Esperamos uma grande conquista, e já faz muito tempo que temos a esperança de que essa conquista não se protele mais, pois depois que voltarmos para nossa terra teremos outra grande luta pela frente. Essa luta nos fará lembrar do nosso passado à muitos anos atrás, pois, quando chegarmos em lugares onde encontrávamos lindas matas antes dos fazendeiros nos roubarem, só veremos um tapete de capim (pasto) do qual os fazendeiros cuidam como se fosse grande coisa

Talvez pensem que somos assim e não entendamos seu trabalho

com a terra por sermos selvagens e ignorantes que de nada entendemos. Antes de nos roubarem as nossas florestas elas eram exuberantes, mas hoje só vemos clarões de destruição, é possível que só vejamos isso por sermos selvagens que não compreendem o progresso, mas esse é o nosso jeito.

Para nós as florestas nos proporcionam muito mais que uma sombra. Elas nos acolhem como pois somos parte delas. As arvores podem nos alimentar e nos proporcionar uma orquestra musical, pois é delas que tiramos frutos e é onde habitam os pássaros que parecem nos encantar com musicas para nossos olvidos. É entre as árvores onde habitam os espíritos de nossos antepassados.

Por isso temos que preservar o que restou de nossas matas. Do alto das nossas montanhas cobertas de matas brota águas cristalinas que nos mata a sede. As cigarras passam parte de sua vida embaixo da terra só vão para a superfície na época de reprodução e aparecem na floresta, preenchendo nosso espaço com sua musica. Pela manhã contamos com a ajuda dos pássaros que nos acordam para vida

Conseguem imaginar perder isso? Os não índios preferem ser acordados por uns besouros gigantes de cores variadas, com olhos que nos parecem chamas de fogo passando em frente a suas casas fazendo barulho e poluindo o ar. Mas talvez pensemos assim por sermos selvagens e ignorantes que de nada entendemos. Mas nós índios temos que preservar o que nos resta de nossa natureza e fazer a nossa parte no mundo.

Vamos cumprir com nosso dever não desmatando nossas florestas que é o habitat de muitos animais. Se abandonarmos isso estaremos deixando para traz o que nos caracteriza como povo na relação com a natureza. Mas se cada um de nós fizer sua parte já vai ser bom, talvez não seja suficiente, mas pelo menos teremos tentado. Sei que nós indígenas teremos muito trabalho para recuperar a vida em muitos lugares que foram destruídos em nossa aldeia, mas nós sabemos que não vamos conseguir sobreviver em uma terra estéril. Então vamos cuidar do que nos resta.

Que a natureza que nos resta venha nos permitir ver nossos filhos e netos crescerem saudáveis e felizes. Preservando a natureza estaremos nos preservando também. Pode ser que os não índios não dêem o mesmo valor que nós indígenas damos a nossa mãe terra, mas se entrarmos no mesmo processo dos não índios estaremos abandonando nossa harmoniosa relação com nossa mãe e a tratando com o mesmo desrespeito que tanto criticamos.

clairetupinamba@hotmail.com
Olinda Muniz

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6 COMENTÁRIOS

  1. Sua matéria estálinda, parabéns!
    Me lembrou uma carta famosa que apesar de ter sido escrita antigamente, é ainda muito atual.Em 1854, o Governo dos Estados Unidos tentava convencer o chefe indígena Seattle a vender suas terras. Como resposta, o chefe enviou uma carta ao Presidente Franklin Pierce, e quero postar aqui alguns trechos desta carta, onde ele diz:
    “A límpida água que percorre os regatos e rios não é apenas água, mas o sangue de nossos ancestrais. Se vos vendermos a terra, tereis de lembrar a nossos filhos que ela é sagrada, e que qualquer reflexo espectral sobre a superfície dos lagos evoca eventos e fases da vida do meu povo. O marulhar das águas é a voz dos nossos ancestrais.

    Os rios são nossos irmãos, eles nos saciam a sede. Levam as nossas canoas e alimentam nossas crianças. Se vendermos nossa terra a vós, deveis vos lembrar e ensinar a nossas crianças que os rios são nossos irmãos, vossos irmãos também, e deveis a partir de então dispensar aos rios a mesma espécie de afeição que dispensais a um irmão.

