Como todos sabem, há um projeto de implantação de Universidade Indígena no antigo museu do indio, no Rio de Janeiro. Um campo de batalha entre o movimento indigena e o Estado, o predio quase foi demolido para dar lugar ao estacionamento do Maracanã. Com muita luta e resistencia conseguimos que o prédio fosse preservado e estamos a um passo de consolidar nosso ideal.

 

Esta batalha só fomos vitoriosos porque contamos com a solidariedade de outros seguimentos de nossa classe, principalmente os punks e anarcopunk do RJ. Nesta jornada de luta pela ldeia Maracanã, somaram ainda a nosso lado o Tribunal Popular e todas as organizações que o compõe, assim como diversos militantes dos direitos humanos de todo o Brasil e de países do mundo.

 

abemos que nenhuma luta iremos vencer lutando sozinhos. em a aliança com forças de nossa classe seremos sucumbidos em primeiro momento.  aliança com seguimentos de nossa classe é fundamental para nossa vitória. Porém não é isso que pensa o grupo que chamamos de Grupo dos Traíras. Estes tem uma tendencia sectária, e acreditam que só os indígenas, lutando só vencerão a guerra contra o Estado brasileiro e seus financiados e financiadores, os capitalistas do campo e da cidade.

 

Este grupo dos traíras estão difundido ideias sectárias, pedindo que outros indígenas que não participaram da luta na aldeia e aqueles que deixaram a luta, se vendendo por migalhas para o Cabral e seus lacaios, que se manifestem contra os não indígenas que somaram na luta e dos indígenas que estão desde do inicio, eles propagam mentiras na internet. Vejam este trecho de mensagem de Tiuré Potiguara, explicitamente sectário: “Parente Bernardes, acorde. Este prédio está tomado por interesses não indígenas. Não podemos nos calar, pois a Aldeia é uma vitrine, O Brasil está de olho…o mundo tbém. Nós temos a obrigação de expulsar da Aldeia todos que querem prá sí esta vitrine, seja índio ou não. Usando todos os meios, seja interno (Congresso Indígena) e externo, mídia (internet). Exemplo só damos mostrando como somos dentro da nossa própria casa. O resto é propaganda eleitoreira. Não defendo partido politico nenhum, defendo a verdade, por mais dura que seja. 12 de novembro.”

 

Ou seja, está querendo colocar de escanteio aqueles que nos ajudaram a vencer. Quem tem o interesse de enfraquecer esta luta? Somente o governo e capitalistas levam vantagem com esta proposta de Tiuré, que inclusive apareceu na aldeia Maracanã num período que o governo queria nos derrotar a qualquer preço, o que faz pensarmos ser este Tiuré um agente do estado, que veio para implantar a discórdia e nos enfraquecer internamente. Parcialmente teve sucesso, pois nem todos caíram na sua armadilha.

 

Este grupo, está propondo este CONAI, numa tentativa de nos dar um golpe. Provavelmente chegou a eles que iremos realizar em 2014, junto com outros movimentos e organizações indígenas, um congresso nacional indígena, juntando todas as forças do nosso segmento. abemos que para construir este congresso devemos ter alguns passos, que o antecede, como por exemplo, realizar seminários temáticos para tirarmos uma linha para o congresso, mas esta construção, entendemos que deve ser coletiva e internacionalista.

 

Assim, estamos convidando os povos em luta da Pachamama.

 

Precisamos construir uma correlação de forças com os povos de toda América Indígena: Mapuche, Guarani, Qom, Quechua, Zapatistas, entre outros. E todos os povos do território invadido pelo Estado brasileiro.

 

Em breve iremos divulgar o chamado para os seminários temáticos, para construir um congresso verdadeiramente indígena e internacionalista.

 

Boicotemos aqueles que estão a serviço dos capitalistas, do Estado genocida e de todos aqueles que tem interesses de nos controlar.

 

PELA AUTODETERMINAÇÃO, AUTONOMIA E RESITENCIA DOS POVOS EM LUTA.

