Ararawã Baenã
Jessica Nelson

A estudante de antropologia Jessica Nelson de umas das Universidade do Estados Unidos, fazendo o sua monografia de mestrado, escolheu a língua Baenã (Pataxó Hãhãhãe). A áreas que ela está se especializando é em línguas indígenas. Jessica visitou a família Baenã no ano de 2009,através de uma amiga que temos em Salvador-Ba Paula Kalantan foi quando iniciou a pesquisa, nesse período ela conseguiu informações surpreendentes, e que nós indígenas não sabíamos que existissem. A história dos Baenã, assim como tantas em nosso país, de etnias que perderam quase totalmente a sua idioma, ou seja, foram forçado a esquecer, ou deixar de praticar, já que a língua predominante é o português. Temos uma oportunidade de recuperá parte de nosso dialeto indígenas, e multiplicar para as futuras gerações. Ela chegou no dia 14 desse mês e participou de uma reunião com membros indígenas da aldeia Bahetá, próximo ao município de Itaju do Colônia. Aonde apresentou para a comunidade e o cacique Akanawã da aldeia o resultado de sua pesquisa, aonde a mesma se comprometeu a está desenvolvendo junto aos indígenas a revitalização de nossa idioma, a comunidade está bastante otimista e feliz de ter em mãos agora um glossário com palavras que eram dialogo dos nossos antepassados. Ela honrou com a palavra, depois de 3 anos, veio trazer um belíssimo trabalho construído com muito carinho e amor. Agente indígenas ficamos muito felizes, ela conseguiu resgatar parte da idioma, que a nossa família pensava que já teria sido perdido. A nossa comunidade tinha antes apenas 123 palavras, que foram registrados da índia Bahetá, essa palavras eram a que vinhamos trabalhando com as crianças de nossa comunidade, esse numero aumentou depois que ela pesquisando descobriu arquivos antigos, com registro de nossa idioma. E isso nos enriquecem ainda mais os nossos valores culturais, e estamos no caminho certo.

A reunião participou várias membros da comunidade da aldeia Bahetá, todos ficaram maravilhados com o resultado da pesquisadora Jéssica, inclusive todos presente fecharam uma proposta de revitalização de nossa idioma, buscar uma forma de inserir nas disciplina em sala de aulas, para que as crianças aprendam desde de sedo a valorizar a sua língua, para repassar as futuras gerações. Essa trabalho é um projeto de longo prazo. A noite Jéssica, retornou para a aldeia de Água Vermelha aonde dormiu na casa de Maura Titiá e na manhã do dia seguinte apresentou o resultado da pesquisa para a mesma.

Nós indígenas, agradecemos as pessoas que fizeram a pesquisa no passado, que sabiam que mesmo que o nosso povo estavam ameaçados de extinção, tinha a esperança desse registro ser útil para as gerações futura. E em especial a Jéssica que nos escolheu, para fazer a sua pesquisa de mestrado, e não só apresentar um resultado para a universidade, mais também nos ajudar a recuperar a nossa língua, pedimos a Deus Tupã que a ilumine e proteja, para que ela além de nos ajudar a recuperá parte de nosso língua, também possa ajudar a outros povos dessa América que perderam a sua idioma.

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A muito tempo lutando em prol do Povo indígena do qual faço parte, até ameaças de morte já recebi. Mas não me calo! pois os espíritos de meus antepassados está comigo. E a proteção de Tupã.

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