    Nós mesmos sabemos que o homem branco não entende nosso modo de ser. Para ele um pedaço de terra não se distingue de outro qualquer, pois é um estranho que vem de noite e rouba da terra tudo de que precisa. A terra não é sua irmã, mas sua inimiga, depois que a submete a si, que a conquista, ele vai embora, à procura de outro lugar. Deixa atrás de si a sepultura de seus pais e não se importa. A cova de seus pais é a herança de seus filhos, ele os esquece. Trata a sua mãe, a terra, e seus irmãos, o céu como coisas a serrem comprados ou roubados, como se fossem peles de carneiro ou brilhantes contas sem valor. Seu apetite vai exaurir a terra, deixando atrás de si só desertos. Isso eu não compreendo. Nosso modo de ser é completamente diferente do vosso. A visão de vossas cidades faz doer aos olhos do homem vermelho. Para ler a carta toda acesse http://www.ufpa.br/permacultura/carta_cacique.htm

  2. O mal que foi feito é verdade, foi enorme. Aos índios, às matas, aos rios, ao ar, à terra. Muito está já embebido no veneno da poluição. Entretanto, e felizmente, tal mal não é de todo irreversível como pode parecer. Mesmo a imponente ilha de Krakatoa no Oceano Pacífico, ao ser completamente devastada pela fúria em chamas de um grande vulcão, pode das cinzas renascer com todo o esplendor da forças naturais, e em um espaço de tempo relativamente curto, cabe dizer. Áreas devastadas também podem – e devem – ser reflorestadas, com toda a riqueza de seu ecossistema inclusive, mediante esforço e dedicação. Só é necessário para isto que tome consciência nítida a humanidade como um todo de sua necessidade. A consciência de que existe um saber da mística da terra, que deve ser resgatado. O reconhecimento da existência de uma percepção panorâmica de vida, não individualista, mecânica, ou massificada mas criadora de uma sociedade humana ainda que coletiva, plural, e em comum acordo com o cosmos que nos cerca.

    Já nos feriram muito as devastações, de nós já esvaiu muito sangue, de todas as partes – e que no fundo são pequenos todos. É hora de paz. É hora de comunhão. Precisamos todos nos unir para salvar nosso planeta. Ou então não serão apenas os “ameríndios” os dizimados – como já o foram muitas etnias, mas sim toda a raça humana. Ou teremos de nos tornar meros arremedos de baratas, filhos do escroto, para suportar o calor e a putridão do planeta Terra nos próximos séculos. Seremos apenas uma piada darwiniana, de macabro humor e em reduzida proporção numérica. Exemplares do que de pior haverá na história da evolução do planeta.

    São catástrofes atrás de catástrofes. E certos governos ainda insistem em não admitir sequer a conclusão de que a poluição afeta o planeta e promove sua destruição. E pior, são estes mesmos governos os detentores do chamado “poder global”, donos de mega-arsenais de destruição, e que não titubeiam ao conclamar a força das armas para defender seus “pontos de vista”.

