De acordo com informações da Funasa (Fundação Nacional de Saúde), no ano de 2007 o órgão investiu cerca de R$ 2 milhões através da Diesp (Divisão de Engenharia e Saúde Pública) em construções de melhorias sanitárias domiciliares e sistemas de abastecimento de água nas comunidades indígenas de Mato Grosso do Sul.
Segundo a Diesp, em dezembro 2007 cerca de 85% das aldeias de Mato Grosso do Sul já contam com Sistemas de Abastecimento de Água. Em 2002, as aldeias de Jaguapiru e Bororó contavam apenas com 37 e 23% de pessoas atendidas pelo sistema de abastecimento, em 2005 esse número subiu para 88 e 98% respectivamente.1
No entanto, moradores das aldeias Jaguapiru e Bororó, que compõem a Reserva Indígena de Dourados, foram entrevistados e alegam que há falta de água com freqüência. Marci Silva, dona de casa, mora na aldeia Jaguapiru e disse que tem de ficar vários dias sem lavar roupa porque falta água. Isso é um transtorno para ela porque o filho é trabalhador rural e precisa de roupas limpas.Ai ela da as roupas para outra pessoa lavar.
“Sempre acaba água na minha casa. Foi assim sempre, mas nunca acostumei com isso. Nem todo mundo tem caixa d’água, todos deviam ter porque quando acabar água a gente tem onde recorrer”, confirma Fernanda Souza, dona de casa moradora da aldeia Bororó.
Donizete Araújo, chefe do Polo Básico da Funasa, e Zelik Trajber, coordenador técnico da Funasa, explicam que há 5 poços funcionando na aldeia de Dourados: 3 na Aldeia Jaguapiru e 2 na Bororó. Segundo os representantes da Funasa, são 75 mil litros de água por hora, 120 mil metros de canos e está chegando água para mais de 90% das casas da Reserva.
Eles alegam que é usada muita água na Reserva: nas escolas, nas construções, na hidratação de aproximadamente 12 mil animais que bebem água potável e, além disso, há muito desperdício.
Enquanto falta água em algumas casas, em outras não há problema. Se uma torneira fica ligada, diminui a força necessária para bombear água para outras casas. Portanto a água chega às casas em diferentes horários.
1 Informações divulgadas no site Agora MS (www.agorams.com.br), no dia 27 de junho de 2008, às 17h54
. http://www.agorams.com.br/index.php?ver=ler&id=13055
Diana Davilã-Terena-AJI-MS

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2 COMENTÁRIOS

  1. Bom minha parenta, essa problematica é geral, pois o recurso do ano passado voltado a essa mesma finalidade foi de R$420.000,00 reais, para levar agua do Rio São Francisco para o Povo Pankararu e Kambiwa, só que atgé hoje nada ainda, pois continuamos com nossas torneiras secas, e a velha tubulação que traz agua do rio pra nós, continua a mesma ineficiente e incopetente.
    E o que eles estão fazendo com esse recurso? Ou será que eles cham que não precisamos de agua?
    A ‘agua é um patrimonio natural da humanidade, e todos nós temos direito, e hoje em Pankararu cerca de 5% apenas da população tem agua enacanada em casa, os demais tem que andar leguas de distancia para abastecerem suas caixas, baldes e potes, e essa caminhada toda nem sempre tem a ajuda animal e as vezes bucamos agua com baldes na cabeça…
    Valeu pela meteria, pois esse assunto sempre será polemico, e o disperdicio não é da agua e sim do dibheiro publico.

  2. Muito BOA MATERIA!!!!!

    Acredito que se tu pudesses fazer uma foto ou um video….mostrando mais a coisa… Mais uma ou duas pessoas dando depoimento.. Agente poderia enviar essa materia para FUNASA…. para eles saber que ainda ha trabalho a fazer… Ainda que muito desse trabalho seja educação para sabermos melhor como não desperdiciar..como melhor utilizar e melhor compartilhar….

    O que agente nao pode e ficar calado… Temos que ir atras da dignidade!

    Direitos para todos!!

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