A Aldeia Bahetá foi criada na década de 30 pelo então  Serviço de Proteção ao Índio – SPI para manter os índios que foram capturados no mato reunidos em casarões, assim vieram os indígenas como: Bahetá, Ohãk, Natico, Batará, Txitxiáh, Rosalina, Kentão, entre outros, mas diante da vida oferecida aos mesmos pelo homem branco muitos não se adaptaram ao sistema oferecido aos mesmos e morreram logo tão cedo, mas Bahetá foi a única que sobreviveu até a década de 90, mantendo a cultura viva e fortalecida. Bahetá falava a língua indígena e nos deixou como legado de herança cultural uma Cartilha chamada Lições de Bahetá. Antes o nome dessa aldeia era Caramuru, mas quando Bahetá morreu, a comunidade resolveu trocar o nome de Caramuru para Bahetá, justa homenagem a uma indígena guerreira, símbolo de resistência e luta.

Algumas localidades têm energia elétrica e muitas não.

A água usada para consumo vem dos rios Colônia, Ouro, fartura e Alegrias e não recebe nenhum tipo de tratamento.

Não tem nenhum tipo de tratamento em saneamento básico.

Tem uma equipe composta por um médico indígena que é Pataxó Hã hã hãe formado em Cuba, uma enfermeira , uma técnica em  enfermagem, uma  agente indígena de saúde,  um agente  indígena de saneamento e dois motoristas. Essa equipe faz atendimento à comunidade numa casa de apoio a saúde que fica no bairro Parque dos Rios que é mantida o aluguel pelo prefeito municipal Edinaldo Martins.

Temos uma escola municipal que funciona em dois turnos com mais de 70 alunos, sendo uma sala anexa na região dos Alegrias. São seis professores que lecionam, sendo três para as matérias básicas e três para a cultura indígena, é aplicada um modelo de educação diferenciada onde o ensinamento da cultura e da língua indígena é primordial para a preservação da tradição milenar da comunidade.

Lideranças Indígenas reuniram se com o prefeito Padre Edinaldo Martins no dia 10 de março do corrente ano para juntos planejarem ações nas áreas da saúde, educação, cultura e infra-estrutura.

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A reunião aconteceu no momento em que a comunidade Indígena Pataxó Hã hã hãe se organiza para buscar projetos que venham trazer o desenvolvimento para todos. “A forte parceria com o Município e Estado irá contribuir muito para o avanço da comunidade da Aldeia Bahetá que sempre lutou para seu progresso, sendo assim o prefeito Padre Edinaldo um forte aliado pelas causas sociais e cultural dos Pataxó Hã hã hãe é que os lideres indígenas pretendem avançar rumo ao Governo do Estado para ir em busca de projetos na área da educação, saúde, cultura, social entre outros planos de desenvolvimento que trará bons resultados a comunidade indígena”, afirma  Regi Cacique.

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1 COMENTÁRIO

  1. Bom trabalho lideranças de reivindicar o que é nosso direito. Em relação ao posto de saúde o prefeito bem que poderia passar, ou comprar a casa e doar para a comunidade já que o imóvel fica em um bairro (Parque do Rio) dentro da terra indígena. Em relação ao quadro de liderança, tem admirações pela a maioria, mas tem liderança que faz parte de um grupo que expulsou a verdadeira indígenas originária desse terra, a ultima índia(sem mistura com outra raça) de nosso território MAURA TITIÁ da etnia Baenã Hãhãhãe. que sonhava em ter um pedaço da terra aonde seus pais foram enterrado. Mulher de honra que teve de sair de um pedaço do chão em frente a aldeia Bahetá no ano de 2012 com sua família. por um bando de bandidos, armados, denominado o nome da quadrilha Tararanga. Entendo uma versão quando não se pode com o inimigo se alia a ele. Desabafo de um índio.

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