Karirí Xocó

MEU OLHAR EXTRANGEIRO

Eu vejo a os povos indígenas alagoanos como fazendo parte integral das comunidades aborígines de todo o Brasil, ainda lutando para preservar suas culturas e recuperar seus territórios.

Karirí Xocó

É muito atrativo observar como eles se apresentam ante a sociedade, com suas pinturas, indumentárias e adereços. Com tudo, não apenas por esses motivos os fotografo.

Xucurú Karirí

Valorizando-lhos, também os fotografo pela sua historia, porque sei que é necessário aprender com a vida deles e seu relacionamento no contato direto com a natureza.

Xucurú Karirí

Mais, principalmente os fotografo, para guarda-lhos na “memória do tempo” e para que as gerações futuras possam saber como eles foram neste começo do século XXI.
Pablo De Luca, Abril 2008
Wassu Cocal

OS POVOS INDIGENAS ALAGOANOS

Durante a colonização européia, após o ano 1500, foram exterminados no Brasil milhares de nativos em mais de 1470 etnias ou povos, e assim, extintas suas culturas: línguas e dialetos próprios, arte, costumes, etc.
Nestes 500 anos, apesar das misturas raciais e étnicas; aculturação religiosa e social; e transformações ambientais, resistiram aos embates populacionais, usurpações territoriais e perdas culturais mais de 230 etnias indígenas, que falam aproximadamente 180 línguas e dialetos.

Karirí Xocó

Entre as que ainda estão ressurgindo, no nordeste são 56 povos com uma população que ultrapassam os 45 mil índios.

Xucurú Karirí

Destes, em Alagoas, são mais de 20 mil índios, distribuídos entre 11 etnias ou Nações Indigenas: Kariri-Xocó em Porto Real do Colégio; Geripankó, Karuazu e Katokinn em Pariconha; Kalankó em Água Branca; Koiupanká em Inhapi; Xucurú-Kariri em Palmeira dos Índios; Wassu Cocal em Joaquim Gomes; Karapotó em São Sebastião; Tingüi-Botó em Feira Grande e Waconã em Traipú.

Xucurú Karirí

Com relação à terra, somente os Wassu, Karapotó e Kariri-Xocó têm seus territórios demarcados oficialmente, em oposição aos demais que ainda buscam soluções: “a delimitação e demarcação da suas terras como restituição de seus direitos imemoriais”.

Karirí Xocó

Com seu olhar estrangeiro, as fotografias expostas pelo repórter fotográfico – jornalistas Pablo de Luca registram intuitivamente aspectos da cultura indígena, mostrando nos retratos: “A cara do índio alagoano” e como ele se apresenta diante da sociedade em diversas fazes. Quando por exemplo, na capital do estado, Maceió, vem em busca de resolver suas demandas de educação, saúde e auto-sustentação.

Karirí Xocó

De modo que, seu principal objetivo é o de, através destas fotografias, valorizar e respeitar os índios no Brasil e seus ancestrais, verdadeiros donos desta terra.

Xucurú Karirí

Esta amostra sensibiliza pela estética nas imagens, representada não só na arte fotográfica do autor, mas, sobretudo nos adereços, ornatos e pinturas corporais dos índios retratados, (curiosamente utilizadas por várias etnias indígenas no Brasil).

Xucurú Karirí

A maioria das vestimentas ritualísticas, adornos, armas, artesanato e instrumentos musicais de percussão e sopro, são feitos com materiais tomados da natureza.

Xucurú Karirí

Aproveitamento sementes, palha de coqueiro, palha de bananeira e palha de caroá (fibra natural abundante na região sertaneja). Assim como penas de galinhas, guiné e peru de criação própria. Para a pintura corporal, são utilizados “toá” branco (argila), urucum, carvão vegetal misturado com óleo e algumas pinturas industrializadas.

Karirí Xocó

“O índio alagoano merece a admiração e respeito de todos. Preservar sua cultura e reconquistar suas terras é um constante e árduo trabalhos dos próprios índios. Mais valorizar-lhos como patrimônio do Brasil é um dever de toda a sociedade e principalmente das autoridades”.

Pablo De Luca (Jornalista) e Siloé Amorim (Antropólogo)

Xucurú Karirí

THYDEWAS AGRADECE A PABLO DE LUCA, SILOÉ AMORIM E SILVIA MARTINS PELO APOIO NOS TRABALHOS REALIZADOS EM ABRIL DE 2008 PARA APROXIMAR A SOCIEDADE ALAGOANA DE SEUS INDÍGENAS.

Karirí Xocó

AS FOTOS DESTA MATERIA SÃO PROPRIEDADE DE:

Pablo De Luca, Jornalista – Repórter Fotográfico.

Geripankó

Pablo nasceu em 1963 na cidade de Buenos Aires, Argentina, onde começou a estudar fotografia no ano 1982… No ano 1987 mudou-se para o Brasil, para morar definitivamente na cidade de Maceió, Estado de Alagoas… Nos seus 27 anos de carreira como fotografo profissional realizou várias exposições. As mais recentes: “Belas Imagens de Alagoas”, “Músicos Alagoanos” e “A cara do Índio Alagoano” (que esta recriada nesta MOSTRA VIRTUAL atraves desta matéria)

Xucurú Karirí

Para contatar Pablo:
(82) 3221-7017 (82) 9982-7289.
pablodeluca@ig.com.br

Karirí Xocó

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7 COMENTÁRIOS

  1. Parabéns Pablo e colaboradores!
    Magnífico trabalho para registrar esteticamente a saga dos verdadeiros heróis alagoanos.

  2. Trabalho fantástico , estão de parabéns : Pablo e sua equipe , um acervo fotográfico explêndido !!!!

  3. Parabéns Pablo e equipe, por mostrar ao mundo;Online
    estes parentes que tem ogulho de sua raça, assim são
    todos irmaõs do Brasil e do mundo,como voce mesmo disse;
    ficará guardado na memória para gerações futuras,emséculos vindouro.

  4. Vi as fotos. Vcs são lindos!!! Adoro fotografia/fotografar e gostaria de pedir permissão para utilizar algumas fotos no meu orkut e na minha página do Lobo do Cerrado. Se me permitirem agradeço muito a confiança. Abraços.

  5. Parabens! Belissimo trabalho e belissimas fotos, pena não estar neste documentário fotos Wassu. Espero que no próximo material que possa realizar, seja expostas tão belas fotos Wassu quanto as que estão neste trabalho. Abraços do amigo que não é indio porém, admira, respeita e trabalha por esta causa justa.
    Eduardo Nunes

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