No dia 3 de dezembro viagei para o pais PERU capital -LIMA.para poder participar do evento COP20.convençao das partes….onde fui representando a nação indigena pela delegação brasileira, para poder fala sobre mudanças climaticas ;os acordos, politica voltada para esste contexto,nas espectativas como povos tradicionais etc….e pode perceber diante do assunto qeu e muito importante para nois povos indigenas , que como e que vamos ter uma comversar com os governantes brasileiro para por nosso modo de pensar, se não temos os nosssos territorios demarcados.

Pois hj no brasil as terras indigenas são os territorios mas preservado, pois nois indigenas temos uma preucupação e respeitamos a mãe natureza diferentemente como eeses povos e governo que só pensam no capital, em desmatar, em poluir, acabar com as nascentes de aguas…….fiquei feliz tambem por contribuir junto com a delegaçao indigena a qestao dos nossos territorios, e dizer para eles como nois povos indigenas cuidadmos da nossas floresta e territorio como um todo.

desde já agradeço a todos e aqueles que querira saber um pouco mas do que aconteceu, pode mim procurar, porque um lider de verdade uma grande liderançia e aquele que compartilhar os conhecimentos trazidos de fora, e repassase para sua comunidade.

obrigado meu pai tupa

rodrigo rocha titiah——tawaryIMG-20141204-WA0021 IMG-20141204-WA0022 IMG-20141204-WA0023

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1 COMENTÁRIO

  1. Parabéns Rodrigo!!!!
    SOCIALIZAR é o caminho!!!

    Conte mais sobre essa importante experiencia!
    Quantos indígenas brasileiros foram? Foram com a FUNAI? Houve diálogos? Qual relação houve entre a COP20 e a CÚPULA DOS POVOS? O que foi o que mais lhe chamou a atenção?

    Aproveito para partilhar um importante documento elaborado aqui no SUL DA BAHIA!!!

    Carta da III Jornada de Agroecologia da Bahia

    “Pelos caminhos da América, no centro do continente, marcham punhados de gente, com a vitória

    na mão. Nos mandam sonhos, cantigas, em nome da liberdade, com o fuzil da verdade,

    combatem firme o dragão.

    Pelos caminhos da América há um índio tocando flauta, recusando a velha pauta que o sistema

    lhe impôs. No violão um menino e um negro tocam tambores, Há sobre a mesa umas flores pra

    festa que vem depois.”

    Zé Vicente – “Pelos Caminhos da América”

    Elas e eles, mais de mil e duzentos, chegaram de todas as partes chocalhando seus maracás,

    tocando seus tambores e atabaques, percutindo seus berimbaus e caxixis, dedilhando seus

    violões e acordeons e soprando suas flautas e gaitas. Chegaram com ginga, com cores, com

    alegria, trouxeram suas sementes sagradas e seus saberes ancestrais. Nos seus alforjes, sonhos,

    rebeldias e esperanças de um novo mundo possível para TOD@S. Na primeira semana de

    dezembro de 2014, entre 4 e 7, aconteceu nosso Grande Encontro no Assentamento Terra Vista,

    em Arataca, sul da Bahia, com o tema: “Sementes, ciência e tecnologia agroecológica, para

    mudar a realidade das comunidades no campo e na cidade”.

    Foram quatro dias intensos de partilhas, reflexões, práticas, celebrações e uma mística que

    envolvia a tod@s. Com oficinas temáticas, mini-cursos, mesas redondas, momentos lúdicos,

    conversas ao pé da fogueira, ocupamos os diversos “cantos” do assentamento. Junto a isso, a

    feira troca-troca de sementes crioulas, os banhos no Rio Aliança e as diversas reuniões políticas

    dos movimentos aqui presentes, levaram-nos as seguintes constatações:

    • A certeza de que a caminhada realizada desde a I Jornada no final de 2012, com a

    consolidação da Teia de Agroecologia dos Povos da Cabruca e da Mata Atlântica, deve

    continuar. A Teia atuará de forma permanente enquanto uma rede que reconstrói a

    solidariedade entre as comunidades tradicionais, movimentos do campo e da cidade,

    ampliando assim o sentido da agroecologia, tão distorcida pelo excesso acadêmico e

    teórico e de tão pouca prática. Devemos desconstruir o tecnicismo perigoso, para defender

    uma agroecologia que une os povos e saberes, para garantir saúde dos nossos alimentos,

    solos e águas, das nossas relações sociais, da nossa identidade cultural, espiritual e

    ancestral. Como vimos fortemente nesta III Jornada, nos comprometemos na luta pela

    preservação e garantia de nossas sementes – “Patrimônio genético dos povos e da

    humanidade”.

    • Assim como na II Jornada, percebemos e reafirmamos o compromisso de consolidar uma

    saúde de boa qualidade, diferenciada e autônoma, que reafirme nossos modos de vida

    ancestrais e nossa forma de construir política e militância. Isso só é possível a partir da

    luta pela garantia dos territórios, de alimentos saudáveis e da vida de nosso povo e

    lideranças. A agroecologia, então, é também uma forma de enfrentamento do sistema

    opressor e a Teia se propõe a conduzir ações solidárias diretas em defesa desses

    objetivos. Assim, nossa luta segue o caminho irrestrito da defesa da terra e da construção

    de uma soberania popular que só pode ser conquistada a partir de nosso suor.