    Mas ainda há tempo, e há também o que mais pode nos encher de esperança: vontade de mudar o rumo dos acontecimentos, por parte de uma minoria é verdade, mas que vem crescendo a cada dia. Se cada um que toma consciência, adquire vontade de conscientizar outros e o faz, logo esta minoria se torna tão notável que abarca cada vez mais fragmentos da maioria, e transfigura-se nesta última, com efeito. O que se dá hoje é uma grande revolução. Temos a fantástica oportunidade de tornar nossa época na verdadeira Era de Ouro da Civilização Humana. E não só a oportunidade, mas o dever de fazê-lo. E quando se refere aqui a uma Era de Ouro, não se alude ao valor econômico do metal, mas antes alude-se ao brilho que ele traz. À sua luz. À luz que evoca a razão e a paz. Ao compreendimento de que é possível mudar. É possível seguir novos rumos. Novas óticas. E nisto, a ótica indígena é o valor que a humanidade procura, embora muitas vezes não o enxergue, e em outras negue-se – por puro pré-conceito – a reconhecer. E é aí que encontramos nossa tarefa, tanto índios como não-índios, tanto gente de aldeias quanto das cidades. Tanto setores defensores do meio ambiente quanto o próprio setor industrial. Precisamos encontrar alternativas de vida. Precisamos elaborar visões críticas e mais holísticas do que nos cerca. Precisamos abrir nossos olhos, quebrar as amarras dos preconceitos, dialogar, nos unir, nos organizar, debater e expor nossos debates livremente. É hora de reforçarmos o valor da dialética. É hora de a sociedade massificada ensinar aos índios os meandros da imensa força de expressão e divulgação das idéias que ela construiu, e do índio ensinar à mesma sociedade os valores que ele aprendeu através de seus ancestrais, a antiga mística perdida do religare como o cosmos, o reconhecimento de valores extra-econômicos, extra-temporais, pois é isso que o “homem branco” busca hoje. Que são núcleos como o Greenpeace – que crescem a cada dia – senão a descoberta – apenas parcial – e a busca por aquilo que o índio já sabia desde muito antes da chegada do europeu em nosso continente? Que valor mais nobre pode o homem resgatar – em tempos que tanto se fala em ecologia e ambientalismo – que o de reconstruir o paraíso vislumbrado, o éden perdido que os navegadores do século XV e XVI, atônitos, enxergaram nas Américas, ao despencarem de suas naus? Há cerca de vinte ou trinta anos, ninguém discutia sobre causas ambientais! Veja-se o que temos hoje! São tais causas as mais debatidas, as tidas por mais urgentes, as mais ardentes!

    Este é o momento. E se este não o for, não o será em outro, devido à iminência do perigo que se aproxima. Os desertos de que nos fala o ilustre chefe Seattle citado acima já estão aí, desde muito. Não há mais como protelar a escolha. Ou aprendemos a viver de outra forma ou desapareceremos.

    O índio tem no conhecimento da natureza seu principal aliado. São os índios, os maiores doutores naturais em botânica e biodiversidade do planeta. São grandes engenheiros florestais pelo seu convívio com a natureza e exímias etnias – no quesito sobrevivência – apresentam pelo notável esforço de sobrevivência e manutenção que fazem de sua cultura. É espantoso notar que tais culturas tenham conseguido subsistir – ainda que parcamente, e não sem prejuízo da perda de grande parte de seu panteão – ao contato com a “civilização”, chegando-nos aos dias atuais, quando a humanidade mais precisa da reavivação de tais culturas e respectivas óticas que sustentam. É preciso fazer notar ao “homem branco” – mas não só a ele, bem como ao negro, ao árabe, ao judeu e à toda a humanidade – que o conhecimento indígena é a via de acesso à manutenção sustentável da vida no Planeta Terra. O índio é o grande ambientalista, o grande ecologista do mundo. Ele é pois, a gênese da sustentabilidade ambiental. E devemos buscar nele a raiz na qual se funda sua visão de mundo. Só assim construiremos um pensamento voltado à preservação da vida.

