Temos a responsabilidade de ficar-mos consciente em nosso meio, porque são essas lembranças que construímos nossa memória. Lembro muito bem quando era criança chegou a energia elétrica na aldeia, localizada na ” Rua dos Índios”, em 1968. Chega na Aldeia de Colégio a COENG-S/A Companhia de Engenharia Civil para a construção da BR-101, e da ponte sobre o Rio São Francisco em 1970. Uma revolução cultural foi a televisão quando chegou na tribo em 1972, conhecemos a cara do Brasil, notícias, novelas, programas e esportes, modas e muito mais. Pela primeira vez tomei Coca-Cola com o meu primo César Giri em 1973, neste mesmo ano fizemos uma apresentação da dança do Toré, pela TV Sergipe. Na escola indígena foi introduzida a Quadrilha Junina, o jogo de volley no qual fiz parte como aluno. Os adultos criaram o primeiro time de futebol da tribo em 1975, o Kariri Esporte Clube. Em 1981 chega o trator Ford da tribo doado pela Funai, para arar as terras dos índios. Estes são alguns exemplos de fatos importantes para registrar acontecimentos, como lembranças do tempo, assim construiremos nossa memória social. Nhenety Kariri-Xocó.

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