10610577_10152750925418168_8240783287969647310_nPor Casé Angatu

O texto que segue foi escrito em 26/10 enquanto ouvia o discurso evasivo dos que foram eleitos. Ouvi com atenção e eles, mais uma vez, não incluíram os Povos Indígenas em seus discursos. Não estou surpreso … só constatando o que imaginava.

Assim, não me enviem comemorações de vitória eleitoral.
Enviem a quem ganhou o seguinte recado.

Estaremos mais do que nunca, em memória a todos Índios mortos na luta pelo Território e por nossos Ancestrais, cobrando de vocês o que não realizaram por 12 anos e/ou 514 anos:

.
– Imediata Demarcação de todos os Territórios Indígenas e garantias aos já demarcados!
.

– Demarcação do Território Indígena Tupinambá de Olivença (Ilhéus/Bahia)!
.

– Liberdade aos Índios presos!
.

– Contra criminalização dos Povos Indígenas!
.

– Fim das injustas “reintegrações” de posse!
.

– Fim da violência, perseguição, criminalização e morte dos Povos Indígenas!

.

– Fim das grandes obras de hidrelétricas na Amazônia e desmatamento de Florestas em todo Território!

.

– Não aprovação da PEC 215, cuja base aliada ruralista dos eleitos apoia!
.

– Revogação da PLP 227, cuja base aliada ruralista dos eleitos apoia!
.

– Revogação da Portaria 303 da AGU, cuja base aliada ruralista dos eleitos apoia!
.

– Não sucateamento da FUNAI e alteração do processo de demarcação, cuja base aliada ruralista dos eleitos apoia!
.

NÃO TEMOS RANCOR … MAS TEMOS MEMÓRIA!

NÃO PODE MORRER MAIS ÍNDIO PELA INOPERÂNCIA DO GOVERNO!
.

Precisamos do apoio de você que está lendo este texto para exigir dos mandatários do poder os direitos dos Povos Indígenas.

.

Aos meus Parentes … vamos cantar juntos e cada vez forte vamos Lutar …

.

“Senhor(a) Presidente
Devolva Nossas Terras

Devolva Nossas Terras
Estas Terras nos Pertencem

Nelas mataram e ensanguentaram
Nossos Parentes”

 

OBS: qualquer dúvida leia na íntegra o discurso da vitória da Presidenta:

http://oglobo.globo.com/brasil/leia-integra-do-discurso-de-dilma-rousseff-14369830

Comentários via Facebook

1 COMENTÁRIO

  1. Parentes

    Não são novidades que sejam governos de esquerdas ou de direitas continuarão nos territórios indígenas as muitas formas de colonialidades que recaem sobre os nossos corpos, cabeças, deseducações (e por que não espiritualidades). Nem esquerdas nem direitas nos agradam pois pessoas que almejam os poderes exploradores jamais olharão com maiores atenções os povos indígenas estejam eles onde estiverem. Preferem falar de “povo” que na realidade não existe ou “massa” que de povos indígenas com origens, cosmovisões e direitos e deveres tradicionais. O que muito espanta é que nos ditos governos de direita foram demarcados mais territórios indígenas (e demarcações necessárias dentro de muitos quadros trágicos em que muitos povos indígenas se encontram quando não se efetivam as legislações colonialistas vigentes para o mínimo de garantia de direitos do nossos povos) que nos ditos desgovernos de Dilma de Lula juntos. Para comprovar que quando as ditas “esquerdas” alcançam os poderes exploradores não são os salvacionismos dos povos indígenas (no máximo atendem o mínimo de interesses das populações mais empobrecidas e dentre elxs várixs indígenas desindigenizadxs pois é ali que querem os manter). Mas como as panelas de pressões tem que funcionar e infelizmente as demandas indígenas só são possíveis a base de muitas pressões (e muitas vergonhosas mendicâncias) dentro de um imenso território riquíssimo que são as terras indígenas. O mundo inteiro é devedor dos povos indígenas mas são poucos povos e desgovernos que reconhecem isso.

    Desordens e regressos. É o que podemos esperar de quem muito fala e pouco faz pelos povos indígenas nos seus territórios ancestrais quem dirá nas cidades onde se encontram desde de 1500 (calendário cristão) quando (a)fundaram as primeiras vilas. Fala-se muito na novas categorias de “indígenas nas cidades” mas saber quem são, onde estão, como vivem, de quais etnias, quantos são ninguém se prontifica a pesquisar, pois, estão logo alí nas favelas (e debaixo dos narizes de desgovernadorxs) ou em territórios onde ninguém quer pisar. É preferível ir buscar indígenas a milhas de distancias que realmente ir de ônibus e ver todos os dias indígenas lá dentro indo para as suas casas para novos dias de negações de suas (r)existências. Avante povos as lutas tem que ser partir de nós mesmos “ilhados” nas cidades ou em territórios ancestrais

    Marleide Quixelô

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here