    Por outro lado, muito as sociedades massificadas devem e deverão ao índio também, não só pelo potencial que ele apresenta, enquanto transformador da relação homem-natureza, bem como pelo que lhe foi retirado ao longo dos séculos de exploração e dominação. Não se trata apenas de corrigir uma injustiça utilizando uma “ótica dos vencidos”, mas da compreensão de na verdade não há – no fundo da questão – vencidos ou vencedores, e sim vencidos apenas, derrotados no conjunto, pois a totalidade se desintegra quando as partes lhes são amputadas, se lhes amputando também as inúmeras possibilidades de profilaxia contra a autodestruição ao extinguir culturas potencialmente “solucionáticas” para os complexos problemas que ora nos afligem. Reascender a chama da diversidade e resgatar tais culturas é tão somente resgatar soluções para a questão ambiental, um favor portanto, que se faz à humanidade em seu conjunto, e não apenas a etnias indígenas. Ao mesmo tempo que ao índio é fundamental o aplacamento da massificassão industrial corrosiva, em favor de sua própria sobrevivência, tal suavização também o será para a sobrevivência das sociedades industriais. Todos se autodependem entre si. E só a propagação da informação e do conhecimento mútuo pode nos trazer a luz da conscientização, pois de outra forma, isolado, ele tenderá a ser esquecido, sufocado entre poucos e parcos, que não terá sucesso em evitar uma destruição global, muito mais poderosa que qualquer força humana. É mister, portanto a divulgação das informações e pontos de vista distintos e esclarecedores das variadas realidades que nos cercam. Ao “caraíba” é primordial a compreensão da visão de mundo indígena, assim como ao indígena também o é a compreensão da ótica caraíba de mundo. De outra forma continuaremos isolados, e não teremos sucesso em nossa aventura homericamente heróica de salvar o mundo. Ao índio será necessário o conhecimento de formas e metodologias de acesso à divulgação de seu saber, que é o pensamento ecológico por essência. Interagir com o mundo, precisará o índio. E nisto, iniciativas como a manutenção deste próprio site são simplesmente fantásticas! Magníficas! É necessário que articule-se pela inclusão digital dos povos indígenas, pois com o advento desta nova ferramenta que é a Internet, há a inédita possibilidade de que todo o globo tome real consciência do significado que tem a manutenção sustentável da natureza. E será salvando o mundo – e aqui uma enorme ironia da história – que o índio poderá se salvar. O mesmo mundo que ao indígena destruiu, que o escravizou, que o aniquilou, que o privou de existência e o corrompeu com ferramentas de dominação como a introdução do álcool, de doenças venéreas como a sífilis, e o uso das armas de fogo, depende agora de sua boa vontade para a construção de uma sociedade “global” viável, pois a que está por agora construída se revela ao contrário, completamente inviável, fatalmente insustentável.

    Todos sabemos que o diálogo ainda é difícil, que o poder das armas e dos preconceitos ainda cala profundo no seio da humanidade. Chega-se ao grande absurdo de vermos indivíduos sem um pingo de escrúpulo “tocar fogo” em índios por um tipo de diversão ou prazer tão mórbido, que não nos é de nenhuma forma compreensível, e menos ainda aceitável. Atos de uma barbaridade tão espantosa que causariam repugnância à qualquer pessoa com o mínimo de consciência humana. Mas não podemos desistir. Entregar os pontos é o mesmo que se tornar esse mesmo tipo de delinquente, esse mesmo louco inconsequente, esse mesmo tipo de demônio asqueroso e aterrador que alguns seres humanos parecem ter vindo a terra para configurar-se. Precisamos urgentemente dialogar, articular, expor nossas idéias, fomentar a conscientização, pois de outra forma ela não vem sozinha, e dificilmente emergirá apenas do conhecimento científico europeizado, mas sim através de uma união entre este, a metafísica asiática e o conhecimento mágico indígena. Sem a união destes três elementos, não nos será listo reconstruir o mundo que deterioramos, deturpamos, estupramos e subvertemos entre guerras e produção. E só através desse esforço de restauração teremos ferramentas para reequilibrar as forças cósmicas – como queiram índios – ou químicas – como queiram Caraíbas – de nosso lar: o Planeta Terra.

    Há muitos pontos a serem revistos, todos interligados com a questão ambiental. Vários passos importantes ainda não foram sequer conjecturados, quanto menos dados, e ainda engatinhamos no sentido de encontrar meios de moldar um projeto exequível de coexistência de sociedades tão opostas como as várias que verificamos no globo terrestre. Sociedades industriais, que veêm o mundo apenas como instrumento de produção e outras que têm uma noção mais holística da existência. O planeta em que nossa espécie vive é um só, e essas sociedades terão de se encontrar constantemente e forçosamente. Permitiremos até o fim de nossa existência – que é inevitável de qualquer forma, dada a evolução física do próprio cosmo, só nos sendo permitido protelá-lo por tempo indeterminado – que nossas culturas sempre colidam desastrosamente sem nunca entrecruzá-las harmoniosamente e verdadeiramente interagir positivamente entre si? Estaremos nós confinados sem saber em um ciclo autodestrutivo, inalterável e furioso, que nos impele mutuamente ao inexorável confronto mortal? E se ainda assim, morada dessa terrível e estigmática maldição, nos encontrarmos com a possibilidade de manter a vida da espécie, não obstante a destruição que praticamos, o faremos como? Feito vermes e bactérias? Corroendo tudo que se nos é apresentado? Desenvolvendo viagens espaciais, para povoar planetas e destruí-los vorazmente em seguida, indo a outro e ainda outro, até o fim dos tempos?

