Sou Aruanã, membro da comunidade indígena Pataxó Hãhãhãe. Neste momento de luta estou muito triste, porque, no dia 17/03/06/, vamos ser retirados da nossa terra, com 300 policia de choque da cidade de Itabuna e policia militar junto com pistoleiros da cidade de Itaju do colônia, que vem com objetivo de nos massacrar batendo em criança, idoso, mulheres.Aqui estamos com muito medo, é nessas famílias que pensamos o que fazer com elas,pois a retirada começa em Nailton Muniz (cacique), terminando em Akanawan (cacique).
Ficamos aqui refletindo, até hoje estamos sofrendo pela uma terra que é nossa, e a justiça nos alega dizendo: que a terra que estamos ocupando não é terra indígena, estamos tanto sofrendo que nos sentimos sozinho. Mas apesar desse todo sofrimento, somos considerado guerreiros porque Tupã nos ajuda. Estamos pedindo ajuda as autoridades; que nos ajude nesta causa, queremos uma decisão justa e comprovada.
Alem disso, somos índios que não têm justiça, não temos paz,sofremos com os preconceitos, somos excluído de algumas sociedade. Somos os primeiros habitante do Brasil, mas a justiça não dão importância alguma, no nosso ponto de vista estão querendo nos destruir.Mas, nós existimos, somos unidos pela vida contra a violência e impunidade.
Na Quarta-feira, no dia 16/02/06/nós se deslocamos da aldeia caramuru, junto com o a comunidade, a destino a região das Alegrias, quando a caminho encontramos com o coordenador da Policia Federal( Vianey) que nos trouxe uma mau noticia, dizendo para nós sair da terra, pois no mês de Março será o resultado final para a nossa retirada. Alem disso os policiais falaram: Ah!. A estrada já está sendo feita na mata para vocês correrem! E ai, já vão saírem da terra! Nós dizemos que não vamos sair, só vamos sai com a negociação da justiça, mas eles nos falam que vamos vê o resultado no mês que vem.
Depois o coordenador foi até na fazenda de esta na posse de Paulo Peixinho, onde está sendo retomado por Nailton Muniz, ao chegar pede a Nailton para se retirar da terra o mais rápido possível, mas Nailton se recusou a sair, dizendo: da nossa terra eu não saio! O coordenador falava com gritos, você está mim tratando com violência-
Não estou com violência, mas você vem aqui para massacra eu, e meu povo, pois tenho que mim defender da suas grosseria.

Olha! Nós somo humanos igualmente a você, nesta causa queremos paz!
Além disso tivemos outra noticia ruim, o juiz de Ilhéus está dando eliminar favorável aos fazendeiros, mais uma vez da região das alegrias e construindo o interdito proibitório passando um documento pata o STF (Supremo Tribunal Federal). O Nelson Jobim afirma que a nossa terra não é
demarcada, e diz que o índio só pode retomar terra só com a ordem da justiça, também diz que a nossa terra não é indígena, e nos fala, para nossa terra ser julgada é precisamos de sete ministro a favor nosso.
Estamos lutando para nós ganhar a nossa terras, temos consciência que ela é nossa, nós não estamos roubando nada de ninguém, estamos resgatando o que foi tomado de nós, para nos manter o sustento da nossa nação.
Queremos viver, queremos comer, viver sempre em paz, em harmonia, e
cultivando a Mãe Terra.
Este texto partiu de Yonana Pataxó a partir da conversa com o membro da
comunidade; Aruanã Pataxó

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27 COMENTÁRIOS

  1. Vou repassar a notícia, e rezar muito pra que Tupã continue dando forças pra que vocês possam sempre lutar pelo que é seu.

  2. Caros companheiros, o povo Pataxó Hãhãhãe estão passando por um momento muito difícil de sua toda história de luta,com tudo que vem acontecendo com o nosso povo, massacre,violencias, mortes e violações de direitos mesmo assim estamos firme em nossa luta. O juiz federal de Ilhéus o Dr. Pedro Hollyday concedeu reintegração de posse ao fazendeiro o senhor Paulo´Peixinho, e dia 17 de fevereiro a policia federal juntamente com a policia militar estarão cumprindo tal decisão!!!
    Pedimos apoio total de vocÊs para que podemos enfrentar essa batalha!!!

    acanauã pataxó
    cacique do povo pataxó hãhãhãe- aldeia Bahetá

  3. Povo Pataxó.
    Estou divulgando esta narrativa a todos os congressistas e ao Supremo Tribunal Federal, Juntamente com a assinatura de vários não indígenas que reconhecem vossa causa.
    Continuem firmes na luta.

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