A comunidade Indígena Pataxó Hã Hã Hãe da Aldeia São Lucas em Pau Brasil pode comemorar depois de tanto tempo de sofrimento e peregrinação em busca de água com qualidade para consumo e até mesmo para tomar banho.

          O MPF ajuizou ontem 29, uma ação civil publica contra a FUNASA. Foi a partir do ano de 2001 que a FUNASA recebe verbas publicas para garantir o fornecimento de água para os Pataxó Hã Hã Hãe que até hoje consomem água salgada e poluída.
          A FUNASA nunca viu essa situação como prioridade nas comunidades Indígenas, exemplo disso é que os Pataxó Hã Hã Hãe sempre sofreram por falta de água, água com qualidade de consumo, mas o recurso para abastecimento sempre foi disponibilizado pelo Governo Federal, mas nunca investido nas áreas indígenas, A Comunidade Indígena da Aldeia Bahetá também vive esse tipo de problema, as crianças e anciões são os que mais sofrem por consumir uma água acima de tudo rica… Mas rica em poluição, em sal e muitas bactérias, os índios da Aldeia Bahetá consomem uma água bruta do Rio Colônia que nasce na cidade de Itororó no povoado de São José do Colônia e corta as cidades Firmino Alves, Rio do Meio e fazendas recebendo assim seus dejetos de toda espécie e é consumida sem nenhum tipo de tratamento.
          É grande o numero de crianças e anciões com doença causada pelo consumo bruto de uma água super poluída, de modo geral, a maioria dos índios sentem ou apresentam um quadro de dor abdominal, cólicas, náuseas, vômitos, diarréias, perda de peso, anemia, febre e sintomas respiratórios. O tratamento é bem simples e rotineiro, além dos remédios, os alimentos tem que ser lavados e cozinhados com água limpa e potável, dessa forma fica difícil combater a doença pós – alta ou atendimento medico, pois a rotina volta e as doenças também e a FUNASA só editando em seu SITE que é seu dever zelar pela saúde indígena e que o quadro de atendimento as comunidades é ótimo.
          Hoje, as comunidades têm a saúde e a vida ameaçadas em função do consumo das águas poluídas do Rio Colônia, Rio Salgado, Rio Água Vermelha entre outros. O MPF ainda pede a justiça que faça a FUNASA cumprir o abastecimento imediato de água potável através de carros – pipas e o MPF requer uma indenização por danos morais e coletivos, o valor ainda tende a ser fixado após sentença.

          Número da ação para consulta processual: 2011-12.2011.401.3311.

          Assessoria de Comunicação
          Procuradoria da República na Bahia
          Tel.: (71) 3617-2299/ 3617-2295/ 3617-2200
          E-mail: ascom@prba.mpf.gov.br
          www.twitter.com/mpf_ba
          30/06/2011

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2 COMENTÁRIOS

  1. É muito importante que se divulgue esta materia!
    Desde 2003 que cheguei pela primeira vez em hahahae que tenho vergonha do ABANDONO que sofrem os indigenas do Poder Público… Agua salobre é uma das vergonhas! Uma necesidade gritante!… Quase nada se fez… O recurso deve ter corrido “agua abaixo”… mas de concreto a coisa é bem feia na aldeia… Os rios estao secando pelo desmatamento… Os fazendeiros ate lavam borracha nos rios… Jogam veneno nas Aguas… Muita coisa errada!
    é mais uma vez hora de gritar por dignidade!!!!
    Espero que essa denuncia surja efeito!!!

  2. Que a justiça seja feita, enquanto a Finada Funasa, e agora atual SESAI, fingem cuidar do índio,nós ficamos a Mercê da sorte, meus parentes vem sofrendo com esse descaso ha anos, por falta de água portável em suas comunidades, e os recursos não estavam chegando para lhe darem uma qualidade de vida. Agora teram um pouco de dignidade.

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