    Talvez a questão não seja de sermos ou não “civilizados”, ou “selvagens”, ou ainda “ignorantes”, mas sim de percebermos que temos no todo enquanto ser humano, agido justamente como vermes corroendo a superfície na qual nos encontramos. Somos a doença do planeta. Somos o câncer do mundo. É isto que somos! E esta conclusão é praticamente inevitável, pois nos reproduzimos, criamos sociedades, crescemos e nos espalhamos como um câncer se espalha corroendo tudo que encontra em seu caminho. Mas podemos optar por sermos bactéria menos ofensiva. Tornarmo-nos câncer antes benigno que maligno. Encontrar formas de fazer parte de um foco pustular menos danoso. Menos terrivelmente repugnante. E melhor que isto: dirigir esforços para desenvolver sociedades criadoras e reparadoras do mundo. Antes glóbulos defensores que simples parasitas ameaçadores do organismo gigantesco no qual vivemos. Antes pólen que veneno. Ou pelo menos nos esforçarmos para isto e prolongar nossa vida no planeta Terra. O reflorestamento existe! É viável e relativamente barato e rápido. Pelo menos bem mais que avanços no domínio do espaço sideral, que é a meta do embrionário colonialismo cósmico que se advinha.

    A questão é realmente complexa, e demandará muito esforço, desprendido geração após geração para chegarmos a algo próximo a uma solução. Mas precisamos agir. E já. E incessantemente. Só assim poderemos algum dia respirar em paz, e saber que vencemos o maior inimigo que já tivemos, e que nós próprios enquanto humanidade construímos: o monstro de nossa própria ignorância auto-destruidora.

    Não será tarefa fácil, e muitas vezes dolorosa. Será ofício ingrato e cheio de provações. Mas, como já dizia o poeta: “Sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só. Mas sonho que se sonha junto é realidade.”

  3. vc está de parabens pela sua mateira que tupã, pois nõa sera tarefa ,fácil pois é muito doloroso. sempre sonhor que os sonhor só é um sonha só mas sonho é luta,juntos vamos realidade da nossa vida?

  4. “Conhecereis a verdade e ela vos libertará.”

    Dentre outros muitos ensinamentos encontrados na bíblia destaca-se este, deixado por Deus quando nos visitou como homem.

    Certamente o recado do nosso Deus teve como alvo a redenção ou salvação do ser humano que se encontrava caído e destituído da vida.

    Contudo, esta sublime frase pode incidir luz em praticamente todas as áreas de nossas vidas.

    Conhecer a verdade é, em última análise, deixar de ser ignorante.

    Refletir sobre o assunto nos leva a uma pergunta:
    O que o homem sabe ou entende sobre a verdade?

    É evidente que não podemos saber ou conhecer toda verdade a respeito de todas as coisas. Só Deus sabe. Entretanto, com sacrifício devemos buscar aprender sempre os ensinamentos que, ao longo do tempo, nos são impressos na alma. Grandes coisas (boas) acontecem quando pessoas com alma marcada pela verdade decidem viver por ela. Só então saberemos algo sobre a verdade e estaremos adultos, conscientes de que a verdade individual ou particular, em cada pormenor da vida, deve coincidir com a vontade ou verdade divina.

    A prioridade em conhecer a verdade deve habitar o interior de cada um. Todo ato ou movimento deve ser pré-avaliado à luz da verdade absoluta antes de existir.

    À luz do texto acima sobre a verdade, vou deixar meu comentário.

    Nosso mundo é interativo. Muito antes do advento da informática, da televisão ou do telefone, havia muita interatividade.

    Os povos que existem e que existiram sobre a face da terra interagem ou interagiram entre si. Sempre houve e sempre vai haver troca de conhecimentos científicos, bens, serviços e de informação genética que é aprimorada nos descendentes da união entre eles.

    Os povos também guerreiam e, por vezes, eliminam seus adversários.

    Nações indígenas por exemplo, já foram dizimadas, varridas do globo por outras nações em guerras passadas.

    Não podemos e não devemos ter como limite de alcance de nossas vistas, nosso próprio umbigo.

