NOSSA HISTÓRIA

Em 1985 os índios já cansados de tanto passarem sede foram fazer uma retomada em três fazendas, nesta retomada foram mais de 100 índios em cada área. A FUNAI apareceu dizendo que ia dar assistência aos índios e aí se uniu a PM e os jagunços da região e houve várias lutas entre índio,PM e jagunços, e depois os índio foram dominados e expulsos para fora , nessa luta vários índios foram espancados. Meses mais tarde morreram 03 índios e02 crianças por falta de assistência médica.
Em 1986 os grileiro articularam vários jagunços e invadiram a sede do posto e houve um tiroteio de três dias que resultou na morte de dois índios assassinados, os índios carrapicho e jacinto, e foi baleado a índia Marinalva, só depois de três dias que a Polícia Federal apareceu e disse que o conflito foi entre índios e nada foi feito.

Em 1987 os índios viviam sobre a pressão dos grileiros e o índio Djalma foi assassinado por pistoleiros de Pedro Leite e o corpo do índio só foi encontrado 06 dias depois, e aí, foram visto que o índio havia sido morto de uma forma brutal, onde arrancaram suas unhas, e, ainda o castraram, arrancaram-lhe os olhos e muitas coisas mais, foi encontrado pela Polícia Federal e até hoje nada foi feito.
No decorrer do ano morreram 05 índios e 04 crianças.
Em 1988 o líder João Cravim foi assassinado na estrada que liga a aldeia a Pau Brasil a mando do fazendeiro, e, meses mais tarde foi encontrado uma índia e seu marido ambos assassinados com mais de 12 tiros cada um . E até hoje nenhuma providencia por parte da justiça. Neste mesmo ano morreu três crianças por falta de assistência.

Em 1989 o índio Josenias foi assassinado na cidade de Panelinha com várias facadas. Neste ano morreu 1 índio e 2 índias e 04 crianças.

Em 1990 o índio João Caboclo morreu da queda de um carro quando ia para a feira, e mais a índia Lídia morreu por falta de assistência por parte da FUNAI, morreu mais 02 índias e 05 crianças de desidratação.

No ano de 1991 morreram mais 07 crianças.
1992 foi um ano muito ruim apesar da FUNAI não dar assistência e houve um ataque de Cólera n a nossa aldeia.Emquanto a FUNAI,Prefeitura,FNS, brigando para receber o dinheiro da saúde do índio, enquato que os índio iam morrendo.
Foi nesse período que a índia Bahetá morreu de cólera e mais 2 índios e seis crianças. A índia morreu de problemas cardíacos.

Por: Michelle Souza Pataxó

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3 COMENTÁRIOS

  1. Nossa que falta de sensibilidade amigo!
    Se você acha que o que foi escrito, não é a história do povo Pataxó…sinto muito, por você.
    Não espere mais por contos de fadas, porque a história dos verdadeiros donos das terras brasileiras, já foi riscada dos sentimentos daqueles que dizem ser superiores e racionais.
    Abra sua mente e coração.

  2. Somos a Associação de Teatro de Bonecos do Estado de Minas Gerais. Congregamos mais de 15 grupos que se dedicam a essa arte. Nos últimos anos, temos realizado uma série de projetos, onde pesquisamos histórias da cultura oral de várias cidades e em uma oficina na própria cidade, transformamos com seus moradores as histórias em espetáculos.
    Gostaríamos de entrar com um projeto em um edital que está aberto até 8 de fevereiro, propondo:
    – pesquisar histórias da cultura de povos indígenas de MG
    – criar um roteiro dramatúrgico dessas histórias
    – viajar para a comunidade e fazer com seus jovens e adultos uma oficina de criação de bonecos e montagem de cenas de suas histórias – 40 h (no mínimo)
    – deixar em cada grupo étnico os bonecos e uma infraestrutura de palco para teatro, de modo que o espetáculo possa continuar a ser apresentado, bem como incentivar os participantes e criarem outros espetáculos, com outras histórias
    Acreditamos que esse trabalho poderia resgatar várias histórias, não em livros, ou as trazendo para fora da aldeia, mas sim, dando à comunidade uma ferramenta de manutenção das histórias e da língua.
    Estamos tentando contatos com lideranças das aldeias, para que nos digam se gostariam de participar do projeto. Não queremos levar algo que eles não queiram, porisso nossa preocupação em consultá-los primeiramente. Gostaríamos de alguns contatos para essa primeira conversa. Temos alguns, mas estamos tendo dificuldades em estabelecer uma conexão. Informamos que a oficina, materiais, palcos, etc são totalmente gratuitos.Não há nenhum custo para a comunidade.

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