LANCHAS DO SÃO FRANCISCO

A navegação no rio de unidade nacional é uma atividade bastante antiga, mesmo antes da construção da ponte em 1972. No meu tempo de criança, alcancei três grandes lanchas a motor, que fazia o trajeto do litoral ao sertão, pelo Baixo São Francisco; era a Tupã, Tupi e Tupigi. Quando elas passavam pela margem do rio, as crianças Kariri-Xocó, pegavam as ondas, feitas pela força dos motores, as embarcações tinham dois andares, mas a Tupã era a maior lancha em 1970. Logo após a construção da Ponte sobre o Rio São Francisco, começou as três grandes lanchas para de navegar neste trecho de Penedo a Pão-de-Açucar. As canoas do passado foram transformadas em lanchas motorizadas, para tentar competir com os automóveis que trafegavam a BR 101. Aqui em Porto Real do Colégio, várias lanchas foram construídas para esse fim; eram: As lanchas Cláudia, Jaspe, Rayane, Rosana, Princesa Rosa, Colegiense , Oriente. Em São Braz a Sãobraense, Escurial tinha a Goiás e Goiana. Na Aldeia Kariri-Xocó tem a Nova Iraci Tononé e a Nordeste, do índio José Francisco tononé. Estas lanchas faz o transporte de passageiros de Porto Real do Colégio a cidade de Própria, com capacidade de 40 pessoas na lotação. A lancha Oriente fazia o trecho de Penedo ao sertão, era a maior lancha neste estilo, com capacidade para 80 passageiros. Referindo as lanchas dos índios servia para atravessar o Rio São Francisco até Própria, além de levar os indígenas para trabalharem no Projeto de Irrigação de Plantação de Arroz na Várzea de Própria e Cedro de São João. Este tipo de transporte substituiu as canoas, mas fica cada vez mais difícil competir com os carros da BR 101. Nhenety Kariri-Xocó.

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