 

AVANTE OS QUE LUTAM!

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militante do Tribunal Popular: o Estado brasileiro no banco dos réus

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  1. CARTA ABERTA À SECRETÁRIA DE CULTURA DO GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, SRA. ADRIANA RATTES Aldeia Maracanã se retira da mesa de dialogos Por aldeia maracanã 109\2013 Os povos indígenas têm o direito a manter, CARTA ABERTA À SECRETÁRIA DE CULTURA DO GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, SRA. ADRIANA RATTES Os povos indígenas têm o direito a manter, Controlar, proteger e desenvolver seu patrimônio cultural, seus conhecimentos tradicionais, suas expressões culturais tradicionais e manifestações de suas ciências, tecnologias, assim como a de suas ciências e tecnologias e culturas, compreendidos os recursos humanos e genéticos, as sementes, os medicamentos, o conhecimento das propriedades da fauna e flora, as tradições orais, as literaturas, os desenhos, os esportes e jogos tradicionais e as artes visuais e interpretativas. Também têm direito a manter, controlar, proteger e desenvolver sua propriedade intelectual de seu patrimônio intelectual, seus conhecimentos tradicionais e suas manifestações culturais tradicionais. Conjuntamente com os povos indígenas, os Estados adotarão medidas eficazes para reconhecer e proteger o exercício destes direitos”. ( artigo 31 da Declaração da ONU sobre os Direitos dos Povos Indígenas) Com base e à luz dos princípios expostos acima iniciamos discussão com o Governo do Estado do Rio de Janeiro. Após 30 dias de discussões, iniciadas no dia 05 de agosto, quando nos reintegramos ao prédio do antigo Museu do Índio, Aldeia Maracanã, levando adiante as negociações com a representante do Governo Adriana Rattes o que tem sido muito difícil para a Resistência Aldeia Maracanã. As expectativas, a intranquilidade, a insegurança e por que não dizer a desconfiança, rodeia, permanentemente, estas discussões. Pode-se confiar em um governante como o Sr. Cabral, de nítida e comprovada postura contrária ao respeito dos direitos humanos? Permanecem vivas as lembranças terríveis do dia 22 de março! Vejamos, aonde chegamos, até agora nestas discussões, os fatos e as verdades nele contido. AS RUAS E A BRUSCA GENEROSIDADE GOVERNAMENTAL Em resposta aos métodos violentos do batalhão de choque da polícia militar que nos expulsou, sob intensa chuva de bombas de gás lacrimogêneo, spray de pimenta, choques elétricos, balas de borracha além de prisões ilegais dos resistentes (imagens transmitidas para todo o mundo) veio à solidariedade maciça dos milhares de manifestantes que tomaram as ruas da cidade, sob a bandeira e o grito uníssono de ?FORA CABRAL!? Perante uma popularidade beirando à sarjeta, o Sr. Cabral tenta salvar o que lhe resta, ainda, de votos que garantam o prosseguimento de sua carreira política. Neste contexto, no dia 5 de agosto do corrente ano, iniciou-se conversamos com os indígenas que resistiram e se reintegraram ao antigo prédio do Museu do Índio. COOPTAÇÃO E DIVISIONISMO Não causou surpresa o governo anunciar que estava negociando (a portas fechadas), com o grupo de indígenas que abandonaram covardemente se retirando do prédio, no dia fatídico 22 de março. Indígenas estes que ao pensarem somente na sobrevivência individual, aceitando a barganha da comida, da cama e de uma bolsa, colocavam-se definitivamente ao cabresto partidário do mesmo governo que nos expulsou. Esta tática de “cala a boca” já conhecemos. Ela é a razão, há séculos, do nosso divisionismo étnico. Este divisionismo ficou evidente logo no primeiro encontro realizado no interior do prédio, Aldeia Maracanã. De um lado o governo e o referido grupo defendiam um único projeto, do outro, o grupo da Resistência pretendiam ir muito mais além. O primeiro querendo empurrar um projeto pronto