No dia 19 de abril de 2011, nós da comunidade Pataxó Hãhãhãe, resolvemo nos reunir a noite para fazer uma homenagem a Reginaldo Goducha(lideranças que faleceu no mês passado), esse encontro reunião vária membro da comunidade, mesmo com a chuva não foi motivo para impedi o acontecimento desse belíssimo encontro, teve a participação de 2 jovens Camila e Gil, ambos coordenadores do movimento de cultura do município de Camacan. Os índios presente tiveram a oportunidade de alembrar das história passadas, da vida de Guducha, bem refletido por Dona Maura Titiá (minha mãe), Dona Maria Muniz,Vagner Titiá e Zenólia, nessa noite.
Durante o encontro muitas emoções aconteceram, o TORÈ foi muito forte espiritualmente, realmente todos que particaram ficaram maravilhados com a mistica do local. Esse Noite Cultural teve como organização o grupo de Jovens Guerreiros (TXIHY XOHÂ), que demostraram que a nossa cultura está viva, e que dia 19 de abril é momento de reflexão, sobre a questão de nossa luta, as nossas percas e vitórias. A cultura Pataxó Hãhãhãe sempre existiu e irá perpetuar nas gerações futuras.
Atualmente não temos muito o que comemorá, mais é um momento de buscar força para enfrentar as barreiras, que são colocados no caminho de nós indígenas, principalmente quando se fala em ter direito a reconquista de nosso território. Pois a a ganancia compulsiva dos latifundiário estão adoecendo a nossa Mãe Terra, nós que hoje representamos minoria nesse país tão grande para os potente e tão pequeno para a nossa nação, é importante frisar que a 500 anos atrás eramos 5 milhões, segundo os próprio colonizadores(?), que acreditamos que poderiam ser muito mais a população indígena, porém, hoje além de sermos massacrado, pervesamentes extintos várias etnias de nosso povo, continuamos resistindo, lutando contra a farsa linha que descriminam com a ironia e sinismo nosso povo, chegam até a dizer que o índios nas visão dele tem que andar nu, descalços, pintado e morá em ocá, deitar no chão, comer carne crua… Pena que muitos que acreditam nessa visão, são pessoas que não sabem o que um povo sofrido faz para sobreviver. Nós que somos verdadeiros herdeiro dessas terras em nossa grande maioria não temos condições de sustentar as nossas famílias nas terras que nos pertence de direito, mas que ainda se encontra na mão dos fazendeiros, um exemplo áreas que dá para abrigar mais de 50 famílias, um único fazendeiros mantem um funcionário e engordando gado nesses pasto que antes eram matas, as poucas matas que ainda restam estão sendo devorada sem nenhum respeito aos animais que lá vivem. Nós índios hoje no país, representamos menos de 1 milhão, se formos comparar com a população nacional que atinge quase 190 milhões, não chegamos a atingir nem 0,5%. Que crueldade o que fizeram com as nossas raízes, para aonde foram o 5 milhões de indígenas? Do passado, esse índios não se multiplicaram? É esse o tipo de reflexão que nós indígenas nesse dia 19 de abril temos de fazer, é esse tipo de reflexão que a nação brasileira devem fazer, para alguns que muitas das vezes vem nos descriminar, no nosso jeito de ser.
A alegria para nós indígenas chegará, quando agente for respeitado na nação. Quando agente ter acesso o nossos direitos sociais impostos pela sociedade de verdade, aquilo que foi conquistado pela as nossa lideranças na Constituição Federal, na aldeia Pataxó que não está longe da civilização, temos educação precária, crianças que vão para a escola e não tem uma qualidade de ensino, aonde nem um cadeiras adequada tem para as crianças estudarem, aonde não tem um banheiro que possa esse alunos fazerem sua necessidade, ainda temos indígenas morrendo amíngua, por falta de assistência a saúde, aqui em nossa aldeia, tem índios que está correndo risco de ficar cego, outros já cegaram por falta de assistência. É muito triste para nós indígenas enterrar um parente sabendo que a vida dele poderia ser salvo, se tivesse previamente tido uma assistência de saúde digna de um ser humanos. Hoje os órgão que prestam serviços ao índios, muitos de seus funcionários não está nem aí para nossa situação, pensam apena em ganhar suas diárias, e o índio é que morra, segundo eles. Mais tem muitas funcionários públicos que são indigenistas, mais essa pessoas muitas das vezes não consegue vaga em uma função que possa nos ajudar melhor, pois são impossibilitado pelo o sistemas heraquico que nos prejudica. Nós índios vamos continuar morrendo a míngua? O que será de nosso povo amanhã? Sabemos também que hoje em nosso país não é só nossa classe que sofre, compreendemos e respeitamos as outras classes que também sofre, as quilombolas, as aclasse mais pobres e menos favorecidos que também precisa do serviço públicos e muitos outro que são considerados excluídos da sociedade. Lutamos por um mudo mais justo e igual para todos, e uma respeito com ação para as comunidades indígenas espalhada nesse Brasil.

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A muito tempo lutando em prol do Povo indígena do qual faço parte, até ameaças de morte já recebi. Mas não me calo! pois os espíritos de meus antepassados está comigo. E a proteção de Tupã.

5 COMENTÁRIOS

  1. Olá, gostaria de saber se a cacique Valdelice ainda está presa. Quero aproveitar para dizer que ainda não consegui mudar a minha vida para ajudar as comunidades a dialogarem com a sociedade Brasileira, mas continuo tentando. Tenho um grande amigo Diákuru (Germano) da Comunidade Indígena Beija-Flor que eu gostaria de encontrar. Parabéns pela atitude do site! O Brasil precisa descobrir como é bonita a cultura indígena, vocês são muito importantes para mim e eu espero o dia que faremos as pessoas entenderem que o índio é sábio. Sou da cidade de São Paulo e meus avós são portugueses, peço desculpas a todos os povos indígenas que sofreram com a chegada da minha família e de outros portugueses, sou uma pessoa de paz e fico envergonhado com a atitude dos meus antepassados, mas somente podemos mudar o futuro, desejo muita sorte para a luta de vocês, e que seja sempre uma luta com paz no coração.

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