Queridos professores Pankararu…

Ser professor é…
Ser professor é ter a fé e a certeza de que tudo terá valido à pena se o aluno sentir-se feliz pelo que aprendeu com você e pelo que lhe ensinou…

Ser professor é importar-se com o outro numa dimensão de quem cultiva uma planta muito rara, que necessita de atenção, amor e cuidado.

Ser professor é ter a capacidade de” sair de cena, sem sair do espetáculo”. É apontar caminhos, mas deixar que o aluno caminhe com seus próprios pés…

Nós da escola Dr. Carlos Estevão apresentamos nossos sinceros cumprimento a todos os amigos que realmente nessa luta, comprometidos com a causa de engrandecimento do aprendizado, e que jamais se limitam às teorias e aos discursos…

Parabéns e muitos abraços !…

Nazaré, Ana Lucia e Rita de Cássia!

Comentários via Facebook
COMPARTILHAR

2 COMENTÁRIOS

  1. Aos queridos professores do povo Pankararu, minha homenagem com este poema do Thiago de Melo:
    Canção para os Fonemas da Alegria

    Peço licença para algumas coisas.
    Primeiramente, para desfraldar
    este canto de amor publicamente.

    Sucede que só sei dizer amor
    quando reparto o ramo azul de estrelas
    que em meu peito floresce de menino.

    Peço licença para soletrar,
    no alfabeto do sol pernambucano
    a palavra ti-jo-lo, por exemplo,
    e poder ver que dentro dela vivem
    paredes, aconchegos e janelas,
    e descobrir que todos os fonemas
    são mágicos sinais que vão se abrindo
    constelação de girassóis girando
    em círculos de amor que de repente
    estalam como flor no chão da casa.

    Às vezes nem há casa: é só o chão.
    Mas sobre o chão quem reina agora é um homem
    diferente, que acaba de nascer:
    porque unindo pedaços de palavras
    aos poucos vai unindo argila e orvalho,
    tristeza e pão, cambão e beija-flor,
    e acaba por unir a própria vida
    no seu peito partida e repartida
    quando afinal descobre num clarão
    que o mundo é seu também, que o seu trabalho
    não é a pena que paga por ser homem,
    mas um modo de amar – e de ajudar
    o mundo a ser melhor.

    Peço licença para avisar que, ao gosto de Jesus,
    este homem renascido é um homem novo:
    ele atravessa os campos espalhando a boa-nova,
    e chama os companheiros
    a pelejar no limpo, fronte a fronte,
    contra o bicho de quatrocentos anos,
    mas cujo fel espesso não resiste
    a quarenta horas de total ternura.

    Peço licença para terminar
    soletrando a canção de rebeldia
    que existe nos fonemas da alegria:
    canção de amor geral que eu vi crescer
    nos olhos do homem que aprendeu a ler.

    MELO, Tiago de. In: Manuel S. Barata (org.). Canto Melhor. Rio de Janeiro: Paz e Terra,1969, p. 216-7.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here