No dia 21/06/08 em Barra de Gramame, litoral sul paraibano, houve uma reunião do povo Tabajara que habita aquela região.

A reunião aconteceu numa pequena igreja do local e teve a paricipação da UFPB,UFPE,UFRN,da DIGNITATIS(Advogacia Popular),CNPI,CIMI,e de lideranças Potiguara totalizando aproximadamente 80 pessoas.O principal objetivo desse encontro foi o de sensibilizar as pessoas do local para que elas possam estar se reconhecendo enquanto Tabajara e para repassar um pouco da experiência dos Potiguara e do movimento indígena.

Nas falas dos convidados, os Tabajara puderam perceber que se identificar enquanto povo indígena não é fácil mas que eles também não estam sozinhos nessa luta.

As entidades demostraram apoio aos Tabajara. Capitão,Sandro,josecy e outras lideranças Potiguara falaram da importância da cultura para levantar e unir um povo, das retomadas que já realizaram e das conquistas que obteram ao longo desses anos. Declaram também apoio total a causa dos parentes Tabajara no que fosse necessário.

Ednaldo Tabajara que conduziu a reunião agradeceu o apoio e pediu as pessoas presentes que não tivessem medo de entrar neste movimento pois eles tinham que buscar o que era deles por direito.

Após a reunião foi servido um almoço na casa da família de Ednaldo onde Potiguara e Tabajara dançaram juntos o Toré.

A interação entre os dois povos chamou bastante atenção.Crianças Tabajara se pintando com Urucum,jovens se juntando ao toré com maracás e cocares Potiguara e se interessando em tocar o bombo e aprender as músicas.

Os mais velhos demonstraram alegria neste encontro apoiando a caminhada Tabajara e dispostos a contar a história de seu povo o que antes eles estavam muito amedrontados em fazer.

A trajetória do povo Tabajara está apenas começando mas eles estam superando seus medos e buscando apoio para alcançar a vitória.

Irembé Potiguara
irembe.indiosonline@gmail.com

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4 COMENTÁRIOS

  1. Excelente matéria , e de suma importância esse apoio ao reconhecimento etnico do Povo Tabajara . Parabéns a vc Irembé e ao Povo Potiguara por esse incentivo , um povo como os Tabajaras não podem ficar restritos apenas a documentos do passado , ” e como é dificil encontrar matérias sobre eles atualmente” , que este espaço e o apoio dos povos indigenas do nordeste e de todo Brasil , fortifiquem e dêem maior visibilidade a esta luta que é de todos nós ; Para que o reconhecimento venha em breve !!! Espero ainda poder encontrar muitas matérias sobre a trajetória de lutas e conquistas que este povo inicia !!! Força !!! A vitória é certa !!!!

  2. Parabéns pela atividade…Muitas lutas e conquistas.
    “Sonhar
    Mais um sonho impossível
    Lutar
    Quando é fácil ceder
    Vencer
    O inimigo invencível
    Negar
    Quando a regra é vender
    Sofrer
    A tortura implacável
    Romper
    A incabível prisão
    Voar
    Num limite improvável
    Tocar
    O inacessível chão
    É minha lei, é minha questão
    Virar esse mundo
    Cravar esse chão
    Não me importa saber
    Se é terrível demais
    Quantas guerras terei que vencer
    Por um pouco de paz
    E amanhã, se esse chão que eu beijei
    For meu leito e perdão
    Vou saber que valeu delirar
    E morrer de paixão
    E assim, seja lá como for
    Vai ter fim a infinita aflição
    E o mundo vai ver uma flor
    Brotar do impossível chão.”

  3. Como apoiador dos povos indígenas na região Sul, fico contente com os povos indígenas do Nordeste pois sempre admirei sua luta.
    Em especial, vejo com felicidade que os povos Tupi estejam restituindo sua cultura às gerações mais novas.
    Além dos Potiguara e Tabajara da Paraíba,Potyguara, Pitaguary e Tapeba [de itá peba- pedra achatada, que refere os tabuleiros onde se localizavam as aldeias em kaá okái-Caucaia ou mata queimada] do Ceará,seria importante em minha opinião envolver os Kaeté Wassú (ou caetés grandes) do Cocal de Alagoas e os Kaeté Mirim (ou caetés pequenos)de Sergipe, esses últimos referidos na bibliografia como habitantes da Aldeia Água Azeda em São Cristóvão e que lutam desde a década de 1930 contra engenhos que tomaram suas terras.
    Sugiro intercâmbio cultural com os Guajajara/Tenetehara do Maranhão, povo Tupi numeroso e que mantém língua e rituais, como forma de incentivar o renascer cultural dos Povos Tupi no Nordeste.

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