11010609_1629075277334919_3287659242710738300_o1452105_839675126144569_3484799318174557306_nÍndios Pataxó que moram na área da Mata Atlântica local de moradia dos seus antepassados, correm o risco de serem expulsos de seu Território Tradicional nesta sexta-feira 18/03, as famílias aflitas não sabem para onde irão caso a liminar iniciada pelo ICMBio, em 2006, de fato seja concretizada. Ao todo serão cinco aldeias impactadas pela ação do órgão ambiental do Governo Federal. Todas as escolas possivelmente serão destruídas pela ação da Polícia, conforme em ações anteriores. Em Brasília se trava uma luta judicial na tentativa de conseguir no TRF1, a suspensão da liminar de reintegração de posse, hoje favorável ao ICMBio. Os Pataxó estão articulados e dizem que não sairão das aldeias. “Que a Polícia terá que matar um por um, mas que resistirão até o último suspiro. Sabemos que este é um direito original para nós, povos tradicionais. Pois antes do ICMBio existir, antes mesmo do próprio Brasil existir nós já estávamos aqui, portanto temos o direito a essa Terra.” O Art. 231 já nos fala: São reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens. A situação que se deflagra neste momento é algo repugnante, inaceitável. “Nossos direitos estão sendo violados, temos mais de trezentos indígenas que não sabem para onde ir.” Na região de Cumuruxatiba o clima é de tensão. A Polícia Federal, Civil e Militar já estão concentradas na Delegacia do Prado. Gostaria de pedir aos Movimentos que apoiam a causa indígena, para divulgar por meio das redes sociais os atuais acontecimentos dessa comunidade, para que os órgãos competentes possam se sensibilizar e intervir na ação de desocupação de nossas Terras.

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