    O negro acha que é vítima de uma questão social que todos sabemos, existe. Outrora, simples e ignorante, foi tirado de sua terra mãe e escravisado, maltratado e humilhado.
    O pobre, ignorante e excluído da sociedade não consegue organizar forças e morre um pouco todo dia. Humilhado não pode nem ao menos dar de comer aos filhos.
    O nordestino do sertão, ignorante e fraco morre com sua família à mingua e doente. Alguns oportunistas políticos discursam que o restante do país os abandonou e devem pagar por isso.
    O Judeu é perseguido até hoje. Algumas nações tentaram exterminá-los da face da terra. Sobreviveram.
    O Índio considera que já ocupava o território quando foi invadido por estrangeiros. Considera que foi e ainda é vítima do homem branco. Suas tribos foram assoladas por doenças que não conheciam e adquiriram costumes considerados devastadores.

    Bem… o mundo é dinâmico e interativo e, ao ignorante está reservado a escravidão e/ou a morte.

    No ano de 1995/96 estive muito próximo da Reserva Indígena dos Areões no Mato Grosso, nas cidades de Nova Xavantina, Água Boa e arredores. Constatei que a Funai tinha recursos para os índios. Encontrava índios comendo em restaurantes, bares e andando pelas ruas. Nas estradas tinham as melhores caminhonetes e lhes eram fornecidas máquinas agrícolas de última geração.
    Embora o governo dispendesse recursos constatei que os índios não tinham empenho em aprender. Ao invés de trabalhar contratavam homens brancos para lidar com as máquinas e com a terra. Eram 200.000 (duzentos mil) alqueires de terra para 400 (quatrocentos) índios. Apesar da imensidão de terras em sua totalidade produtiva e do incentivo em dinheiro, disponibilização de máquinas e instrução gratuitos, sua prioridade eram outras regadas a bebidas alcoólicas e vadiagem. Andavam armados, agrediam as pessoas e ainda, pintados e armados cobravam pedágio nas estradas.
    Vendiam madeira da reserva e negociavam com os garimpeiros.
    Não há nobresa nem dignidade nesse tipo de conduta. O homem é forte quando quer e deixa de ser ignorante.

    Há milênios os povos interagem e aprendem, mesmo depois de guerras.
    Quero lembrar que as nações dominadas pelo antigo Império Romano, com o passar do tempo seus habitantes mostravam-se orgulhosos em dizer que também eram romanos. A tecnologia e conhecimento que adquiriam com o conquistador tornavam suas vidas mais confortáveis e produtivas.

    Toda literatura de direito provém do direito romano.
    Todos têm benefícios quando há dedicação em aprender e aplicar os conhecimentos, até os inimigos ou adversários.

    Quanto aos índios, há séculos não se pretende mais conquistá-los ou a suas terras. Ao contrário, o branco, representado pelos governos e instituições específicas e até organizações não governamentais tem contribuído para manutenção da vida e dos costumes indígenas. O que vejo é que está havendo grande esforço de pessoas “brancas” a muito tempo no sentido da preservação do índio, o suficiente para que o próprio índio já tivesse percebido e resolvido participar para seu próprio benefício.

    Minha conclusão é que a ignorância perpetuada por questões de conveniência na continuidade de benefícios gratuitos, está levando as nações indígenas a terem seus costumes, lingua e hábitos extintos.

    Tivessem os indígenas conhecimento de algumas verdades, certamente haveria benefícios para todos. Inclusive preservação das reservas naturais dentro das áreas indígenas, que estão sendo destruídas pela ganância, que considero um dos efeitos colaterais da ignorância.

    Obs. sou eng. agrimensor e luto pela preservação do meio ambiente (terra, água, ar, flora e fauna). Por aqui sofremos com a monocultura da cana-de-açúcar. Destruição de reservas florestais, queimadas, sazonalidade de serviços e migração de grupos de pessoas/famílias que se tornam predadores dos escassos serviços sociais oferecidos pelos municípios. Mais uma vez faço referência à ignorância. Se o povo soubesse quais são seus direitos e suas obrigações, os problemas seriam mais facilmente resolvidos.

    Sua iniciativa é digna de elogios, contudo, sugiro que enfoque o problema corretamente e saberá, ao menos, como enfrentá-lo.

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