“Uma importante Liderança Pankararu, seu Eronilde José Andrade, residente na Aldeia Bem Querer, conta uma entre muitas experiência que aconteceu com ele e o seu irmão, no tempo em que saia com o seu irmão e alguns dos seus parentes Pankararu, dentre eles João Batista de Andrade, Seu Valentim e Quincão do Riachão, para pescar na Cachoeira de Petrolândia, já que nessa época era de seca e assim pescar a noite e caçar durante o dia, torna-se a única utilidade pra ele em Pankararu.

“Como não tinha rede, nem tarrafa, nós saia daqui, eu e meu irmão Batista, pra tirar a pedra do arapuá, e nesse intervalo ele chupou um pouco do mel, e ele ficou doente e não tinha como fazer um remédio pra ele, e tudo que tinha era água e uma cuia de cabaça, aí não tinha como fazer o remédio, aí eu peguei umas pedras e acendi o fogo, e coloquei as pedras dentro, quando as pedras tava quente, coloquei água na cuia, coloquei a erva dentro da cuia e as pedras quentes quando a água esfriou um pouco eu dei um banho no meu irmão, e ele ficou bom, aí nós trouxemos as pedras do Arapuá, e levamos pra Cachoeira, chegando na Cachoeira nós colocamos água num caldeirão de pedra, fizemos um fogo grande e colocamos as pedras pra esquentar, colocamos as pedras do arapuá na água fervendo, chama-se esse processo de Tingui (colocava na água do Rio pra imbebedar os peixes) e assim fizemos uma ótima pescaria, aonde nós deitados na areia, parecia que estava ouvindo os Tuantes dos índios que entraram no rio, pra se livrar dos Jesuítas, que perseguiam os índios lá em Cana Brava, que hoje é Tacaratu”

Jailton Pankararu
jailton@indiosonline.org.br

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3 COMENTÁRIOS

  1. é, quantas historias belissimas de Pankararu,
    que bom ouvir os mais velhos é reagatar um pouco da nossa historia,
    parabens,

    Abraços.
    carmem

  2. somos filhos de seu Eronides que moramos em joão pessoa; estamos muito felizes de ver umas das histórias do nosso pai,que a nós já contou muitas delas.
    Parabéns a todos pela iniciativa,esperamos ver novas histórias de outros homens mais velhos da nossa aldeia, que muito pode nos ensinar.

  3. Sr. Eronides, foi muito bom ve-lo pea fotografia, e lembrar de quando estive aí no bem querer, para assistir e ser padrinho de casamento da Sarinha.
    Apesar de não termos conversado muito, por falta de tempo, foi muito agradável conhece-lo e a sua esposa a dona Tida.
    Um grande abraço a todos os seus familiares e especialmente ao senhor.

    Adelio Kaiser

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