Esse ano o Mídias Nativas II, abordou as diversas áreas de tecnologias de áudio visual, e teve o objetivo de mostrar as experiências nessa área, dos povos indígenas e das periferias.

O evento iniciou com uma abertura mística, promovida pelo mentor espiritual Atiã Pankararu e depois teve sua abertura solene com o Prof. Luis Millanesi (ECA/USP), Prof. Gabriel Cohn (FFLCH/USP), Paut Brunet (Cônsul do Canadá), José Aparecido Barbosa (Petrobrás), Rodolfo Guttilla (Natura), Prof. Paulo Nassar, Marcos Terena, Prof. M.L. Tucci Carneiro (LEER – FFLCH/USP), Prof. Massimo Di Felice.
Esse encontro foi de extrema importância para nossa Rede, pois nos deu a oportunidade de fazermos 04 apresentações, e mostrarmos a grande importância da Rede Índios On-Line, que mais uma vez chamou a atenção tanto dos palestrantes como das pessoas que estavam acompanhando as palestras. Nossa REDE, mostrou o novo, e o quanto estamos à frente, até mesmo em nossa organização: um historiador-espiritual (Atiã Pankararu), um técnico (Anápuáka Pataxó Hã Hã Hãe – Etnia Tupinambá), Coordenador da Rede (Alex Pankararu), uma filósofa (Yakuy Tupinambá).
Atiã Pankararu, levou ao Mídias Nativas II, a importância da comunicação para nós povos indígenas, do passado ao presente, desde nossa oralidade (fala e canto), à escrita, bem como do uso de novas ferramentas tecnológicas de comunicação.

Anápuáka Pataxó Hã Hã Hãe, demonstrou com muita habilidade, a importância de sabermos manipular a tecnologia, ressaltando a importância da comunicação.

Alex Pankararu, falou da importância de mantermos a REDE ativa, destacando à necessidade de parcerias, haja vista, que a garantia de Índios On-Line, se finda no final do ano.

Yakuy Tupinambá apresentou Índios On-Line, como uma grande OCA, que dá voz às mais variadas etnias, com o fim de promover a melhoria de qualidade de vida, garantir maior liberdade social, gerar conhecimentos e troca de informações, em busca de uma Cidadania Plena.
Mas, uma vez, afirmamos a nossa solidificação, e mostramos do que o “índio” de hoje é capaz. Tivemos uma ótima recepção, e, o reconhecimento dos presentes, com perspectivas de selarmos futuras, e grandes parcerias. Dando então, o encerramento ao evento, e que graças ao Grande Espírito os objetivos foram alcançados. Atiã Pankararu, juntamente, com todos os parentes presentes, encerrou o Mídias Nativas II, com mais um momento místico, e de muita emoção.
Yakuy Tupinamba
e-mail: yakuy.indiosonline@gmail.com
Atiã Pankararu
e-mail: atia@indiosonline.org.br
Anapuaka Pataxo Hãhãhãe
e-mail: anapuaka@indiosonline.org.br
Alexandre Pankararu
e-mail: alex@indiosonline.org.br

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5 COMENTÁRIOS

  1. Parabens a todos do Midias Nativas e meus irmão que foram conosco: Alex, Atiã Pakararu e Yakuy Tupinambá e mais ao que nos deram apoio via net em nossa MARAVILHOSA REDE INDIOS ONLINE OBRIGADO!!!!!

  2. Eventos como esse, demonstram o quanto é importante, a troca de conhecimentos. É o entrelaçamento de experiências vividas, que criam novas espectativas, no sentido cooperativo. O mundo está cheio de conceitos cientificistas, aqueles buscados nas academias, enquanto aqui o tempo passa, e precisamos acompanhá-lo. Quando os conceitos aparecem, muitas das vezes nem são utilizados, porque a prática é outra. O importante é saber o que todos pensam, dentro de suas peculiaridades, e não apenas de forma hegemônica, atendendo apenas às castas.
    Parabéns, aos organizadores, e todos aqueles, que acreditam, e apoiam o Mídias Nativas. Romper paradigmas, não é fácil.
    Que continue acontecendo o Mídias Nativa, e que às Universidades, Faculdades, todo o sistema educacional deste país, possa perceber a importância de se discutir experiências de como vivemos e sentimos o mundo hodiernamente, e não apenas, o que nos é imposto.
    As Sociedades de Classes, precisam se informar mais, para não sucumbir na obscuridade da ignorância.

  3. Parabéns pelas apresentações dos representantes das rede indiosonline no encontro Mídias Nativas, que foi realizado em São Paulo! Tive a oportunidade de escutar com atenção as comunicações de Alex, Yakuí, Anapuaka e muitos outros, de outras etnias e outras redes. O que eu reparei é que há uma voz diferente, que comunica uma visão (de mundo, das coisas) diferente: otimista e de bom senso, mas ao mesmo tempo decidida e corajosa. Afinal, afirmar que “somos todos guerreiros”, uma frase que Yakuí pronunciou, pode – no meu entender – querer dizer em termos metafóricos, que temos que ser realmente corajosos, para poder ler de forma diferente (os textos, o mundo) e contribuir a reverter posições ainda desfavoráveis. Como Vocês sabem, não pertenço a nenhuma tribo (pelo menos, não que eu saiba!), mas penso que esta discussão privilegia todos os que estão interessados em focar novos contéúdos, numa nova forma, com outros tons, falas diferentes e, sobretudo com uma grande vontade de ouvir, de brigar pelos direitos dos povos nativos, de divergir, quando necessário, de entrar mesmo em conflito. Nessa sociedade, convencida demais que a produção resolve tudo, convencida que todos estaríamos interessados somente em consumir mais, convencida que – na própria universidade onde eu opero – não é hoje tão importante produzir idéias novas, uma nova voz é essencial, para despertar de um sono longo demais os que demonstram ter um potencial para enfrentar uma nova batalha das idéias (assim como aconteceu no passado, em épocas ou Países diferentes).
    Parabéns, de novo, a Vocês pelas idéias novas que defenderam e parabémns ao Mídias nativas!

  4. Oie Gostari de saber como um indio se relaciona com sua mulher!
    PARABENsS

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