onde os índios seriam meros coadjuvantes e o segundo querendo autonomia, auto-gestão e o papel de protagonista, não aceitando a eterna condição de submissão nas relações com o governo. PRESSÃO E PRESSA A primeira exigência do governo para “dialogar” era de que não dormíssemos na área, ou seja, tínhamos que nos desmobilizar e abandonar nossa impactante retomada do prédio. Ao reafirmar que nunca sairíamos de livre e espontânea vontade, o governo correu para produzir um laudo técnico onde apontava os riscos e as inseguranças de se permanecer no interior do antigo museu. Entretanto, causou estranheza o fato de que durante quatro meses o prédio fora utilizado tranquilamente pela Cia. Odebrecht como alojamento de trabalhadores da obra do estádio Maracanã sem serem contestados. Ao solicitarmos melhoria na infra-estrutura (luz e dedetização) e melhores condições higiênicas (água, banheiros, cozinha) a resposta veio de pronto: – ?Não vamos colocar um prego na parede enquanto vocês permanecerem na ocupação. Não podemos ser contra a ocupação e ao mesmo tempo criar melhores condições de acomodação”, disse firmemente, a Sra. Adriana Rattes, Secretária da Cultura e porta-voz do Governo. ?Tudo vai depender do acordo em que vamos chegar” completou ela em tom ameaçador. O acordo seria aceitar o projeto de um Centro de Referencia da Cultura Indígena. No entanto, ao primeiro encontro, aberto, com os representantes governamentais ficou claro e evidente que não haveria concordância entre o grupo da Resistência e os que se venderam ao governo, e que, não aceitaríamos negociar nossa autonomia e o direito de autogestão daquele espaço, ou seja, não dinheiro com artesanato iríamos aceitar o papel de meros coadjuvantes, servindo de fantoche a um Centro de cunho turístico. A NOVA FACHADA GENEROSA DO GOVERNO – Tem sido sereno, tranquilo, respeitoso e maleável este diálogo? – Não, de jeito nenhum. – Avançamos nas nossas propostas e reivindicações? – Não. – Porque somente agora aparece a Secretária da Cultura Adriana Rattes? É a pergunta que não se cala. OS PROJETOS A proposta do Governo apresentada seria a criação de um Centro de Referencia Cultural, gerida por uma instituição, preferencialmente, a Fundação Darcy Ribeiro. Esta proposta é defendida a ?unhas e dentes?, pelo grupo Curupati, já que contempla ganhos pessoais (empregos, venda de artesanatos e projeção pessoal). Da Resistência, o reconhecimento do local como Território Indígena (um Decreto bastaria), sendo assim o primeiro passo, fundamental e necessário, para consequentemente criarmos uma universidade indígena. – ?Impossível”, “Não temos condições”, “Irrealizável”, tornaram-se as palavras de ordem contra o nosso projeto. – ?Temos que aproveitar o que o governo está oferecendo” “Não podemos perder tempo”, defendiam os mesmos oportunistas. Na última reunião realizada com a Secretária, o guerreiro Potiguara Tiuré denunciou o divisionismo patrocinado pelo Estado, sofrendo de imediata reação ríspida da representante governamental que o ameaçou com o dedo em riste e após esmurrar a mesa, em berros enfatizou, “Não vou mais sentar a mesa enquanto os dois grupos não chegarem a um acordo único e nem negociar com dois grupos.? Consideramos a atitude da Secretária Rattes como truculenta e inepta para alguém que está à frente de uma mesa de negociação. A pressão era intencional ou aceitávamos o projeto proposto ou nada feito. Enquanto isto, índios do grupo Curupati se dirigem a ela, em plena reunião para colocar colares indígenas e tirar fotos, alegres e felizes. No encerramento desta reunião, para nossa surpresa, ela informa, vangloriosa, de que, a Secretaria da Cultura está contratando os indígenas de Curupati para trabalharem junto às escolas e bibliotecas publicas:? ?Estamos tentando ajudar na condição financeira de vocês, pois sabemos que estão em situação difícil?. Os índios de Curupati