massacre,estamos em pé,fortalecidos com a nossa cultura,com nossos conhecimentos,isso ninguem nos tira,vai passar pros nossos filhos,e assim por diante.Vamos nos unir indígenas universitários,colegas que sofrem nas universidades em todo o Brasil,em busca dos nossos direitos.Um abraço à todos e aguardo resposta da FUNAI.Kaingang Thê!

  13. Sou indigena da tribo Ticuna, moro na Aldeia de Feijoal,Estado do Amazonas.Estou cursando a área de pedagogia na Universidade do Estado do Amazonas-UEA,na cidade de Tabatinga, que fica localizado a 235 quilometro da nossa comunidade, ou seja,12 horas de viajem de barco.Comigo moram mais cinco pessoas que cursam diferentes áreas(matemática,biologia geografia,e letras).Desde na nossa chegada aqui na cidade não fomos bem recebidos pela funai,nos mandou dormir em uma sala de depósito de materiais num prazo de quinze dias,para que ele(o administrador) pode procurar aluguel para nós ficarmos.Desde então, a funai já não se preocupou com nós,enviamos vários documentos, pedindo ajuda para a bolsa de estudo,alojamento e alimentação, mas falou que não tem recursos pra isso.Até ele nos expulsou na funai por causa disso,e hoje estamos passando dificudades não temos casa para morarmos,alimentação e bolsa de estudo para nos mantermos até o final de nosso estudos, pois ninguém nos ajudou e nossas familias estão longe.A funai dita como protetora da educação indigenas onde está agora? É um absurdo(melhor não existir),pois quando chega nas reuniões eles discutiam vários assuntos sobre a “educação indigenas”,mas isso é só na “BOCA”, mas nunca foi cumprido.Por isso colegas universitários indigenas de todo Brasil vamos unir em busca de nossos direitos,por que somos guerreiros e nunca deixaremos quem somos.Espero que a funai atendesse o nosso pedido com urgência e aguardo a sua resposta.Um abraço à todos vocês.Efraim Thiago.

    efraymthiago@.com

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