Por: Vilma Almendra

Com o calor da cordialidade e alegría do senhor Rosalvo Araujo, sua famlía e seus vizinhos, nos encontramos na aldeia Tupã, para levar a palavra do povo Nasa e escutar aos Tupinambá de Olivença.

“Sejam bemvindos, eu sempre vou receber a vocês com os braços abertos. Eu gosto que vocês não se esquecem da gente”, com essas palavras nos recebeu o senhor Rosalvo, pois também fomos com pessoal que está participando nas aulas da Oca Digital em Olivença.

Assim como na aldeia Tucum apresentamos uma breve resenha de nosso processo político organizativo e das lutas desde Colombia. Nesta oportunidade, também assistimos o documentário: “Pais dos Povos sim Donos”, imagens da grande mobilização indígena e popular feita no 2009, no marco da Mutirão de Resistência Social e Comunitária. Documentário que mostra o trabalho prático dos tecidos de vida do movimento indígena do Cauca (Povo e Cultura, Defensa da Vida, Justiça e Harmonia, Econômico Ambiental e Comunicação para a verdade e a vida), onde a organização e a capacidade política de um povo  é mais forte que as balas e a agressão do governo de Álvaro Uribe Vélez.

Um povo em pé de consciência que não só procura reivindicar seus direitos fundamentais, senão que exige a transformação do Projeto de Morte do governo das transnacionais em muitos Planos de Vida para a liberdade dos povos indígenas, camponeses, negros e todos os povos que sofrem a agressão do sistema econômico. O Povo Nasa junto com outros povos indígenas e movimentos sociais e populares do país se levantarsm com esta palavra: Não aos “Tratados de livre comercio” para favorecer ao modelo econômico transnacional; Não ao terror e a guerra implantada em nossos territórios para nos deslocar; Não á legislação de despejo para explorar nossa Mãe Terra;  Exigimos que o governo cumpra seus deveres e compromissos com todos os povos; Propomos começar a caminhar uma agenda de unidade com todos os setores do pais.  Depois de nossa fala, o parente Joel Braz, indígena Pataxó, também compartilhou a palavra de sua luta, sofrimento, persecução, resistência e recuperação de seu território. Igualmente, Guarauna Tupinambá, mostrou o trabalho que ele vem fazendo com a comunicação interna nas aldeias.

“Eu nunca escute da luta do povo Nasa. Mas acho que essa longa resistência hoje da lições importantes para nossos povos”, expressa Joel Braz, quem também conta histórias dos Pataxó para que fique na memória dos Tupinambá. Agrega que assim como as formigas estão juntas construindo seus formiguemos, assim temos que fazer todos os povos indígenas para defender nossos direitos. Ao mesmo tempo, Guarauna Tupinambá diz que: “estamos tecendo comunicação entre o povo Tupinambá, Colombia e povo Pataxó de Porto Seguro”.

As falas de todos foram ótimas para continuar ratificando que os esforços, lutas e sonhos são os mesmos: viver em paz com nossa Mãe Terra. Nesta visita a maior participação foi dos garotos Tupinambá.  “Estou muito agradecido  por esse trabalho que estão fazendo: escutando nossa dor para mostrar em outros países, e trazendo seus sofrimentos para nós. Mas por isso não estamos tristes. Ficamos contentos”. Com essas palavras o senhor Rosalvo fechou o encontro na aldeia Tupã.

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1 COMENTÁRIO

  1. LIndo titulo!
    Bela mensagem!
    É com a alquimia da vida, com o sopro divino, que os indígenas resistem, transformam as dificuldades, transcendem, se convertendo em mestres de alegria.
    Valeu Vilma!
    Valeu Povos indígenas por tantos e importantes ensinamentos.

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