já encaminharam os documentos para tal admissão. Pergunto: – Como numa mesa de negociações se oferece emprego aos seus integrantes? Enquanto ocorria à discussão no gabinete da Secretária, paralelamente, um de nossos indígenas foi barbaramente agredido, preso e torturado pela polícia militar do Estado do Rio de Janeiro, quando representava a Aldeia Maracanã num encontro internacional sobre Museus, no MAR – Museu de Arte do Rio, na Praça Mauá. PROJETO UNIVERSIDADE INDIGENA Primeiro: Nosso projeto de Universidade deve ser uma trincheira de luta revolucionária para se opor a esta ordem social e que ela (universidade) só é inteligível se relacionado com o nosso processo de autonomia e auto-gestão; Segundo: reconhecemos que somente pelo caminho da auto-gestão, autonomia e independência da tutela governamental poderemos alcançar o grau de maturidade que nos permita chegar, um dia, a uma Universidade que o povo indígena necessita; Terceiro: nosso esforço é pensar em uma Universidade onde as estruturas não seja o reflexo de uma sociedade excludente e que a histórica da resistência indígena sirva como método de investigação na formação da teoria explicativa da sociedade dominadora; Quarto: que repudiamos a versão de uma Universidade que converte nosso povo em meros consumidores, mas que ela venha contribuir com o processo de transformação revolucionária da sociedade; e que ela represente, finalmente, um Anti-Colonialismo como unidade ideológica de ensino. CONCLUSÃO: Tendo em vista o exposto concluímos: 1 – O projeto do governo se caracteriza como uma nova política de Colonização Cultural, entretanto, preocupados tão somente em manter as estruturas vigentes de poder em cujas atitudes se contrapõem ao nosso projeto de uma Universidade; 2 – somos contra a criação de um Centro de Referencia da Cultura Indígena que se converta numa Repartição Publica do Governo do Estado, de caráter puramente burocrático com fins turísticos; Lamentamos o fato da Secretária Adriana Rattes se aproveitar do baixo grau de consciência do grupo de Curupati – Jacarepaguá para impor este projeto. Mediante a intransigência, falta de respeito às nossas lideranças, e mais, a desconsideração às nossas pautas e reivindicações e da pressão que oculta intenções eleitoreiras, posicionamo-nos firmemente de não negociar com índios que vergonhosamente negociaram nossos direitos. Por tais razões, nações da Resistência Aldeia Maracanã declararam o afastamento da mesa de negociação com o Estado representado pela Secretária Adriana Rattes. Todavia, esperamos da Secretária uma reflexão de seu papel na condução da política Cultural deste Estado, no sentido de contemplar as aspirações indígenas de auto-superação e progresso autônomo na busca de soluções inerentes às nossas condições históricas, além de nossos problemas de povos massacrados, dizimados, e ainda, infelizmente, fracassados na luta para se integrar plenamente nesta Sociedade. Em fim, nosso projeto de Universidade Indígena representa um grande passo adiante em matéria de Universidade no Brasil, porque constitui uma visão essencialmente indígena e de alteridade ao povo brasileiro, proporcionando aos povos originários levar adiante um processo histórico aos efetivos e concretos caminhos da autonomia e independência.

  2. A Aldeia Maracanã é um patrimônio imaterialmente indígena e materialmente carioca.
    Toda alma precisa de um corpo para se manifestar.
    Os indígenas devem defender seus princípios e a propagação de suas culturas do modo como o é. Mas, o corpo precisa está saudável para as manifestações.
    Uma alma doente adoece o corpo. Um corpo doente adoece a alma. Assim vejo a situação existencial da Aldeia Maracanã.
    Ela precisa de médicos e pagés, de remédios e antídotos, sendo tudo e todos sábios, pois do contrário morre corpo, morre alma.

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