Assim, precisamos ver as nossas necessidades, a falta de investimentos e de profissionais.
Um dos problemas pelos quais passamos é que infelizmente quase não existe incentivos principalmente para os jovens poderem desenvolver suas habilidades e mostrarem os seus talentos. É alarmante a falta de apoio, de recursos financeiros e humanos e de algumas parcerias que poderiam está oferecendo vários caminhos na questão do resgate da alto-estima e da formação e valorização profissional desses jovens.
Precisamos manter o nosso Povo no caminho da paz e do amor a Deus. Buscar o retorno dos que está de fora, porque a igreja está em nossa aldeia por amor a Deus, pela educação religiosa, o que ela representa para o nosso povo, que somos filhos de Deus.
Segundo os mais velhos do nosso Povo Pankararu, a igreja está onde você pode fazer suas orações, onde você pode perceber e sentir o amor de Deus seja em sua casa, ou seja, em outro lugar. Mas a igreja enquanto instituição carismática é de todos, ninguém é dono da chave, porque acreditamos que somos todos irmãos, filhos de um só Deus e a casa do Pai é de todos nós. Sendo assim, é preciso que o nosso povo participe mais dessa organização católica.
A nossa repartição indígena não impede a nossa participação, até porque desde outros séculos, já existia a igreja (mesmo de forma tortuosa) em nossas vidas e penitentes também. E hoje, a igreja passou por varias reformulações a partir da luta e protestos dos povos indígenas, transformando-se e passando a valorizar o fortalecimento e a preservação das tradições indígenas, aqui expressamente pela pessoa do Padre Alberto.
Devemos perceber que o fortalecimento dos nossos valores humanos e culturais, o respeito entre pais e filhos, uns com os outros na comunidade e na sociedade envolvente, não é somente papel de a igreja orientar. A base desses ensinamentos deve ser a família. Acreditamos que os pais e os mais velhos têm um importante papel para com os seus filhos e para toda a comunidade.
Desde muito tempo, os pais levam os seus filhos para participarem das atividades tradicionais do nosso povo. A diferença é que antigamente cada família esperava com muito entusiasmo os praias passarem por cada porta aberta, recolhendo alimentos para a realização das festas tradicionais.
Hoje, estas práticas foram transformadas e os desafios dependem muito da união e do desenvolvimento familiar na comunidade. Não falamos mais a nossa língua indígena materna. Para especificarmos, melhor, diante desse legado, temos o Toré, as lendas, as danças e o nosso maior referencial Pankararu que é a Praia.

marrimeroli@gmail.com

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