    • Exigimos a democratização da terra, a garantia dos territórios dos povos, a desintrusão e

    regularização imediatas dos territórios indígenas e quilombolas, além da reforma do solo

    urbano. Repudiamos veementemente os ataques dos ruralistas, com a conivência do

    Estado Brasileiro, contra os direitos duramente conquistados pelos povos do campo. Por

    isso, dizemos NÃO às propostas de Emendas Constitucionais (PECs), Projetos de Leis

    (PLs) e Portarias Ministeriais que atacam e tentam tirar direitos já conquistados. Todos

    esses instrumentos buscam inviabilizar e impedir o reconhecimento e a demarcação das

    terras dos povos tradicionais; reabrir e rever procedimentos de demarcação de terras

    indígenas já finalizados; facilitar a invasão, exploração e mercantilização dos territórios

    sagrados dos povos das florestas. Continuaremos numa luta constante contra todos estes

    instrumentos jurídicos e legislativos que tentam deslegitimar as lutas e retirar os direitos

    constitucionais destas populações.

    • Rechaçamos as propostas dos serviços ambientais no contexto da economia verde,

    incluindo seu maior expoente, o REDD+. Isso continuará sendo uma parte central da

    nossa luta contra o capitalismo e as indústrias extrativas, mineradoras, assim como outras

    que se alinham ao capitalismo espoliador e destruidor da natureza e de seus povos.

    Reafirmamos o compromisso de nos organizarmos pela defesa e autonomia dos nossos

    territórios, das populações que vivem, dependem e são parte das florestas, pela defesa da

    Mãe Terra. Basta de projetos espoliadores! Não aos serviços ambientais! Lutar contra

    REDD+ também é combater o capitalismo!

    Reafirmamos que lutar não é crime. Não à criminalização e extermínio dos povos que

    defendem seus territórios! Queremos um basta imediato no processo de criminalização

    das lutas e das lideranças.

    • Exigimos que os governos municipais, estaduais e o governo federal cumpram com suas

    obrigações constitucionais e garantam os nossos direitos. Que possamos ter políticas

    públicas que, verdadeiramente, atendam e respeitem as nossas necessidades e

    especificidades. Isto não é um favor, é um direito!

    • Invocamos a proteção dos nossos encantados, os seres de luz, para continuarmos lutando

    contra os projetos de morte, que em nome do dito “progresso”, conhecido como

    agronegócio e hidronegócio, ataca e agride nossas comunidades, desrespeita identidades

    culturais, ferem a Mãe Natureza e seus filhos e filhas. Lutaremos sempre por uma

    educação descolonial, não patriarcal, antirracista e libertadora, que nos leve a concretizar

    o nosso Bem Viver.

    • Percebemos a necessidade e nos comprometemos em aperfeiçoar a prática da

    agroecologia nos nossos territórios, articulando saberes ancestrais com novos

    conhecimentos, usando tecnologias e formação política para o empoderamento popular.

    Nos comprometemos com a ampliação dos nossos bancos de sementes e viveiros de

    mudas, com o manejo e uso da agroecologia e biodiversidade em SAF’s (Sistemas Agro

    Florestais). Fortaleceremos modelos comunitários de produção, sem o uso de venenos e

    construindo uma grande Teia de tecnologias sociais, onde a camponesa e o camponês,

    com seus saberes tradicionais, são fundamentais para garantir a soberania dos povos em

    suas terras.

    • Firmamos nossa atuação com as diferentes gerações e nos comprometemos com a

    educação para a rebeldia e desobediência; com a formação política e vivências

    comunitárias para nossas crianças e jovens; e com o enfrentamento das opressões contra

    as mulheres, a população negra, indígena e LGBT, no campo e nas periferias das cidades.

    • As mulheres da Teia reafirmam a necessidade da consolidação de um modo de atuação

    que garanta a organização autônoma de seus espaços, fortalecendo o enfrentamento da

    opressão de gênero no campo e na cidade.

    • A Teia dos Povos da Cabruca e da Mata Atlântica sente a necessidade e a importância de

    articular com outros povos, por isso se faz necessário a vinculação com a Via Campesina,

    agregando nossas ações aos povos do mundo e colaborando com o avanço da luta no

    estado da Bahia, tão fragmentada por disputas mesquinhas, quase sempre conduzidas

    pelas disputas partidárias.

    • Nos comprometemos em continuar a nossa jornada unid@s, partilhando os nossos

    saberes, construindo coletivamente nossos sonhos, protegendo as nossas sementes,

    organizando em mutirão as nossas lutas, exigindo com responsabilidade e de forma

    propositiva os nossos direitos, transformando os nossos espaços em territórios sagrados,

    semeando sementes de esperança para colhermos frutos de vida e plenitude, retirando e

    impedindo o uso de venenos e agrotóxicos não só da terra, mas de nossa convivência,

    para podermos saborear num futuro bem próximo um chocolate amargo-doce, resultado de

    uma corrente de diferentes elos unidos e entrelaçados por um único ideal: O DE

    AVANÇAR! DIGA AO POVO QUE AVANCE… AVANÇAREMOS!

    É preciso resistir para EXISTIR!

    Assentamento Terra Vista – Arataca (BA), 07 de dezembro de 2014

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