Iniciamos os trabalhos agrícolas, logo no mês de fevereiro, na arrancação de tocos, vem março para preparação da terra. O termo mandiocada, vem da atividade da roça de arrancar a mandioca, para fazer a farinha de forma tradicioanal. Mandiocada começa no arrancamento da planta até o raspamento da raíz. Da moagem , prenssagem, mexer a massa chama-se farinhada. Quando vem as chuvas no terceiro mês, plantamos milho, feijão e mandioca. Colhemos milho, feijão em junho e julho, ficando na roça só a mandioca para arranca-la em dezembro. Os índios criam porco, galinha ou bode, para comer na farinhada, no dia de arrancar a mandioca, vai muita gente participar. Na roça homens arranca mandioca a mão, outros de enxada em punho, escava o chão, os rapazes pegam as raízes, levam para as mulheres raspar. enquanto isto na casa de farinha, é rodado o caititú, espreme a massa na prensa, enxuta colocam no forno, aquele que mexe não para, fogo acesso faz torrar, a farinha estar pronta. Agora vai ensacando a farinha quentinha, no final da farinhada faz beijú, bolo ou tapioca. Quando a mandioca é muita, leva uns três dias mais ou menos, para terminar a farinhada. Alí parece festa, todos trabalhando no que mais gosta de fazer, naquilo que sempre viu, desde ao nascer. A farinhada é uma atividade muito cansativa, os homens trabalham em turnos, quem fica mexendo a massa e os que ficam no forno. Os que saíram para descansar, vai comer carne de porco, com feijão e farinha, a prova do bom gosto. Terminando a farinhada geralmente os indígenas faz um toré, comemorando a fartura, porque com farinha na mão, a fome vai embora da tribo. Nhenety Kariri-Xocó.

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